As reações emocionais são uma escolha da pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

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As reações emocionais são uma escolha da pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
As reações emocionais não são uma escolha. Elas surgem de forma automática e intensa devido à hipersensibilidade e à dificuldade de regulação dessas emoções. Dentro da psicoterapia, trabalhamos diferentes estratégias que buscam criar repertório comportamental e impactar a forma como a pessoa responde às situações que a mobilizam emocionalmente de forma intensa.

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As reações emocionais no Transtorno de Personalidade Borderline não são uma escolha consciente. Elas emergem de forma intensa e imediata, antes que a pessoa consiga refletir ou decidir como reagir. Trata-se de um modo de funcionamento psíquico, e não de falta de vontade ou caráter. Isso não significa ausência de responsabilidade, mas reconhecimento de que a capacidade de regulação e simbolização fica temporariamente comprometida quando o afeto é muito intenso. A pessoa reage porque sente demais, não porque escolhe sentir dessa forma. Na psicoterapia, o trabalho é ampliar a possibilidade de reconhecer esses estados emocionais e, aos poucos, construir maior espaço psíquico entre o sentir e o agir, permitindo respostas menos sofridas e mais elaboradas.
Essa é uma pergunta fundamental que toca no âmago do que é conviver com o TPB, tanto para quem tem o diagnóstico quanto para quem está ao seu redor. Existe um mito muito doloroso de que a pessoa "escolhe" reagir com intensidade ou que faz isso para "chamar a atenção", mas a realidade científica e emocional é bem diferente. Sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência e, com base na minha atuação na Terapia Cognitivo-Comportamental, posso te afirmar com clareza: as reações emocionais no TPB não são uma escolha. Imagine que a maioria das pessoas tem uma "pele emocional" que as protege dos atritos do dia a dia; no TPB, é como se essa pele não existisse. As emoções são sentidas em "carne viva". O que para muitos é um pequeno contratempo, para quem tem o transtorno pode ser sentido como uma dor física insuportável ou um abandono devastador. Essa intensidade não é falta de vontade ou de caráter. É uma desregulação do sistema biológico de resposta ao estresse. O cérebro de quem tem TPB entra em modo de "luta ou fuga" muito mais rápido e demora muito mais tempo para voltar ao estado de calma. Por isso, no momento da crise, a pessoa não está "escolhendo" sofrer ou explodir; ela está sendo inundada por uma tempestade química que ela ainda não tem ferramentas para drenar. Na TCC, o nosso papel não é julgar essas reações, mas sim acolher essa dor e ensinar o que a biologia não ensinou: a regulação. O objetivo da terapia é construir, aos poucos, essa "pele emocional" que falta. Trabalhamos para que você aprenda a identificar a onda emocional antes que ela te afogue, desenvolvendo técnicas para acalmar o sistema nervoso e encontrar formas mais saudáveis de expressar o que sente. A culpa por não conseguir se controlar é um dos pesos mais difíceis de carregar, mas a terapia oferece o caminho para transformar essa reatividade em resposta consciente. Você não escolhe sentir a dor com essa força, mas pode escolher aprender a lidar com ela de uma forma que não fira a si mesma ou aos seus relacionamentos. Estou à disposição para te ajudar a encontrar essa serenidade e a entender que o seu diagnóstico não define quem você é, mas explica o tamanho da sua coragem em enfrentar cada dia. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único

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