Quais são as estratégias socioemocionais para lidar com as obsessões e com as compulsões?

2 respostas
Quais são as estratégias socioemocionais para lidar com as obsessões e com as compulsões?
Reconhecimento e Aceitação:
Identifique as obsessões (os pensamentos) e as compulsões (os rituais) como sintomas do transtorno, e não como verdades ou perigos reais.
Aceite a presença do pensamento obsessivo sem lutar contra ele. Tentar suprimi-lo só o torna mais forte.
Mindfulness e Distanciamento:
Pratique a atenção plena (mindfulness) para observar os pensamentos obsessivos e a ansiedade sem julgamento e sem se envolver.
Lembre-se: "Eu estou tendo um pensamento obsessivo", em vez de "Eu sou meu pensamento obsessivo". Isso cria um distanciamento saudável.
Regulamento Emocional (Respiração e Relaxamento):
Use técnicas de respiração abdominal ou relaxamento muscular para diminuir a ansiedade intensa que surge com a obsessão.
O objetivo é gerenciar a emoção em vez de ceder à compulsão para aliviá-la.
Exposição e Prevenção de Resposta :
Esta é uma técnica da terapia, mas o componente socioemocional é a coragem e a tolerância ao desconforto.
Enfrente a situação que provoca a obsessão (exposição) e, o mais importante, resista a realização do ritual compulsivo (prevenção de resposta). Isso ensina ao cérebro que o perigo temido não é real e a ansiedade diminui naturalmente com o tempo.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? A sua pergunta é muito rica, porque toca exatamente naquele ponto em que o TOC deixa de ser apenas um conjunto de sintomas e passa a ser uma experiência emocional completa. Quando pensamos em estratégias socioemocionais, estamos falando de formas de ajudar o corpo e a mente a entenderem melhor o que está acontecendo, para que a pessoa possa se posicionar de outro jeito diante das obsessões e compulsões, sem entrar em luta interna o tempo todo.

Essas estratégias costumam fortalecer a capacidade de perceber pensamentos e sensações sem tratá-los como alarmes reais. Em vez de tentar eliminar o pensamento obsessivo, a ideia é mudar a relação com ele. É quase como ensinar o sistema emocional a diferenciar ameaça de desconforto. Algumas pessoas percebem que, quando conseguem nomear o que estão sentindo, o ciclo perde força. Outras começam a notar que a compulsão surge como uma tentativa de reduzir um desconforto que vai além do que aparece na superfície. Como você reconhece, em si mesmo, o momento exato em que a obsessão começa a ganhar espaço? O que muda no seu corpo quando tenta adiar o ritual? E que tipo de emoção costuma estar por trás da urgência?

Essas habilidades socioemocionais também ajudam a desenvolver autonomia interna, como entender limites, acolher vulnerabilidades e observar o próprio funcionamento sem julgamento. Isso não substitui terapia, mas abre espaço para que o tratamento funcione melhor, porque o cérebro começa a reagir de maneira menos rígida. Fico imaginando como seria para você explorar essas camadas com mais calma. Que parte dos sintomas parece mais difícil: lidar com as ideias que insistem em voltar ou com a sensação de que precisa fazer algo para aliviar?

Em alguns casos, especialmente quando o sofrimento é intenso, incluir um psiquiatra pode ser útil para estabilizar o sistema emocional enquanto as estratégias são desenvolvidas. E quando houver espaço para aprofundar isso em psicoterapia, dá para trabalhar tanto as obsessões quanto as emoções que ficaram acumuladas ao longo do tempo. Caso precise, estou à disposição.

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