Como o hiperfoco pode ser uma fuga para quem tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
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Como o hiperfoco pode ser uma fuga para quem tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Em algumas pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o hiperfoco pode funcionar como uma forma de fuga emocional. Ao se concentrar intensamente em uma atividade ou tema específico, a pessoa desvia a atenção dos pensamentos obsessivos e da ansiedade que eles causam. Embora isso traga alívio momentâneo, pode se tornar uma estratégia de evitação, dificultando o enfrentamento direto das obsessões. A terapia ajuda a reconhecer esse padrão e a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com o desconforto.
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Olha, o hiperfoco pode sim funcionar como uma espécie de fuga para quem tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Muitas vezes, a pessoa com TOC vive sob uma pressão mental constante — pensamentos intrusivos, medos irracionais e uma sensação de que precisa manter tudo sob controle. Diante dessa ansiedade, o cérebro encontra no hiperfoco uma forma de alívio temporário. Quando você se concentra de maneira intensa em um tema, rotina ou atividade, há uma sensação momentânea de previsibilidade, como se tudo ficasse sob controle por um instante.
Esse hiperfoco pode aparecer de várias formas: ficar preso em rituais, verificações, padrões de limpeza ou simetria, ou mesmo se aprofundar em temas mentais repetitivos, tentando encontrar respostas ou justificativas para pensamentos indesejados. Em outros casos, a pessoa mergulha em atividades “seguras”, como estudar, trabalhar demais ou se ocupar com algo específico, justamente para não entrar em contato com o desconforto emocional.
O que acontece é que, inconscientemente, o hiperfoco vira uma tentativa de anestesiar a angústia. Ele dá uma sensação de controle, mas não resolve a raiz do problema. Com o tempo, esse padrão acaba reforçando o ciclo do TOC, porque o cérebro aprende que fugir do desconforto é mais seguro do que enfrentá-lo.
Por isso, o processo terapêutico é tão importante. Na terapia, a gente trabalha justamente para te ajudar a tolerar o desconforto, entender o que está por trás dessas fugas e construir um equilíbrio mais saudável entre controle e liberdade. Se você se identifica com isso, buscar ajuda psicológica pode ser um passo fundamental para compreender melhor seu funcionamento e conquistar mais leveza na sua rotina.
Esse hiperfoco pode aparecer de várias formas: ficar preso em rituais, verificações, padrões de limpeza ou simetria, ou mesmo se aprofundar em temas mentais repetitivos, tentando encontrar respostas ou justificativas para pensamentos indesejados. Em outros casos, a pessoa mergulha em atividades “seguras”, como estudar, trabalhar demais ou se ocupar com algo específico, justamente para não entrar em contato com o desconforto emocional.
O que acontece é que, inconscientemente, o hiperfoco vira uma tentativa de anestesiar a angústia. Ele dá uma sensação de controle, mas não resolve a raiz do problema. Com o tempo, esse padrão acaba reforçando o ciclo do TOC, porque o cérebro aprende que fugir do desconforto é mais seguro do que enfrentá-lo.
Por isso, o processo terapêutico é tão importante. Na terapia, a gente trabalha justamente para te ajudar a tolerar o desconforto, entender o que está por trás dessas fugas e construir um equilíbrio mais saudável entre controle e liberdade. Se você se identifica com isso, buscar ajuda psicológica pode ser um passo fundamental para compreender melhor seu funcionamento e conquistar mais leveza na sua rotina.
No Transtorno Obsessivo-Compulsivo, o foco intenso em pensamentos ou rituais pode funcionar como uma forma de fuga da ansiedade, do desconforto ou de sentimentos difíceis. Concentrar-se obsessivamente em regras, verificações ou detalhes oferece sensação temporária de controle sobre medos internos e situações percebidas como ameaçadoras. Embora alivie momentaneamente a tensão, esse “foco-fuga” mantém o ciclo obsessivo-compulsivo e pode aumentar o sofrimento a longo prazo, interferindo na rotina, nas relações e na qualidade de vida.
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