Como diferenciar "validar a emoção" de "validar o comportamento" no Transtorno de Personalidade Bord
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Como diferenciar "validar a emoção" de "validar o comportamento" no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Validar a emoção não é a mesma coisa que validar o comportamento, e entender isso muda completamente a forma de se relacionar consigo mesmo e com o outro.
Validar a emoção significa reconhecer que aquilo que você sente é real e faz sentido dentro da sua experiência interna. Quando você valida a emoção, você está dizendo: “eu estou com raiva”, “eu estou com medo”, “eu estou com ciúmes”, “isso doeu em mim”. Não se trata de dizer que a emoção é bonita, correta ou conveniente, mas de reconhecer que ela existe e que não surgiu do nada. Emoções não são escolhas; elas acontecem. No TPB, onde as emoções vêm com muita intensidade, essa validação é essencial para que o sistema emocional consiga se acalmar.
Já validar o comportamento é algo completamente diferente. Isso significaria dizer que qualquer atitude tomada a partir daquela emoção está certa ou deve ser mantida. Por exemplo, sentir raiva é legítimo; gritar, agredir, ameaçar ou se machucar por causa dessa raiva não é algo que precisa ser validado. O comportamento envolve escolha, responsabilidade e consequência. Mesmo quando a emoção é compreensível, o comportamento pode ser prejudicial para você ou para o outro.
No dia a dia, essa confusão acontece quando a pessoa sente algo muito intenso e conclui que, por sentir aquilo, tudo o que fizer em seguida está automaticamente justificado. Ou, no extremo oposto, quando invalida completamente a emoção porque se envergonha do comportamento. Em ambos os casos, o sofrimento aumenta. A validação correta é: “o que eu sinto faz sentido, mas eu posso escolher uma forma menos destrutiva de agir”.
Em terapia, trabalhamos para criar esse espaço entre sentir e agir. Quando a emoção é validada, ela tende a diminuir de intensidade, o que abre espaço para escolhas mais conscientes. Isso não é sobre se controlar à força, mas sobre se autorizar a sentir sem se condenar e, ao mesmo tempo, se responsabilizar pelas próprias ações. Essa distinção é fundamental para quebrar ciclos de culpa, explosão emocional e autoinvalidação que são tão comuns no TPB.
Validar a emoção significa reconhecer que aquilo que você sente é real e faz sentido dentro da sua experiência interna. Quando você valida a emoção, você está dizendo: “eu estou com raiva”, “eu estou com medo”, “eu estou com ciúmes”, “isso doeu em mim”. Não se trata de dizer que a emoção é bonita, correta ou conveniente, mas de reconhecer que ela existe e que não surgiu do nada. Emoções não são escolhas; elas acontecem. No TPB, onde as emoções vêm com muita intensidade, essa validação é essencial para que o sistema emocional consiga se acalmar.
Já validar o comportamento é algo completamente diferente. Isso significaria dizer que qualquer atitude tomada a partir daquela emoção está certa ou deve ser mantida. Por exemplo, sentir raiva é legítimo; gritar, agredir, ameaçar ou se machucar por causa dessa raiva não é algo que precisa ser validado. O comportamento envolve escolha, responsabilidade e consequência. Mesmo quando a emoção é compreensível, o comportamento pode ser prejudicial para você ou para o outro.
No dia a dia, essa confusão acontece quando a pessoa sente algo muito intenso e conclui que, por sentir aquilo, tudo o que fizer em seguida está automaticamente justificado. Ou, no extremo oposto, quando invalida completamente a emoção porque se envergonha do comportamento. Em ambos os casos, o sofrimento aumenta. A validação correta é: “o que eu sinto faz sentido, mas eu posso escolher uma forma menos destrutiva de agir”.
Em terapia, trabalhamos para criar esse espaço entre sentir e agir. Quando a emoção é validada, ela tende a diminuir de intensidade, o que abre espaço para escolhas mais conscientes. Isso não é sobre se controlar à força, mas sobre se autorizar a sentir sem se condenar e, ao mesmo tempo, se responsabilizar pelas próprias ações. Essa distinção é fundamental para quebrar ciclos de culpa, explosão emocional e autoinvalidação que são tão comuns no TPB.
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Validar a emoção significa reconhecer e aceitar o que a pessoa sente como legítimo, mesmo que a intensidade ou a forma da emoção seja intensa ou desconfortável. Por exemplo, dizer “entendo que você se sinta triste e com medo de ser rejeitada” confirma a experiência interna sem julgá-la.
