Como a "negação" se relaciona com a cisão (splitting) no e Personalidade Borderline (TPB) ?
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Como a "negação" se relaciona com a cisão (splitting) no e Personalidade Borderline (TPB) ?
Olá, tudo bem?
Essa é uma pergunta bem interessante, porque envolve dois mecanismos psicológicos que podem aparecer juntos, mas que não são exatamente a mesma coisa. A negação, de forma geral, é quando a pessoa evita reconhecer aspectos da realidade que são difíceis de tolerar emocionalmente. Já a cisão, no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline, envolve uma divisão mais rígida entre “tudo bom” e “tudo ruim”, tanto em relação a si quanto aos outros.
Na prática, eles podem se conectar. Em momentos de maior intensidade emocional, a cisão pode fazer com que a pessoa enxergue alguém ou a si mesma de forma extremamente positiva ou extremamente negativa, sem conseguir integrar esses dois lados ao mesmo tempo. A negação pode entrar justamente como uma forma de sustentar essa divisão, afastando da consciência qualquer informação que traria nuance ou contradição.
Por exemplo, quando alguém é visto como totalmente bom, aspectos negativos podem ser ignorados ou minimizados. E quando passa a ser percebido como ruim, experiências positivas podem ser “apagadas” temporariamente da percepção. Não é uma escolha consciente, mas uma tentativa do psiquismo de organizar emoções muito intensas que seriam difíceis de sustentar juntas.
Do ponto de vista clínico, isso está ligado a uma dificuldade em integrar experiências emocionais complexas. O cérebro emocional tende a priorizar segurança imediata, e dividir a experiência em extremos pode, naquele momento, parecer mais “simples” do que lidar com ambivalências. O desafio é que isso acaba gerando instabilidade nas relações e na forma de se perceber.
Talvez seja interessante refletir: você percebe momentos em que alguém ou você mesmo passa de uma visão muito positiva para muito negativa de forma rápida? Existe dificuldade em manter sentimentos mistos sobre a mesma pessoa? E quando surgem informações que contradizem essa visão, elas são consideradas ou tendem a ser afastadas?
Essas observações ajudam a tornar esses processos mais conscientes e, portanto, mais trabalháveis na terapia. Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma pergunta bem interessante, porque envolve dois mecanismos psicológicos que podem aparecer juntos, mas que não são exatamente a mesma coisa. A negação, de forma geral, é quando a pessoa evita reconhecer aspectos da realidade que são difíceis de tolerar emocionalmente. Já a cisão, no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline, envolve uma divisão mais rígida entre “tudo bom” e “tudo ruim”, tanto em relação a si quanto aos outros.
Na prática, eles podem se conectar. Em momentos de maior intensidade emocional, a cisão pode fazer com que a pessoa enxergue alguém ou a si mesma de forma extremamente positiva ou extremamente negativa, sem conseguir integrar esses dois lados ao mesmo tempo. A negação pode entrar justamente como uma forma de sustentar essa divisão, afastando da consciência qualquer informação que traria nuance ou contradição.
Por exemplo, quando alguém é visto como totalmente bom, aspectos negativos podem ser ignorados ou minimizados. E quando passa a ser percebido como ruim, experiências positivas podem ser “apagadas” temporariamente da percepção. Não é uma escolha consciente, mas uma tentativa do psiquismo de organizar emoções muito intensas que seriam difíceis de sustentar juntas.
Do ponto de vista clínico, isso está ligado a uma dificuldade em integrar experiências emocionais complexas. O cérebro emocional tende a priorizar segurança imediata, e dividir a experiência em extremos pode, naquele momento, parecer mais “simples” do que lidar com ambivalências. O desafio é que isso acaba gerando instabilidade nas relações e na forma de se perceber.
Talvez seja interessante refletir: você percebe momentos em que alguém ou você mesmo passa de uma visão muito positiva para muito negativa de forma rápida? Existe dificuldade em manter sentimentos mistos sobre a mesma pessoa? E quando surgem informações que contradizem essa visão, elas são consideradas ou tendem a ser afastadas?
Essas observações ajudam a tornar esses processos mais conscientes e, portanto, mais trabalháveis na terapia. Caso precise, estou à disposição.
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Olá, tudo bem?
A sua pergunta é bem interessante, porque “negação” e “cisão” são mecanismos que podem aparecer juntos, mas não são exatamente a mesma coisa. A cisão, no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline, costuma se manifestar como uma forma de perceber a si mesmo e aos outros em extremos, como “totalmente bom” ou “totalmente ruim”, sem muita integração entre esses polos.
