Como a agressividade se manifesta no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Como a agressividade se manifesta no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline, a agressividade pode se manifestar de formas variadas, desde explosões verbais e discussões intensas até atitudes impulsivas que envolvem autossabotagem ou comportamentos de risco. Muitas vezes, ela surge em situações de medo de rejeição, críticas ou sensação de abandono, funcionando como uma reação imediata à dor emocional. Esse comportamento pode ser dirigido tanto para os outros quanto para si mesmo, e geralmente vem acompanhado de arrependimento e sentimento de culpa depois que a crise passa.
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Oi, tudo bem? A forma como você trouxe essa pergunta já mostra um desejo de entender a agressividade no TPB para além do rótulo, e isso faz toda diferença, porque a agressividade nesse transtorno quase nunca é sobre “querer machucar”. Ela costuma nascer de emoções muito intensas, de medos profundos e de uma sensação de vulnerabilidade que a pessoa nem sempre consegue traduzir em palavras naquele momento.
No Borderline, a agressividade geralmente aparece como reação a uma dor emocional súbita. Pode surgir quando a pessoa se sente rejeitada, criticada, injustiçada ou ameaçada por um possível abandono, mesmo que pequeno. O corpo reage como se fosse um perigo real, e a emoção assume o comando antes que a razão consiga alcançar. Às vezes, a intensidade da reação é tão grande que a própria pessoa se surpreende depois. Quando você pensa em momentos de explosão emocional, consegue identificar se havia alguma sensação de ferida, medo ou desamparo logo antes da reação?
Outra manifestação comum é aquela oscilação entre muita raiva e arrependimento profundo. Muitas pessoas descrevem que, no instante da agressividade, sentem como se estivessem perdendo o eixo, e, logo depois, vem uma tristeza ou culpa intensa. Também pode aparecer como irritação constante, impulsos verbais fortes, dificuldade em tolerar frustração ou até ataques de fúria que parecem desproporcionais ao gatilho. Em algum momento da sua história, você sentiu que a intensidade da emoção era maior do que a situação que a desencadeou?
É importante lembrar que, no TPB, a agressividade não expressa maldade; expressa dor. Ela costuma ser uma forma desorganizada de tentar proteger-se de sensações difíceis, como vazio, abandono ou a ideia de não ser bom o bastante. Quando vista assim, a agressividade deixa de ser apenas comportamento e passa a ser um pedido de compreensão interna.
Com terapia adequada — especialmente DBT, Terapia dos Esquemas e um olhar existencial mais profundo — é possível entender esses gatilhos, desenvolver novas formas de regulação e transformar essa intensidade em algo mais construtivo. Se quiser explorar o que essas reações significam na sua vida e como reorganizá-las, posso te acompanhar nisso. Caso precise, estou à disposição.
No Borderline, a agressividade geralmente aparece como reação a uma dor emocional súbita. Pode surgir quando a pessoa se sente rejeitada, criticada, injustiçada ou ameaçada por um possível abandono, mesmo que pequeno. O corpo reage como se fosse um perigo real, e a emoção assume o comando antes que a razão consiga alcançar. Às vezes, a intensidade da reação é tão grande que a própria pessoa se surpreende depois. Quando você pensa em momentos de explosão emocional, consegue identificar se havia alguma sensação de ferida, medo ou desamparo logo antes da reação?
Outra manifestação comum é aquela oscilação entre muita raiva e arrependimento profundo. Muitas pessoas descrevem que, no instante da agressividade, sentem como se estivessem perdendo o eixo, e, logo depois, vem uma tristeza ou culpa intensa. Também pode aparecer como irritação constante, impulsos verbais fortes, dificuldade em tolerar frustração ou até ataques de fúria que parecem desproporcionais ao gatilho. Em algum momento da sua história, você sentiu que a intensidade da emoção era maior do que a situação que a desencadeou?
É importante lembrar que, no TPB, a agressividade não expressa maldade; expressa dor. Ela costuma ser uma forma desorganizada de tentar proteger-se de sensações difíceis, como vazio, abandono ou a ideia de não ser bom o bastante. Quando vista assim, a agressividade deixa de ser apenas comportamento e passa a ser um pedido de compreensão interna.
Com terapia adequada — especialmente DBT, Terapia dos Esquemas e um olhar existencial mais profundo — é possível entender esses gatilhos, desenvolver novas formas de regulação e transformar essa intensidade em algo mais construtivo. Se quiser explorar o que essas reações significam na sua vida e como reorganizá-las, posso te acompanhar nisso. Caso precise, estou à disposição.
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