Validar o comportamento, por outro lado, implica aprovar ou incentivar ações que podem ser prejudiciais ou impulsivas, como gritar, agredir ou se autolesionar. No Transtorno de Personalidade Borderline, é importante separar essas duas coisas: a emoção merece acolhimento e escuta, mas o comportamento precisa de limites claros e orientações, para que a pessoa aprenda maneiras seguras de expressar e lidar com seus sentimentos sem colocar a si mesma ou aos outros em risco. Essa distinção é central na análise, pois ajuda o sujeito a se sentir compreendido sem reforçar ações que perpetuam sofrimento.
Validar o comportamento, por outro lado, implica aprovar ou incentivar ações que podem ser prejudiciais ou impulsivas, como gritar, agredir ou se autolesionar. No Transtorno de Personalidade Borderline, é importante separar essas duas coisas: a emoção merece acolhimento e escuta, mas o comportamento precisa de limites claros e orientações, para que a pessoa aprenda maneiras seguras de expressar e lidar com seus sentimentos sem colocar a si mesma ou aos outros em risco. Essa distinção é central na análise, pois ajuda o sujeito a se sentir compreendido sem reforçar ações que perpetuam sofrimento.
Olá, tudo bem? Essa é uma dúvida central quando se convive ou trabalha com pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline, porque validar emoção e validar comportamento são coisas bem diferentes, embora muitas vezes acabem sendo confundidas.
Validar a emoção significa reconhecer que aquilo que a pessoa está sentindo é real e faz sentido dentro da experiência interna dela. Não é dizer que a emoção é “certa” ou “errada”, mas mostrar que ela foi percebida e compreendida. Frases como “dá para ver o quanto isso te machucou” ou “imagino o quanto essa situação foi difícil para você” ajudam a reduzir a ativação emocional, porque o sistema emocional deixa de lutar para ser reconhecido. O cérebro entende que não precisa gritar mais alto para ser ouvido.
Validar o comportamento é outra coisa. Isso aconteceria se alguém justificasse, incentivasse ou normalizasse atitudes impulsivas, agressivas ou prejudiciais apenas porque a emoção era intensa. No TPB, essa confusão é comum: quando a emoção não é validada, o comportamento tende a escalar; quando o comportamento é validado sem limites, o padrão se mantém. O ponto de equilíbrio está em reconhecer a dor sem concordar com a forma como ela foi expressa.
Vale se perguntar: estou mostrando que entendo o sentimento ou estou passando a mensagem de que qualquer reação é aceitável? Consigo manter empatia sem abrir mão de limites claros? O que acontece com a intensidade emocional quando a emoção é nomeada, ela diminui ou continua aumentando? Essas perguntas ajudam a ajustar a postura relacional.
Na prática clínica e nas relações, validar emoções enquanto se colocam limites firmes e previsíveis costuma ser uma das combinações mais protetivas no TPB. A pessoa aprende, aos poucos, que sentir não é o problema, e que existem formas mais seguras de lidar com aquilo que sente. Esse aprendizado geralmente acontece com apoio psicoterapêutico contínuo. Caso precise, estou à disposição.
Validar a emoção significa reconhecer que aquilo que a pessoa está sentindo é real e faz sentido dentro da experiência interna dela. Não é dizer que a emoção é “certa” ou “errada”, mas mostrar que ela foi percebida e compreendida. Frases como “dá para ver o quanto isso te machucou” ou “imagino o quanto essa situação foi difícil para você” ajudam a reduzir a ativação emocional, porque o sistema emocional deixa de lutar para ser reconhecido. O cérebro entende que não precisa gritar mais alto para ser ouvido.
Validar o comportamento é outra coisa. Isso aconteceria se alguém justificasse, incentivasse ou normalizasse atitudes impulsivas, agressivas ou prejudiciais apenas porque a emoção era intensa. No TPB, essa confusão é comum: quando a emoção não é validada, o comportamento tende a escalar; quando o comportamento é validado sem limites, o padrão se mantém. O ponto de equilíbrio está em reconhecer a dor sem concordar com a forma como ela foi expressa.
Vale se perguntar: estou mostrando que entendo o sentimento ou estou passando a mensagem de que qualquer reação é aceitável? Consigo manter empatia sem abrir mão de limites claros? O que acontece com a intensidade emocional quando a emoção é nomeada, ela diminui ou continua aumentando? Essas perguntas ajudam a ajustar a postura relacional.
Na prática clínica e nas relações, validar emoções enquanto se colocam limites firmes e previsíveis costuma ser uma das combinações mais protetivas no TPB. A pessoa aprende, aos poucos, que sentir não é o problema, e que existem formas mais seguras de lidar com aquilo que sente. Esse aprendizado geralmente acontece com apoio psicoterapêutico contínuo. Caso precise, estou à disposição.
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