Quais são exemplos de obsessões e compulsões no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

4 respostas
Quais são exemplos de obsessões e compulsões no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Dra. Ana Karina do Carmo
Psicólogo
Rio de Janeiro
Obsessão: medo de se contaminar, incerteza e necessidade de ordem .
Compulsão: lavar as mãos várias vezes, checar se fechou a porta e ordenar objetos.

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Obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos que surgem de forma involuntária e provocam intensa ansiedade, como medo de contaminação, dúvida constante sobre ter feito algo errado, pensamentos agressivos indesejados ou ideias de cunho religioso que provocam culpa. Já as compulsões são comportamentos ou atos mentais realizados para tentar aliviar essa tensão, como lavar as mãos repetidamente, checar portas e objetos inúmeras vezes, organizar objetos de maneira rígida ou repetir frases e contagens internamente. A pessoa não realiza essas ações por prazer, mas para reduzir o mal-estar que as obsessões geram, o que mantém o ciclo do TOC e reforça o sofrimento.
É importante que você saiba primeiro a diferença entre obsessões e compulsões. A primeira ocorre somente no pensamento, já as compulsões, são sempre comportamentos para aliviar os pensamentos obsessivos.
Obsessões comuns: medo de contaminação, dúvidas constantes, pensamentos intrusivos de dano, imagens mentais repetitivas.
Compulsões: checar, lavar, repetir ações, organizar, pedir garantias, evitar situações.
Cada pessoa vive isso de um jeito, por isso a escuta individual é tão importante.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma pergunta muito importante, porque ajuda a tornar mais concreto algo que, para quem vive o TOC, muitas vezes é difícil até de explicar. As obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos que surgem de forma involuntária e causam bastante desconforto. Elas podem envolver temas como medo de contaminação, dúvidas constantes, necessidade de certeza, pensamentos agressivos, sexuais ou religiosos que entram em conflito com os valores da pessoa.

Já as compulsões são as tentativas de aliviar esse desconforto. Podem aparecer como comportamentos visíveis, como lavar as mãos repetidamente, conferir portas ou objetos várias vezes, organizar de um jeito específico, ou também como ações mentais, como repetir palavras, rezar, revisar mentalmente situações ou tentar “anular” um pensamento com outro.

O ponto central não é apenas o conteúdo, mas o ciclo que se forma. O pensamento gera ansiedade, a pessoa faz algo para aliviar, esse alívio é temporário e, sem perceber, o cérebro aprende que precisa continuar repetindo esse padrão. É como se fosse um sistema que se retroalimenta, mantendo o problema ativo.

Algo que chama bastante atenção é que muitas dessas obsessões não têm relação com desejo real. Pelo contrário, costumam ser exatamente aquilo que a pessoa mais rejeita. Isso aumenta a angústia e a necessidade de controle, criando um conflito interno intenso.

Agora me conta: quando esses pensamentos aparecem, você percebe algum tipo de comportamento ou estratégia que surge quase automaticamente para aliviar? Esse alívio dura quanto tempo antes do desconforto voltar? E você sente que esses temas mudam com o tempo ou permanecem os mesmos?

Essas perguntas ajudam a identificar o padrão específico do seu funcionamento, porque cada pessoa pode apresentar combinações diferentes dentro desse ciclo. Entender isso com mais clareza costuma ser um passo importante para começar a quebrar esse processo.

Caso precise, estou à disposição.

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