Como a psicoterapia ajuda a lidar com a abstinência do tabaco?

3 respostas
Como a psicoterapia ajuda a lidar com a abstinência do tabaco?
Dr. Ítalo Alves
Psicólogo
Serra
Trazendo uma visão sobre os efeitos do tabaco no organismo e ajudando ao paciente a encontrar mecanismos para lidar com isso da melhora maneira possível.

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A psicoterapia ajuda a entender os gatilhos da vontade de fumar, controlar a ansiedade e criar novas formas de lidar com o estresse, sem o cigarro.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Lidar com a abstinência do tabaco é mais do que apenas resistir ao cigarro — é um processo que envolve reconfigurar a forma como o cérebro responde a desejos, recompensas e gatilhos emocionais. A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse caminho, pois oferece um espaço seguro para compreender os motivos por trás do uso do cigarro, identificar padrões de comportamento e construir estratégias consistentes para enfrentar os momentos de fissura. E o mais importante: tudo isso respeitando o seu tempo e a sua história.

Durante o processo terapêutico, trabalhamos juntos para observar quais situações aumentam a vontade de fumar, como o seu corpo reage na ausência da nicotina e que tipo de pensamentos ou emoções surgem nesses momentos. A partir daí, é possível construir alternativas mais saudáveis e sustentáveis, que substituam o papel que o cigarro vinha ocupando. Você já parou para pensar em que momentos o cigarro pareceu ser seu “alívio” emocional? Ou o que você costuma sentir logo antes da vontade surgir?

A neurociência nos mostra que o uso da nicotina altera circuitos cerebrais relacionados ao prazer e ao controle do impulso, o que ajuda a entender por que o desejo pelo cigarro pode parecer tão intenso, mesmo quando há consciência dos prejuízos. A boa notícia é que o cérebro é plástico — ou seja, ele pode aprender novas formas de lidar com o estresse, a ansiedade e até com o tédio, construindo caminhos mais saudáveis de autorregulação emocional. Já pensou como seria se seu corpo pudesse encontrar outras fontes de alívio que não trouxessem culpa nem dependência?

Esse processo pode trazer à tona emoções antigas, frustrações, medos de recaída e até questionamentos sobre quem você está se tornando sem o cigarro. Você consegue imaginar o que poderia ocupar o espaço que o tabaco está deixando? E se a vontade de parar for real, o que te impede hoje de dar esse próximo passo?

Caso precise, estou à disposição.

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