Como lidar com a hiperfixação e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
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Como lidar com a hiperfixação e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Olá, tudo bem? Sua pergunta é muito pertinente — especialmente porque, embora a hiperfixação e o TOC possam parecer semelhantes à primeira vista, eles têm origens e dinâmicas bem diferentes. Entender isso já é um grande passo para aprender a lidar com ambos de forma mais consciente e eficaz.
A hiperfixação geralmente nasce de um interesse intenso, algo que desperta prazer e curiosidade, enquanto o TOC tem como base a ansiedade e a necessidade de aliviar desconfortos mentais através de rituais ou pensamentos repetitivos. No primeiro caso, o cérebro busca estímulo e satisfação; no segundo, busca proteção e alívio. A neurociência mostra que, no TOC, há uma ativação exagerada de circuitos cerebrais ligados à detecção de ameaças, como se o cérebro ficasse “preso” em um alerta constante.
Vale refletir: o que acontece dentro de você quando tenta interromper uma hiperfixação? Surge prazer, culpa, ansiedade? E quando realiza um comportamento compulsivo, vem uma sensação momentânea de alívio ou de controle? Essas nuances ajudam a diferenciar o que é busca de prazer e o que é fuga da angústia — e é nessa diferença que a terapia costuma trabalhar com mais precisão.
Lidar com ambos exige um processo de autoconhecimento e treino de autorregulação emocional. Técnicas terapêuticas ajudam a perceber os gatilhos, desafiar os padrões mentais e criar novos caminhos para o cérebro encontrar segurança sem depender de repetições ou hiperconcentração. Esse trabalho, quando feito com acompanhamento psicológico e, em alguns casos, com suporte psiquiátrico, costuma trazer resultados significativos e sustentáveis. Caso precise, estou à disposição.
A hiperfixação geralmente nasce de um interesse intenso, algo que desperta prazer e curiosidade, enquanto o TOC tem como base a ansiedade e a necessidade de aliviar desconfortos mentais através de rituais ou pensamentos repetitivos. No primeiro caso, o cérebro busca estímulo e satisfação; no segundo, busca proteção e alívio. A neurociência mostra que, no TOC, há uma ativação exagerada de circuitos cerebrais ligados à detecção de ameaças, como se o cérebro ficasse “preso” em um alerta constante.
Vale refletir: o que acontece dentro de você quando tenta interromper uma hiperfixação? Surge prazer, culpa, ansiedade? E quando realiza um comportamento compulsivo, vem uma sensação momentânea de alívio ou de controle? Essas nuances ajudam a diferenciar o que é busca de prazer e o que é fuga da angústia — e é nessa diferença que a terapia costuma trabalhar com mais precisão.
Lidar com ambos exige um processo de autoconhecimento e treino de autorregulação emocional. Técnicas terapêuticas ajudam a perceber os gatilhos, desafiar os padrões mentais e criar novos caminhos para o cérebro encontrar segurança sem depender de repetições ou hiperconcentração. Esse trabalho, quando feito com acompanhamento psicológico e, em alguns casos, com suporte psiquiátrico, costuma trazer resultados significativos e sustentáveis. Caso precise, estou à disposição.
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Você lida com a hiperfixação e o TOC combinando exposição sem rituais, redirecionamento da atenção e acompanhamento profissional para enfraquecer o ciclo obsessivo-compulsivo.
Hiperfixação é um nome moderno pra fixação ideativa. Apesar de se apresentar como uma prisão, existem algumas maneiras de se libertar disso. Na abordagem que uso, é possível fazer uma microanálise da experiência. Antes de saber como lidar, é muito importante observar como esse acontecimento se constitui momento a momento. Tempo, sensações, pensamentos, formação da vontade, atenção. Ampliar a compreensão, diminui a submissão. A atenção plena, é uma técnica arrojada nessas situações, mas tambem podem colaborar deslocando a consciência, da lógica de controle, para a lógica não reativa.
A psicanálise também tem muito a contribuir, no aspecto de compreensão sobre a função da hiperfixação. A fala, interpretação, investiga o que está sendo evitado, mantido à distância...
Tenho visto muitos resultados nesta abordagem complementar.
A psicanálise também tem muito a contribuir, no aspecto de compreensão sobre a função da hiperfixação. A fala, interpretação, investiga o que está sendo evitado, mantido à distância...
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