. Como a vergonha influencia a dissimulação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
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. Como a vergonha influencia a dissimulação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
A vergonha atua como um dos principais motores da dissimulação (ou "mascaramento") no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), funcionando como uma estratégia de defesa para esconder uma autoimagem percebida como "defeituosa" ou "inadequada"
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A vergonha tem um papel muito central nesse tipo de funcionamento, especialmente quando falamos de comportamentos que podem parecer “dissimulação”. Em muitos casos, não se trata de esconder algo por estratégia, mas de tentar proteger partes de si que são vividas como inadequadas, defeituosas ou “difíceis demais” de serem aceitas por alguém importante.
No Transtorno de Personalidade Borderline, a vergonha costuma ser intensa e, muitas vezes, silenciosa. Ela não aparece só como um pensamento, mas como uma sensação corporal, um impulso de se esconder ou de “não ser visto de verdade”. Quando isso é ativado, o cérebro tende a buscar formas rápidas de proteção. Isso pode levar a ajustar o que é mostrado, suavizar emoções, negar sentimentos ou até apresentar uma versão de si mais aceitável para o outro.
Do ponto de vista emocional, é como se houvesse uma tentativa de evitar um risco interno muito grande: o de ser rejeitado ao ser visto como realmente é. Então, o comportamento que pode parecer incoerente ou até falso, muitas vezes está ligado a esse medo profundo de exposição. A pessoa não está apenas lidando com o outro, mas com uma crítica interna muito intensa.
Talvez seja interessante refletir: em quais situações você sente mais vontade de esconder partes de si? O que você imagina que aconteceria se fosse totalmente autêntico naquele momento? E quando você se protege dessa forma, isso traz mais alívio ou mais conflito interno depois?
Na terapia, trabalhar a vergonha é fundamental. Aos poucos, a pessoa pode desenvolver uma relação mais acolhedora consigo mesma, o que reduz a necessidade de esconder ou ajustar quem é. Isso não acontece de uma vez, mas é um caminho possível e bastante transformador.
Caso precise, estou à disposição.
A vergonha tem um papel muito central nesse tipo de funcionamento, especialmente quando falamos de comportamentos que podem parecer “dissimulação”. Em muitos casos, não se trata de esconder algo por estratégia, mas de tentar proteger partes de si que são vividas como inadequadas, defeituosas ou “difíceis demais” de serem aceitas por alguém importante.
No Transtorno de Personalidade Borderline, a vergonha costuma ser intensa e, muitas vezes, silenciosa. Ela não aparece só como um pensamento, mas como uma sensação corporal, um impulso de se esconder ou de “não ser visto de verdade”. Quando isso é ativado, o cérebro tende a buscar formas rápidas de proteção. Isso pode levar a ajustar o que é mostrado, suavizar emoções, negar sentimentos ou até apresentar uma versão de si mais aceitável para o outro.
Do ponto de vista emocional, é como se houvesse uma tentativa de evitar um risco interno muito grande: o de ser rejeitado ao ser visto como realmente é. Então, o comportamento que pode parecer incoerente ou até falso, muitas vezes está ligado a esse medo profundo de exposição. A pessoa não está apenas lidando com o outro, mas com uma crítica interna muito intensa.
Talvez seja interessante refletir: em quais situações você sente mais vontade de esconder partes de si? O que você imagina que aconteceria se fosse totalmente autêntico naquele momento? E quando você se protege dessa forma, isso traz mais alívio ou mais conflito interno depois?
Na terapia, trabalhar a vergonha é fundamental. Aos poucos, a pessoa pode desenvolver uma relação mais acolhedora consigo mesma, o que reduz a necessidade de esconder ou ajustar quem é. Isso não acontece de uma vez, mas é um caminho possível e bastante transformador.
Caso precise, estou à disposição.
No Transtorno de Personalidade Borderline, a vergonha costuma atravessar muito a forma como a pessoa se coloca nas relações. Muitas vezes, aquilo que aparece como dissimulação não vem de uma manipulação calculada, mas de um medo intenso de se sentir exposta, humilhada, rejeitada ou abandonada.
Em muitos casos, a vergonha não é só a sensação de “fiz algo errado”, mas de “tem algo em mim que, se o outro perceber, ele vai se afastar”. E quando isso pesa demais, esconder sentimentos, mudar a forma de se apresentar ou evitar certas verdades pode acabar funcionando como uma tentativa de proteção — uma maneira de preservar o vínculo e de não se sentir tão vulnerável diante do olhar do outro.
Em muitos casos, a vergonha não é só a sensação de “fiz algo errado”, mas de “tem algo em mim que, se o outro perceber, ele vai se afastar”. E quando isso pesa demais, esconder sentimentos, mudar a forma de se apresentar ou evitar certas verdades pode acabar funcionando como uma tentativa de proteção — uma maneira de preservar o vínculo e de não se sentir tão vulnerável diante do olhar do outro.
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