Como lidar com a raiva desencadeada por situações de bullying, sendo borderline?

3 respostas
Como lidar com a raiva desencadeada por situações de bullying, sendo borderline?
Boa pergunta! Claro que aqui estamos falando de uma vivência muito particular, imagino. É importante lembrar que cada caso, é um caso. Mas, vou responder de forma superficial.
Primeiro, que bom que você está sentindo raiva! Isso indica que sua percepção está correta. A raiva é uma emoção importante para nos comunicar situação de risco e invasão, presente nos bullying.
O bullying é uma prática grupal e é importante ser trabalhado de forma coletiva. Proteger quem sofre, punir quem pratica e trabalhar a educação para combater tais práticas.
No âmbito pessoal, é importante entender que o que você está sentindo, a raiva, é normal e não em decorrência do transtorno. Pode ser que você experimente a raiva com mais intensidade e irritabilidade, talvez, sendo necessário acompanhamento psicoterapêutico e farmacológico. Mas, é importante ressaltar que o bullying não é uma vivência isolada, sendo necessário várias frentes de enfrentamento para tratar essa questão.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Fico contente por você ter trazido essa pergunta, porque a raiva em pessoas com TPB costuma ser muito mal-interpretada. Ela não aparece porque você “é explosivo demais”, mas porque o bullying atinge exatamente aquele ponto onde o sistema emocional já está sensibilizado há muito tempo. É como se seu corpo reagisse antes mesmo de você conseguir entender o que sentiu, tentando evitar que uma ferida antiga seja tocada de novo.

Quando o bullying acontece, o cérebro interpreta aquilo como ameaça real, não simbólica. A raiva surge como uma forma de defesa, quase automática. E ela não fala sobre “maldade”, fala sobre dor acumulada, sobre medo de ser humilhado, sobre a sensação de que algo importante dentro de você está sendo violado. Em terapia, o que trabalhamos não é “apagar a raiva”, mas entender o que ela diz e como ela se constrói tão rápido, ajudando seu corpo a perceber com mais clareza quando é perigo real e quando é memória emocional tentando te proteger.

Talvez seja útil refletir sobre algumas perguntas. Quando a raiva aparece, ela vem acompanhada de medo ou de sensação de injustiça? O que dói mais: o que a pessoa faz ou o que isso desperta em você internamente? E depois que a explosão passa, o que sobra: culpa, cansaço, vontade de se afastar ou a impressão de que reagiu por impulso? Essas respostas ajudam a mapear o que está por trás da intensidade e mostram caminhos mais seguros para lidar com ela.

Se esse movimento tem sido frequente, vale lembrar que ninguém nasce sabendo regular emoções tão rápidas assim. Isso se aprende, se constrói e se fortalece com acompanhamento, especialmente quando o bullying deixa cicatrizes que ainda pesam. Trabalhar essas experiências em terapia costuma trazer um alívio profundo, porque a raiva deixa de ser uma inimiga e passa a ser um sinal a ser compreendido. Caso precise, estou à disposição.
A raiva em situações de bullying costuma emergir como resposta à sensação de humilhação e ameaça ao valor pessoal. Em quem tem TPB, esse afeto tende a ganhar intensidade e pode se transformar em impulsos difíceis de conter. Reconhecer a raiva como sinal de dor psíquica ajuda a não agir apenas a partir do impulso e a buscar formas mais cuidadosas de se proteger. Quando essas reações se repetem e causam sofrimento, um espaço de escuta pode ajudar a dar sentido a esses afetos e a construir modos mais seguros de lidar com eles. No meu perfil você encontra mais conteúdos e pode entrar em contato para iniciar esse cuidado.

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Liézer Cardozo

Liézer Cardozo

Psicólogo

Curitiba

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 2586 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.