Como é o Tratamento do Transtorno de ansiedade de doença (TAD) com base no modelo transdiagnóstico ?
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Como é o Tratamento do Transtorno de ansiedade de doença (TAD) com base no modelo transdiagnóstico ?
O tratamento do Transtorno de Ansiedade de Doença, com base no modelo transdiagnóstico, foca em quebrar o ciclo da ansiedade na sua raiz.
É uma jornada de autoconhecimento onde você aprende a lidar com a incerteza e a parar com a busca constante por segurança (como exames ou pesquisas na internet), que só fortalece o medo. O objetivo é construir uma saúde mental mais sólida, recuperando o controle sobre sua vida para ter uma qualidade de vida muito melhor.
Referências:
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).
Barlow, D.H. Anxiety and Its Disorders.
É uma jornada de autoconhecimento onde você aprende a lidar com a incerteza e a parar com a busca constante por segurança (como exames ou pesquisas na internet), que só fortalece o medo. O objetivo é construir uma saúde mental mais sólida, recuperando o controle sobre sua vida para ter uma qualidade de vida muito melhor.
Referências:
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).
Barlow, D.H. Anxiety and Its Disorders.
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Primeiro é preciso entender como modelo transdiagnóstico entende o transtorno, ele reconhece então que os transtornos podem compartilhar mecanismos subjacentes comuns, buscando tratar o todo e não apenas o diagnóstico isolado. O tratamento pode ser feito da seguinte forma: Entender o mecanismo, a atenção seletiva do índividuo, ensinar técnicas de inoculação do estresse e atenção plena com o fim de trabalhar a atenção. Partir então para a reestruturação cognitiva, identificando, desafiando e substituindo as interpretações catastróficas que o transtorno pode gerar. A idéia aqui é entender e tolerar a incerteza sobre a própria saúde, uma vez que não é possível controlar tudo o que ocorre e ter certeza de estar sempre 100% saudável, aqui, é importante substituir os pensamentos desadaptivos por outros mais realistas e adaptativos.
O tratamento do Transtorno de Ansiedade de Doença (TAD) com base no modelo transdiagnóstico utiliza intervenções estruturadas que atacam os mecanismos centrais de manutenção da ansiedade, em vez de apenas os sintomas específicos de preocupação com a saúde.
O protocolo mais conhecido para isso é o Protocolo Unificado (PU) para o Tratamento Transdiagnóstico dos Transtornos Emocionais, desenvolvido por David Barlow e colegas.
Abaixo está um resumo de como o tratamento se estrutura, módulo por módulo:
Estrutura do Tratamento Transdiagnóstico (PU) para o TAD
O tratamento se divide em módulos que visam aumentar a consciência emocional e promover a regulação emocional e a flexibilidade cognitiva e comportamental.
Módulo 1: Motivação e Psicoeducação
Objetivo: Estabelecer a racionalidade do tratamento e a natureza da ansiedade.
Aplicação no TAD: O paciente aprende que a ansiedade de doença é o resultado de uma interpretação errônea e catastrófica de sensações corporais inofensivas. O foco é transferido da "doença" para o "ciclo de ansiedade".
Conceito Chave: O alarme da ansiedade está disparando frequentemente (e exageradamente) na ausência de perigo real (doença grave).
Módulo 2: Aumento da Consciência Emocional
Objetivo: Ajudar o paciente a identificar e observar suas emoções (principalmente a ansiedade) e as sensações físicas associadas, de forma não-julgadora.
Aplicação no TAD: O paciente aprende a diferenciar as sensações corporais (palpitação, dor, formigamento) como dados brutos da interpretação emocional (medo de que seja câncer/infarto). O foco é na observação das sensações sem tentar eliminá-las imediatamente.
Módulo 3: Flexibilidade Cognitiva
Objetivo: Modificar os padrões de pensamento rígidos e disfuncionais (catastrofização) que disparam a ansiedade.
Aplicação no TAD:
Desafio Cognitivo: O terapeuta trabalha com o paciente para desafiar as crenças automáticas (Ex.: "Minha dor de cabeça significa que tenho um tumor").
Reatribuição: O paciente aprende a gerar explicações alternativas e mais benignas para as sensações corporais, focando na probabilidade real versus a probabilidade percebida.
Intolerância à Incerteza: É introduzida a ideia de que buscar 100% de certeza sobre a saúde é o que mantém o ciclo vicioso, incentivando a aceitação da incerteza.
Módulo 4: Prevenção da Evitação Comportamental e Exposição
Este é o módulo crucial para o TAD, baseado na Exposição e Prevenção de Resposta (ERP).
Objetivo: Reduzir os comportamentos de segurança (evitação) que impedem o paciente de aprender que suas preocupações são infundadas.
