: Como o bullying pode influenciar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
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: Como o bullying pode influenciar o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
O bullying pode intensificar a ansiedade e consequentemente o TOC. Os rituais podem ser intensificados como forma de defesa, de modo a manter a angustia e a tensão relacionadas a essa experiência afastadas do aparelho psíquico.
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Olá, tudo bem? A maneira como você fez essa pergunta já mostra uma intuição importante, porque bullying e TOC realmente podem se encontrar em lugares muito profundos da vida emocional. Cada um deles já exige bastante da pessoa, e quando se conectam, acabam criando uma espécie de sobrecarga interna que o corpo tenta administrar como consegue.
O bullying costuma atingir diretamente a autoestima, o senso de valor e a sensação de segurança básica. Já o TOC opera como um ciclo interno de medo e alívio temporário, que aparece justamente quando o cérebro interpreta algo como ameaça. Quando alguém vive as duas experiências, o bullying pode deixar a mente mais vigilante, como se dissesse o tempo todo “não posso errar”. Isso aumenta a sensibilidade ao medo, à dúvida e à culpa, que são exatamente os ingredientes que alimentam o TOC. Fico me perguntando como isso ressoa em você. Quando lembra de situações de bullying, percebe que seus pensamentos obsessivos ficam mais intensos? O que muda no seu corpo quando essas memórias surgem? E que ideia costuma aparecer na sua mente antes do impulso de um ritual?
Também é comum que o bullying faça a pessoa interpretar seus próprios pensamentos com mais dureza. Em vez de ver uma obsessão como um evento mental desagradável, mas natural, ela passa a tratá-la como um defeito, um risco ou uma prova de inadequação. Isso fortalece o ciclo obsessivo e deixa a compulsão parecendo ainda mais necessária para “aliviar” o desconforto. Quando essas duas histórias se encontram, a psicoterapia costuma ajudar muito a reorganizar as emoções, revisitar memórias dolorosas e diminuir o peso das interpretações rígidas que o bullying pode ter instalado.
Se em algum momento o sofrimento for mais intenso, o acompanhamento de um psiquiatra pode complementar o cuidado, especialmente quando a ansiedade está muito elevada. Quando quiser olhar para isso com mais calma, posso te acompanhar nesse processo. Caso precise, estou à disposição.
O bullying costuma atingir diretamente a autoestima, o senso de valor e a sensação de segurança básica. Já o TOC opera como um ciclo interno de medo e alívio temporário, que aparece justamente quando o cérebro interpreta algo como ameaça. Quando alguém vive as duas experiências, o bullying pode deixar a mente mais vigilante, como se dissesse o tempo todo “não posso errar”. Isso aumenta a sensibilidade ao medo, à dúvida e à culpa, que são exatamente os ingredientes que alimentam o TOC. Fico me perguntando como isso ressoa em você. Quando lembra de situações de bullying, percebe que seus pensamentos obsessivos ficam mais intensos? O que muda no seu corpo quando essas memórias surgem? E que ideia costuma aparecer na sua mente antes do impulso de um ritual?
Também é comum que o bullying faça a pessoa interpretar seus próprios pensamentos com mais dureza. Em vez de ver uma obsessão como um evento mental desagradável, mas natural, ela passa a tratá-la como um defeito, um risco ou uma prova de inadequação. Isso fortalece o ciclo obsessivo e deixa a compulsão parecendo ainda mais necessária para “aliviar” o desconforto. Quando essas duas histórias se encontram, a psicoterapia costuma ajudar muito a reorganizar as emoções, revisitar memórias dolorosas e diminuir o peso das interpretações rígidas que o bullying pode ter instalado.
Se em algum momento o sofrimento for mais intenso, o acompanhamento de um psiquiatra pode complementar o cuidado, especialmente quando a ansiedade está muito elevada. Quando quiser olhar para isso com mais calma, posso te acompanhar nesse processo. Caso precise, estou à disposição.
O Bullying pode atuar como gatilho agravando os sintomas obsessivos/compulsivos, os comportamentos ritualizados e os pensamentos intrusivos nos pacientes com Transtorno Obsessivo- compulsivo (TOC), visto que tal situação é geradora de estresse intenso, medo e ansiedade.
O estresse constante pode causar alterações no funcionamento de áreas importantes do cérebro como: a amigdala, o hipocampo, o hipotálamo e o córtex pré-frontal.
O estresse constante pode causar alterações no funcionamento de áreas importantes do cérebro como: a amigdala, o hipocampo, o hipotálamo e o córtex pré-frontal.
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