Como a ansiedade me leva a agir impulsivamente? .

3 respostas
Como a ansiedade me leva a agir impulsivamente? .
 Stephanie Von Wurmb Helrighel
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
A ansiedade cria um estado de urgência dentro de nós. É como se o corpo dissesse: “preciso agir agora, ou algo ruim vai acontecer”. Nesse turbilhão, a mente perde a clareza e o impulso ocupa o lugar da escolha. Assim, o gesto impulsivo não é liberdade, mas uma tentativa apressada de aliviar a angústia que parece insuportável.

Só que esse alívio é momentâneo. Logo depois, pode vir a culpa, o arrependimento ou a sensação de não estar no controle. É um ciclo que se retroalimenta: quanto mais ansioso você se sente, mais busca saídas rápidas — e quanto mais age no impulso, mais se distancia de quem gostaria de ser.

No espaço terapêutico, aprendemos a dar nome a essa ansiedade, a compreendê-la como mensagem e não apenas como ameaça. Quando você consegue sustentar a pausa, mesmo diante da urgência, abre espaço para transformar o impulso em escolha verdadeira.

Se você sente que a ansiedade tem te arrastado para atitudes das quais depois se arrepende, eu te convido a iniciar um processo terapêutico comigo. Será um espaço seguro para compreender suas emoções, aprender a regulá-las e recuperar a sensação de liberdade sobre a sua própria vida.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A sua pergunta é muito importante, porque muita gente sente essa ligação entre ansiedade e impulsividade, mas nem sempre entende o que acontece por dentro. A ansiedade cria uma sensação de urgência, como se algo precisasse ser resolvido imediatamente, mesmo que não exista um perigo real. O corpo reage rápido, o coração acelera, os pensamentos ficam mais apertados e, quando esse desconforto cresce, agir por impulso pode parecer a saída mais rápida para “desligar” essa tensão.

Quando isso acontece, não é que você esteja realmente escolhendo. É mais como se a ansiedade pegasse o volante por alguns instantes. A mente fica ávida por alívio, e o impulso aparece como um atalho. Em termos emocionais, é como se o sistema interno dissesse “qualquer movimento agora é melhor do que ficar parado sentindo isso”. Muitas vezes, o comportamento impulsivo não fala sobre o que você deseja de verdade, e sim sobre o tamanho da pressão que você estava tentando aliviar.

Talvez ajude observar o que ocorre instantes antes do impulso. Que sensação aparece no seu corpo quando a ansiedade sobe? Você sente que o ato impulsivo muda alguma emoção interna, ainda que por poucos segundos? E quando passa, o que você percebe que estava tentando evitar ou acalmar? Essas pequenas perguntas abrem um espaço sutil entre ansiedade e ação, e é justamente nesse espaço que começam a surgir escolhas mais conscientes.

Com o tempo, a terapia ajuda você a reconhecer esse ciclo, entender seus gatilhos e construir um caminho onde suas ações expressem mais quem você é e menos o que a ansiedade exige. Se quiser explorar isso com profundidade e calma, posso caminhar com você. Caso precise, estou à disposição.
A ansiedade coloca o corpo em estado de alerta. Quando ela aumenta, surge uma urgência de aliviar o desconforto rapidamente. Nesse impulso de se sentir melhor rapidamente, você pode acabar agindo sem pensar.
O problema é que esse alívio costuma ser momentâneo, e depois a ansiedade pode até aumentar. Aprender a tolerar o desconforto por alguns minutos já ajuda a diminuir a impulsividade.

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