Aplicação no TAD: O terapeuta constrói uma hierarquia de exposição focando em dois tipos de evitação:
Exposição Comportamental (Prevenção de Resposta): Impedir ativamente as checagens e rituais (Ex.: Proibir a busca de sintomas no Google, limitar as checagens corporais a zero, evitar pedir tranquilização ao parceiro ou médico).
Exposição Interoceptiva: Expor o paciente a sensações corporais temidas (Ex.: Fazer exercícios para induzir palpitações, girar para induzir tontura) para mostrar que as sensações são inofensivas e não levam à catástrofe temida.
Módulo 5: Revisão e Prevenção de Recaída
Objetivo: Consolidar as habilidades aprendidas e planejar o futuro.
Aplicação no TAD: O paciente revisa as estratégias que funcionaram para lidar com a ansiedade de doença e desenvolve um plano para quando as preocupações ressurgirem, reconhecendo a recaída como parte do processo e não como uma falha.
Em resumo, o modelo transdiagnóstico para o TAD não trata a "hipocondria" diretamente, mas sim os mecanismos de intolerância à incerteza, catastrofização e evitação/chegagem que são a força motriz de vários transtornos emocionais.
O protocolo mais conhecido para isso é o Protocolo Unificado (PU) para o Tratamento Transdiagnóstico dos Transtornos Emocionais, desenvolvido por David Barlow e colegas.
Abaixo está um resumo de como o tratamento se estrutura, módulo por módulo:
Estrutura do Tratamento Transdiagnóstico (PU) para o TAD
O tratamento se divide em módulos que visam aumentar a consciência emocional e promover a regulação emocional e a flexibilidade cognitiva e comportamental.
Módulo 1: Motivação e Psicoeducação
Objetivo: Estabelecer a racionalidade do tratamento e a natureza da ansiedade.
Aplicação no TAD: O paciente aprende que a ansiedade de doença é o resultado de uma interpretação errônea e catastrófica de sensações corporais inofensivas. O foco é transferido da "doença" para o "ciclo de ansiedade".
Conceito Chave: O alarme da ansiedade está disparando frequentemente (e exageradamente) na ausência de perigo real (doença grave).
Módulo 2: Aumento da Consciência Emocional
Objetivo: Ajudar o paciente a identificar e observar suas emoções (principalmente a ansiedade) e as sensações físicas associadas, de forma não-julgadora.
Aplicação no TAD: O paciente aprende a diferenciar as sensações corporais (palpitação, dor, formigamento) como dados brutos da interpretação emocional (medo de que seja câncer/infarto). O foco é na observação das sensações sem tentar eliminá-las imediatamente.
Módulo 3: Flexibilidade Cognitiva
Objetivo: Modificar os padrões de pensamento rígidos e disfuncionais (catastrofização) que disparam a ansiedade.
Aplicação no TAD:
Desafio Cognitivo: O terapeuta trabalha com o paciente para desafiar as crenças automáticas (Ex.: "Minha dor de cabeça significa que tenho um tumor").
Reatribuição: O paciente aprende a gerar explicações alternativas e mais benignas para as sensações corporais, focando na probabilidade real versus a probabilidade percebida.
Intolerância à Incerteza: É introduzida a ideia de que buscar 100% de certeza sobre a saúde é o que mantém o ciclo vicioso, incentivando a aceitação da incerteza.
Módulo 4: Prevenção da Evitação Comportamental e Exposição
Este é o módulo crucial para o TAD, baseado na Exposição e Prevenção de Resposta (ERP).
Objetivo: Reduzir os comportamentos de segurança (evitação) que impedem o paciente de aprender que suas preocupações são infundadas.
Aplicação no TAD: O terapeuta constrói uma hierarquia de exposição focando em dois tipos de evitação:
Exposição Comportamental (Prevenção de Resposta): Impedir ativamente as checagens e rituais (Ex.: Proibir a busca de sintomas no Google, limitar as checagens corporais a zero, evitar pedir tranquilização ao parceiro ou médico).
Exposição Interoceptiva: Expor o paciente a sensações corporais temidas (Ex.: Fazer exercícios para induzir palpitações, girar para induzir tontura) para mostrar que as sensações são inofensivas e não levam à catástrofe temida.
Módulo 5: Revisão e Prevenção de Recaída
Objetivo: Consolidar as habilidades aprendidas e planejar o futuro.
Aplicação no TAD: O paciente revisa as estratégias que funcionaram para lidar com a ansiedade de doença e desenvolve um plano para quando as preocupações ressurgirem, reconhecendo a recaída como parte do processo e não como uma falha.
Em resumo, o modelo transdiagnóstico para o TAD não trata a "hipocondria" diretamente, mas sim os mecanismos de intolerância à incerteza, catastrofização e evitação/chegagem que são a força motriz de vários transtornos emocionais.
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