Como a exaustão emocional se manifesta em mulheres autistas?

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Como a exaustão emocional se manifesta em mulheres autistas?
Na abordagem sistêmica, a exaustão emocional em mulheres autistas é compreendida como resultado de um processo relacional de sobrecarga. Ela pode se manifestar por fadiga intensa, ansiedade, retraimento social e sensação de “desconexão” de si mesma, muitas vezes após longos períodos de mascaramento e esforço para se adequar às expectativas externas. O olhar sistêmico entende esses sintomas como respostas à pressão dos sistemas de convivência — família, trabalho, sociedade — e busca restaurar o equilíbrio nas relações, fortalecendo o espaço de autenticidade e pertencimento da mulher dentro desses contextos.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito importante — e, sinceramente, profunda. A exaustão emocional em mulheres autistas costuma se manifestar de forma mais silenciosa do que se imagina. Ela não vem apenas como cansaço físico ou mental, mas como uma espécie de “colapso interno”, um esgotamento por ter que manter por tanto tempo uma performance social que não reflete exatamente quem a pessoa é.

Muitas mulheres autistas aprendem, desde cedo, a observar, imitar e adaptar comportamentos para parecerem “adequadas” — a isso chamamos de masking ou camuflagem social. Com o tempo, esse esforço constante de ajustar expressões, gestos e falas para não destoar dos outros cobra um preço alto. O cérebro entra num estado de sobrecarga, como se o sistema estivesse rodando com energia reserva há meses. Essa sobrecarga pode se manifestar como irritabilidade, crises de choro aparentemente sem motivo, dificuldade de concentração, sensibilidade extrema a sons ou luzes, e até sintomas físicos, como dores de cabeça, tensão muscular e insônia.

Mas há algo ainda mais sutil: a perda momentânea do senso de identidade. Algumas mulheres relatam sentir que “não sabem mais quem são” fora das máscaras que usaram por tanto tempo. Você já se pegou pensando se está sendo autêntica ou apenas fazendo o que esperam de você? Já sentiu que precisa de um tempo sozinha, mas se culpa por isso? Ou percebe que mesmo descansando fisicamente, continua emocionalmente esgotada?

Essas sensações são sinais do quanto o corpo e a mente estão pedindo uma pausa genuína — uma reconexão com o próprio ritmo, com o que é real em você. A boa notícia é que, com autoconhecimento e um processo terapêutico acolhedor, é possível aprender a identificar esses limites antes que o esgotamento se instale, reconstruindo uma relação mais gentil consigo mesma. Caso sinta que é hora de entender melhor o que seu corpo e suas emoções estão tentando comunicar, estou à disposição para te ajudar nesse processo.
A exaustão emocional em mulheres autistas costuma se manifestar como um cansaço profundo e persistente, que não se resolve apenas com descanso físico, porque está ligado ao esforço contínuo de se adaptar, compreender expectativas sociais e esconder dificuldades para ser aceita. Pode aparecer como irritabilidade, apatia, crises de choro, sensação de vazio ou perda de interesse por atividades que antes eram fonte de prazer. Muitas vezes esse esgotamento é vivido em silêncio, acompanhado da ideia de fracasso pessoal. Na clínica, reconhecer essa exaustão como um sinal de sobrecarga psíquica, e não de incapacidade, permite construir caminhos mais sustentáveis de cuidado, algo que dificilmente se faz sem um espaço terapêutico de escuta e elaboração.

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