Como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia dialética comportamental (TDC) ajudam a li

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Como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia dialética comportamental (TDC) ajudam a lidar com crenças disfuncionais no transtorno de personalidade borderline (TPB)?
Dra. Isis Oliveira da Silva
Psicólogo
Rio de Janeiro
A TCC ajuda a identificar e modificar crenças disfuncionais que geram sofrimento no Transtorno de Personalidade Borderline. Já a TDC complementa esse processo com técnicas para lidar com emoções intensas, melhorar os relacionamentos e desenvolver equilíbrio emocional. Juntas, essas abordagens oferecem estratégias práticas para transformar padrões de pensamento e promover bem-estar.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A forma como você trouxe essa pergunta mostra que já existe aí um movimento de entender o TPB para além dos sintomas, olhando para as crenças que sustentam o sofrimento — e isso já é um passo terapêutico importante. Tanto a terapia cognitivo-comportamental quanto a terapia dialética comportamental trabalham justamente nessas camadas mais profundas, mas cada uma delas contribui de um jeito que se complementa de forma muito potente.

Na TCC, o foco está em identificar aquelas narrativas internas que surgem quase como verdades absolutas — “vou ser abandonado”, “não sou suficiente”, “sempre estrago tudo” — e entender como elas influenciam emoções e comportamentos. A partir daí, a terapia ajuda a examinar essas crenças com mais clareza, quase como se você iluminasse cantos escuros que antes pareciam ameaçadores. Com o tempo, a pessoa percebe que essas conclusões não são fatos, mas respostas emocionais moldadas por experiências antigas. Isso vai criando espaço para novas interpretações, mais flexíveis e menos dolorosas.

Já a TDC entra fortalecendo algo essencial: a capacidade de lidar com a intensidade emocional que alimenta essas crenças. Ela não tenta “convencer” você de que a crença é falsa; ela te ajuda a regular o corpo, a mente e as relações o suficiente para que você consiga olhar para essas crenças sem ser engolido por elas. É como se a TDC criasse o chão emocional necessário para que a TCC possa trabalhar as estruturas internas com mais segurança. Em muitos casos, quando a pessoa aprende a se acalmar emocionalmente, as crenças perdem aquele tom de urgência que faz tudo parecer definitivo.

Talvez valha pensar em como isso aparece na sua experiência. Em quais situações você percebe que suas emoções dão mais força a essas crenças? O que costuma acontecer segundos antes de sentir que uma interpretação se torna “verdade absoluta”? E quando você está mais regulado(a), nota que essas mesmas crenças parecem menos convincentes? Perceber essas diferenças já abre caminho para um trabalho terapêutico muito profundo.

No tratamento do TPB, essas duas abordagens acabam funcionando como duas mãos que se completam: uma reorganiza o significado das experiências e a outra fortalece a capacidade de navegar pelas emoções que dão vida a essas crenças. É um processo gradual, mas extremamente transformador, porque ajuda a pessoa a se ver com mais estabilidade, mais gentileza e menos medo.

Se sentir que pode ser importante explorar essas crenças com cuidado e profundidade, posso te acompanhar nesse caminho. Caso precise, estou à disposição.

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