Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente c

5 respostas
Boa noite, tudo bem com vocês? Me ajudem, por favor. Meu filho tem 7 anos de idade é incrívelmente carinhoso e inteligente. Porém, tem duas questões que vem me preocupando: o comportamento dele na escola e a fala dele dentro de casa.
Na escola, ele não consegue ficar quieto e nem obedecer as ordens da professora. Tem dias e dias... E agora, por motivos de saúde, ele precisou morar com minha mãe, porque me encontro internada por complicações de nefrite lúpica e sem previsão de alta. Aí, ele tem uns comportamentos estranhos lá. Tipo: furar sofá com o alicate, falar besteira... Hoje por exemplo, ele disse a tia dele que ele tem um lado bom e um lado ruim. E que o lado ruim mandou ele fazer aquilo (tiva estragado o lenço umedecido da avó dele). Estou preocupada! Não sei como agir. O que devemos fazer? Tendo em vista que estou em outra cidade.
Isso pode ser sinais de sociopatia? Autismo? TDAH?
Dra. Conceição Azenha
Psicanalista, Psicólogo
Piracicaba
Ele está em sofrimento psíquico e precisa de tratamento. Procure um psicólogol experiente no atendimento de crianças. Sugiro a abordagem psicanalítica para tratar de questões simbólicas dos sintomas apresentados.

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Pelo que você descreve, seu filho parece ter muitas qualidades e energia, mas também apresenta dificuldades importantes de regulação emocional, impulsividade e respeito a limites. Isso não significa automaticamente um diagnóstico específico, mas quando comportamentos são intensos, frequentes e geram prejuízo em casa, na escola ou nas relações, é importante investigar. Autismo e TDAH só podem ser avaliados por profissionais por meio de uma análise cuidadosa do desenvolvimento, comportamento e contexto. Uma avaliação com psicólogo ou neuropediatra pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e orientar intervenções adequadas.
Olá, como vai?
Geralmente, as crianças lidam com suas emoções de formas muito agressivas, destrutivas o que gera em nós muitas dúvidas, mas antes de pensar em diagnósticos ou traços de personalidade, podemos pensar em outros caminhos. Levando em consideração o seu internamento e estar em outra cidade, pode ser que ele esteja com saudades de você, tendo muitas dificuldades em lidar com a realidade, tentando destruí-la numa possível tentativa de você voltar. Sugiro que o contato com você seja mais físico, ou seja, mais visitas, dentro das possibilidades do seu contexto de vida e internamento. Acredito que o acompanhamento com um psicólogo seja importante durante o seu afastamento, para que seu filho tenha mais um espaço para poder descontar a possível frustração do afastamento. A partir do acompanhamento com o psicólogo, ele poderá levantar alguma hipótese diagnóstica, mas certamente a distância é um fator muito importante.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Antes de qualquer coisa, seria irresponsável levantar qualquer suspeita diagnóstica como sociopatia, autismo ou TDAH apenas com base nesse breve relato. O que você descreve pode estar muito mais relacionado às mudanças significativas que ele está vivendo do que a um transtorno. Seu filho tem 7 anos, você está internada, ele precisou mudar de casa e de rotina, e está distante da mãe, que é uma referência central para ele. Para uma criança, isso pode gerar insegurança, medo, confusão e até raiva, mesmo que ele não saiba expressar tudo isso em palavras. Comportamentos como desobedecer, ficar mais agitado, estragar objetos ou falar que tem um “lado ruim” podem ser formas infantis de tentar dar sentido a emoções difíceis e impulsos que ele ainda não sabe regular. Quando ele fala desse “lado ruim”, não significa necessariamente algo patológico, pode ser apenas uma maneira de explicar para si mesmo o que sente. Neste momento, o mais importante é que ele seja escutado e acolhido, que os adultos conversem com ele para entender como está se sentindo e qual é a percepção dele sobre tudo o que está acontecendo, mantendo limites claros, mas com firmeza e afeto, sem rotulá-lo. Se os comportamentos persistirem ou se intensificarem, pode ser válido buscar um psicólogo infantil para avaliar melhor, mas diante do contexto, é bastante possível que ele esteja reagindo emocionalmente às mudanças e à sua ausência.
Olá! Como vai? Antes de qualquer coisa: sinto muito que você esteja passando por tudo isso, especialmente estando internada por causa da Nefrite lúpica. Só essa mudança já é um evento grande demais para uma criança de 7 anos processar sozinha. Mas vamos lá: 1. Em crianças de 7 anos, falar que tem “um lado bom e um lado ruim”, culpar o “lado ruim” pelo que fez, testar limites, fazer algo escondido ou destrutivo... não é sinal direto de sociopatia - Crianças nessa idade ainda estão aprendendo a lidar com culpa, impulsos e frustração. Às vezes, criar essa ideia de “lado ruim” é uma forma infantil de tentar organizar algo que ele sente por dentro e não consegue explicar; 2. Nada do que você descreveu, isoladamente, fecha diagnóstico de Autismo e/ou TDAH. O que você relatou pode estar ligado a: Dificuldade de autorregulação emocional, impulsividade, ansiedade, mudança brusca na rotina, angústia pela sua internação... Diagnóstico não é feito apenas por comportamento pontual, mas por um conjunto de critérios consistentes em diferentes contextos e ao longo do tempo; 3. O ponto mais importante: ele foi separado da mãe - Você está internada, em outra cidade, sem previsão de alta. Para uma criança de 7 anos isso pode significar internamente: Medo de perder a mãe, insegurança, raiva pela situação, sensação de abandono (mesmo que ele saiba racionalmente o motivo). Criança raramente diz: “Estou angustiado porque minha mãe está doente”. Ela mostra isso no comportamento (Furar sofá com alicate pode ser descarga de tensão, falar besteira pode ser busca por validação, destruir algo pode ser expressão de raiva, etc), o me chama a atenção é essa frase: “Eu tenho um lado bom e um lado ruim” - Isso pode indicar conflito interno. Ele está percebendo que faz coisas erradas, mas ainda não sabe integrar isso. Isso não é psicopatia.
Isso é desenvolvimento moral em construção. → Quando devo me preocupar: Seria importante avaliar com um profissional se houver: Crueldade intencional com animais ou pessoas, falta total de culpa após machucar alguém, mentiras frequentes e frias, agressividade persistente e intensa, comportamentos destrutivos repetitivos sem remorso. → O que pode ser feito agora (mesmo você estando longe) - 1. Manter contato frequente por vídeo (Ele precisa ver você, ouvir sua voz, sentir que você continua sendo mãe dele). 2. Nomear emoções (Sua mãe pode dizer: “Você está com saudade da mamãe?”, “Você ficou bravo hoje?”, “Às vezes quando a gente está com medo faz coisas que não devia”). 3. Não reforçar a ideia de “lado ruim” (Em vez de: “Então foi seu lado ruim?”, responder: “Você fez uma escolha que não foi boa. Mas você continua sendo um menino bom” - Separar comportamento de identidade é essencial). 4. Rotina estruturada (Crianças ansiosas precisam de previsibilidade). 5. Avaliação psicológica infantil
(Quando possível, seria muito importante acompanhamento com psicólogo infantil, principalmente por causa do contexto de doença materna e mudança de casa). *Mas quero te perguntar algo delicado: Você está recebendo apoio emocional aí? (Porque sua internação também é um evento traumático para você) Coloco-me à disposição, caso tenha interesse em iniciar um processo terapêutico. Boa ressignificação!

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