Como o conceito de “self fragmentado” se manifesta clinicamente no Transtorno de Personalidade Borde

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Como o conceito de “self fragmentado” se manifesta clinicamente no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline, o “self fragmentado” aparece como uma sensação de identidade instável: a pessoa pode mudar rapidamente de humor, valores, imagem de si e forma de se relacionar.

É comum sentir vazio, confusão sobre quem é, medo intenso de abandono e dificuldade de manter uma percepção integrada de si e dos outros, alternando entre idealização e desvalorização. Muitas vezes, há a sensação de “não se reconhecer” emocionalmente.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? O conceito de “self fragmentado”, no Transtorno de Personalidade Borderline, se refere a uma experiência interna de identidade pouco integrada, instável ou vivida em partes que parecem não conversar bem entre si. Clinicamente, isso pode aparecer como mudanças intensas na forma como a pessoa se percebe, nos seus valores, desejos, escolhas, vínculos e até na sensação de continuidade sobre quem ela é.

Na prática, a pessoa pode se sentir muito segura de algo em um momento e, pouco depois, sentir o oposto com a mesma intensidade. Pode alternar entre se ver como forte e incapaz, amável e indigna, independente e desesperadamente dependente, culpada e injustiçada. Essa oscilação não deve ser reduzida a “drama” ou “manipulação”; muitas vezes, ela expressa uma dificuldade profunda de integrar estados emocionais diferentes em uma narrativa coerente de si mesma.

Uma pergunta terapêutica importante seria: a pessoa sente que muda conforme o vínculo em que está inserida? Ela percebe que, diante de rejeição, crítica ou abandono, perde temporariamente a noção de quem é? E quando uma emoção intensa aparece, consegue lembrar de outras partes de si, ou aquele estado emocional passa a definir tudo naquele momento?

Esse self fragmentado também pode se manifestar em relacionamentos marcados por idealização e desvalorização, impulsividade, sensação de vazio, medo intenso de abandono e dificuldade de sustentar ambivalências. É como se cada estado emocional assumisse o comando da identidade por algum tempo. Em um estado, a pessoa pode se sentir profundamente carente; em outro, desconfiada; em outro, raivosa; em outro, culpada. O sofrimento aumenta quando ela passa a acreditar que cada estado isolado representa a verdade inteira sobre si.

Na psicoterapia, o trabalho envolve ajudar a pessoa a construir mais continuidade interna, reconhecer seus diferentes estados emocionais sem ser dominada por eles, integrar memórias, necessidades, limites e valores de forma mais estável. Abordagens como TCC, Terapia do Esquema, DBT, ACT, Mindfulness e perspectivas baseadas no apego podem favorecer esse processo, fortalecendo uma identidade menos refém das crises emocionais e dos vínculos do momento.

Quando há sofrimento intenso, impulsividade ou comportamentos autoagressivos associados, é fundamental buscar acompanhamento profissional e, se necessário, avaliação psiquiátrica. A fragmentação do self não significa ausência de identidade; muitas vezes, significa uma identidade ferida tentando se organizar. Caso precise, estou à disposição.
Oi, é um prazer te ter por aqui.

O self fragmentado aparece como:

Mudanças bruscas de identidade e valores.

Sensação de vazio e falta de continuidade interna.

Dificuldade em integrar emoções contraditórias.

Percepção instável de si mesmo (“não sei quem sou”).

Comportamentos impulsivos para tentar recuperar sensação de existência.

A autoagressão pode funcionar como tentativa de “sentir-se real” ou “reunir” partes internas desconectadas.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
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Abraços

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