Como as crenças disfuncionais afetam os relacionamentos de pessoas com transtorno de personalidade b
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Como as crenças disfuncionais afetam os relacionamentos de pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB)?
As crenças disfuncionais no Transtorno de Personalidade Borderline costumam estar ligadas a medos de rejeição e abandono, o que pode gerar instabilidade e conflitos nos relacionamentos. Na TCC, ajudamos a identificar e ressignificar essas crenças, favorecendo vínculos mais saudáveis e maior equilíbrio emocional. Saiba que é possível aprender novas formas de lidar com seus pensamentos e construir relações mais estáveis.
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Oi, tudo bem? A forma como você trouxe essa pergunta mostra um olhar muito sensível para o impacto profundo que as crenças disfuncionais têm na vida afetiva de quem vive com o transtorno de personalidade borderline. No TPB, essas crenças não funcionam apenas como pensamentos isolados; elas moldam a forma como a pessoa interpreta gestos, silêncios, mudanças sutis e até as intenções dos outros. É como se antigas feridas emocionais influenciassem a leitura das relações no presente, mesmo quando a pessoa deseja profundamente se conectar de maneira segura.
O que costuma acontecer é que crenças como “vou ser abandonado”, “não sou suficiente”, “as pessoas vão se cansar de mim” ou “eu preciso fazer tudo certo para não perder quem amo” entram em cena antes mesmo de a situação se desenrolar. Isso faz com que pequenos movimentos naturais das relações — alguém mais cansado, mais distraído ou apenas ocupado — sejam interpretados como sinais de afastamento. E quando a emoção sobe, a interpretação vira quase uma certeza. Muitas pessoas me dizem que, depois que a onda emocional passa, conseguem enxergar a situação de forma diferente, mas na hora o medo fala mais alto.
Talvez ajude observar como isso se manifesta na sua experiência. Quando alguém importante muda um pouco o comportamento, o que acontece dentro de você nos primeiros instantes? Há momentos em que você sente que precisa provar algo para manter o vínculo? Em quais situações percebe que reage mais ao que teme do que ao que está realmente acontecendo? E quando está mais calmo(a), como sua leitura das relações se transforma? Essas reflexões ajudam a identificar quais crenças estão guiando suas interpretações sem que você perceba.
Na terapia, essas crenças vão sendo revisitadas com cuidado, não para apagá-las, mas para entender de onde vieram e por que ainda têm tanta força. Com o tempo, a pessoa aprende a distinguir o que pertence ao presente do que é eco de histórias emocionais antigas. Esse processo cria mais estabilidade, fortalece a confiança nos vínculos e permite que a pessoa se relacione com menos medo e mais autenticidade. As relações deixam de ser um campo cheio de ameaças e passam a se tornar um espaço onde é possível respirar e se sentir visto de forma mais acolhedora.
Se fizer sentido explorar essas camadas internas e entender como elas têm influenciado seus relacionamentos, posso te acompanhar nesse processo com delicadeza e profundidade. Caso precise, estou à disposição.
O que costuma acontecer é que crenças como “vou ser abandonado”, “não sou suficiente”, “as pessoas vão se cansar de mim” ou “eu preciso fazer tudo certo para não perder quem amo” entram em cena antes mesmo de a situação se desenrolar. Isso faz com que pequenos movimentos naturais das relações — alguém mais cansado, mais distraído ou apenas ocupado — sejam interpretados como sinais de afastamento. E quando a emoção sobe, a interpretação vira quase uma certeza. Muitas pessoas me dizem que, depois que a onda emocional passa, conseguem enxergar a situação de forma diferente, mas na hora o medo fala mais alto.
Talvez ajude observar como isso se manifesta na sua experiência. Quando alguém importante muda um pouco o comportamento, o que acontece dentro de você nos primeiros instantes? Há momentos em que você sente que precisa provar algo para manter o vínculo? Em quais situações percebe que reage mais ao que teme do que ao que está realmente acontecendo? E quando está mais calmo(a), como sua leitura das relações se transforma? Essas reflexões ajudam a identificar quais crenças estão guiando suas interpretações sem que você perceba.
Na terapia, essas crenças vão sendo revisitadas com cuidado, não para apagá-las, mas para entender de onde vieram e por que ainda têm tanta força. Com o tempo, a pessoa aprende a distinguir o que pertence ao presente do que é eco de histórias emocionais antigas. Esse processo cria mais estabilidade, fortalece a confiança nos vínculos e permite que a pessoa se relacione com menos medo e mais autenticidade. As relações deixam de ser um campo cheio de ameaças e passam a se tornar um espaço onde é possível respirar e se sentir visto de forma mais acolhedora.
Se fizer sentido explorar essas camadas internas e entender como elas têm influenciado seus relacionamentos, posso te acompanhar nesse processo com delicadeza e profundidade. Caso precise, estou à disposição.
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