A negação pode entrar como uma espécie de proteção dentro desse processo. Quando uma experiência emocional é muito difícil de tolerar, o psiquismo pode “recusar” partes dessa realidade para evitar dor. Então, por exemplo, quando alguém que era visto como muito importante frustra ou machuca, pode haver uma dificuldade em integrar essa ambivalência. A pessoa pode passar a enxergar o outro apenas como negativo, enquanto aspectos positivos ficam temporariamente fora da consciência. Esse movimento tem relação com a cisão, mas a negação ajuda a sustentar essa separação.
Do ponto de vista emocional, isso faz sentido. O cérebro tenta organizar experiências intensas de uma forma que seja mais suportável naquele momento. Integrar que alguém pode ser importante e, ao mesmo tempo, falhar ou frustrar, exige um nível de regulação emocional que nem sempre está disponível durante uma ativação mais intensa.
Isso também pode acontecer na forma como a pessoa se percebe. Em um momento, pode se ver como alguém totalmente inadequado; em outro, como alguém sem problemas. A dificuldade não está em sentir essas partes, mas em conseguir mantê-las juntas na mesma narrativa interna.
Talvez valha se observar em algumas situações: quando alguém te decepciona, você consegue manter uma visão equilibrada dessa pessoa ou tende a mudar de forma mais radical? E quando você erra, o que acontece com a forma como você se enxerga? Existe espaço para nuances ou tudo fica mais “preto no branco”? E, em momentos de dor, você percebe alguma tendência a “afastar” certos aspectos da realidade para conseguir lidar com o que está sentindo?
Esses movimentos são compreensíveis dentro do funcionamento emocional do TPB e podem ser trabalhados com mais profundidade em terapia, ajudando a construir uma percepção mais integrada de si e dos outros ao longo do tempo.
Caso precise, estou à disposição.
A sua pergunta é bem interessante, porque “negação” e “cisão” são mecanismos que podem aparecer juntos, mas não são exatamente a mesma coisa. A cisão, no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline, costuma se manifestar como uma forma de perceber a si mesmo e aos outros em extremos, como “totalmente bom” ou “totalmente ruim”, sem muita integração entre esses polos.
A negação pode entrar como uma espécie de proteção dentro desse processo. Quando uma experiência emocional é muito difícil de tolerar, o psiquismo pode “recusar” partes dessa realidade para evitar dor. Então, por exemplo, quando alguém que era visto como muito importante frustra ou machuca, pode haver uma dificuldade em integrar essa ambivalência. A pessoa pode passar a enxergar o outro apenas como negativo, enquanto aspectos positivos ficam temporariamente fora da consciência. Esse movimento tem relação com a cisão, mas a negação ajuda a sustentar essa separação.
Do ponto de vista emocional, isso faz sentido. O cérebro tenta organizar experiências intensas de uma forma que seja mais suportável naquele momento. Integrar que alguém pode ser importante e, ao mesmo tempo, falhar ou frustrar, exige um nível de regulação emocional que nem sempre está disponível durante uma ativação mais intensa.
Isso também pode acontecer na forma como a pessoa se percebe. Em um momento, pode se ver como alguém totalmente inadequado; em outro, como alguém sem problemas. A dificuldade não está em sentir essas partes, mas em conseguir mantê-las juntas na mesma narrativa interna.
Talvez valha se observar em algumas situações: quando alguém te decepciona, você consegue manter uma visão equilibrada dessa pessoa ou tende a mudar de forma mais radical? E quando você erra, o que acontece com a forma como você se enxerga? Existe espaço para nuances ou tudo fica mais “preto no branco”? E, em momentos de dor, você percebe alguma tendência a “afastar” certos aspectos da realidade para conseguir lidar com o que está sentindo?
Esses movimentos são compreensíveis dentro do funcionamento emocional do TPB e podem ser trabalhados com mais profundidade em terapia, ajudando a construir uma percepção mais integrada de si e dos outros ao longo do tempo.
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Na Psicologia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a **negação** e a **cisão (splitting)** estão intimamente relacionadas como mecanismos de defesa. A cisão é a tendência a perceber pessoas, situações ou aspectos do self de forma **extrema — totalmente bons ou totalmente maus** — sem integração de nuances. A negação entra quando sentimentos, falhas ou aspectos negativos da realidade são recusados ou minimizados, permitindo que o indivíduo mantenha a visão idealizada ou protegida de si mesmo ou do outro.
Esses mecanismos estão ligados à dificuldade de tolerar ambivalência e conflitos internos, sendo comuns em relacionamentos interpessoais e na percepção da própria identidade.
Para orientação ou acompanhamento, estou disponível na agenda do Doctoralia ou pelo WhatsApp.
Esses mecanismos estão ligados à dificuldade de tolerar ambivalência e conflitos internos, sendo comuns em relacionamentos interpessoais e na percepção da própria identidade.
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