Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a aumentar

3 respostas
Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a aumentar a sua capacidade de autorreflexão e autoconhecimento?
No Transtorno de Personalidade Borderline, ampliar a autorreflexão não se faz por explicações diretas, mas pela construção de um espaço onde o sujeito possa se escutar, então o terapeuta intervém menos para ensinar e mais para devolver, de forma pontual, ligações entre afetos, atos e repetições que o paciente ainda não consegue simbolizar; ao sustentar silêncios, marcar contradições sem julgamento e retomar cenas significativas, favorece-se a passagem do agir ao pensar, permitindo que o paciente comece a se perguntar sobre o que faz e por quê; é importante também não ocupar o lugar de quem sabe sobre o paciente, pois isso interrompe o movimento reflexivo, mas sim manter uma posição que convide à implicação subjetiva, onde o saber possa emergir do próprio sujeito, possibilitando um autoconhecimento que não seja imposto, mas construído na experiência transferencial.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Juliana  da Cruz Barros Neves
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem?

Aumentar a capacidade de autorreflexão no Transtorno de Personalidade Borderline não é simplesmente “pensar mais sobre si”, porque, muitas vezes, o paciente já pensa bastante… mas de forma crítica, confusa ou impulsionada pela emoção do momento. O desafio aqui é desenvolver uma reflexão mais organizada, curiosa e menos reativa.

Na terapia, o trabalho começa ajudando o paciente a desacelerar a experiência interna. Quando a emoção está muito intensa, a tendência do cérebro é reagir rápido, não refletir. Então, o terapeuta vai criando espaços onde a pessoa consegue olhar para o que aconteceu com um pouco mais de distância: “o que eu senti?”, “o que eu pensei?”, “o que eu fiz depois?”. Essa sequência simples já começa a estruturar melhor a percepção de si.

Também é comum trabalhar a capacidade de observar estados internos sem se fundir completamente com eles. Ou seja, perceber que “estou me sentindo rejeitado” é diferente de “eu sou rejeitado”. Essa diferença, que parece pequena, muda muito a forma como a pessoa se entende. A autorreflexão passa a ser uma ferramenta de compreensão, e não mais um instrumento de autocrítica.

Outro ponto importante é o uso da própria relação terapêutica como um espelho. Muitas vezes, padrões que acontecem fora também aparecem dentro da sessão, e isso permite explorar em tempo real como o paciente interpreta situações, reage emocionalmente e constrói significados. Esse tipo de experiência é muito mais potente do que uma reflexão apenas teórica.

Talvez faça sentido se perguntar: quando você tenta se entender, isso te aproxima de você ou te afasta ainda mais? Você costuma olhar para suas reações com curiosidade ou com julgamento? E o que muda quando você tenta descrever o que sente, em vez de concluir rapidamente sobre o que isso significa?

Desenvolver autorreflexão é, no fundo, aprender a se observar com mais clareza e menos pressa. E, com o tempo, isso vai trazendo um senso de identidade mais organizado e uma maior sensação de direção interna.

Caso precise, estou à disposição.
O desenvolvimento da autorreflexão acontece quando o paciente se sente seguro para olhar para si sem medo de julgamento. O terapeuta pode facilitar esse processo ajudando a nomear emoções, compreender padrões e dar sentido às experiências vividas.

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 3544 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.