Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com
Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a raiva crônica e a tendência a se envolver em explosões emocionais?
4 respostas
primeiro é importante faze lo entender da onde vem e como vem, mostrar que sentir a raiva é normal, mas seu sistema emocional é sensível e dispara muito rápido, a explosão não precisa ser existem tecnicas dentro da terapia muito eficazes para ensinar o paciente a sentir seu corpo. mente, e respiração e controlar a resposta mediante a raiva. Tecnicas usadas na terapia de esquemas, midfuness, dialetica.
Obtenha respostas com a consulta online
Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.
Olh! Trata se de difícil as montanha russas emocionais, porém trabalhar com o paciente as questões que provocam tais emoções é crucial. Basta acolher e direcionar sempre para o bem estar e qualidade de vida
Que bom que você trouxe esse ponto, porque a raiva no Transtorno de Personalidade Borderline costuma ser mal compreendida, inclusive pelo próprio paciente. Muitas vezes, ela não é apenas “excesso de irritação”, mas uma emoção que vem carregada de dor, sensação de injustiça, medo de abandono ou de não ser visto. É como se a raiva fosse a ponta visível de algo mais profundo que ainda não encontrou outra forma de se expressar. O primeiro passo do terapeuta não é tentar reduzir a raiva diretamente, mas ajudar o paciente a reconhecê-la sem julgamento. Quando a pessoa começa a perceber que a raiva tem uma função, o sistema emocional deixa de tratá-la como algo totalmente fora de controle. Ao mesmo tempo, o trabalho envolve diferenciar sentir raiva de agir impulsivamente a partir dela. Essa distinção é fundamental, porque muitas explosões acontecem justamente quando emoção e ação se confundem. Em momentos de maior intensidade, o foco costuma ser ajudar o paciente a ganhar alguns segundos a mais entre o sentir e o agir. Pode parecer pouco, mas, do ponto de vista neurobiológico, isso já permite que áreas mais reguladoras do cérebro participem da resposta. Técnicas de regulação emocional, atenção ao corpo e nomeação do que está acontecendo ajudam a “baixar o volume” da experiência para que ela não precise ser descarregada de forma explosiva. Com o tempo, o terapeuta também vai explorando o que está por trás dessas explosões. Em que situações a raiva aparece com mais força? O que ela tenta proteger? Existe algum padrão relacional que se repete? Muitas vezes, essas reações estão ligadas a experiências antigas em que a pessoa precisou “aumentar o tom” emocional para ser percebida ou para se defender. Talvez valha se perguntar: quando a raiva surge, o que você sente logo antes dela? Há alguma sensação de ameaça, rejeição ou desvalorização? O que acontece depois da explosão, isso aproxima ou afasta as pessoas? Existe alguma forma de expressar essa emoção que preserve o vínculo sem sufocar o que você sente? Esse é um processo que não se resolve apenas com controle, mas com compreensão, prática e repetição dentro de um vínculo terapêutico seguro. Aos poucos, a raiva deixa de ser algo que domina e passa a ser algo que pode ser reconhecido, compreendido e comunicado de forma mais saudável. Caso precise, estou à disposição.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. O terapeuta deve ajudar o paciente a compreender a função da raiva, muitas vezes ligada a medo, dor ou sensação de injustiça. Técnicas de grounding, respiração, pausa consciente e nomeação da emoção reduzem impulsividade. Validar a raiva como emoção legítima diminui vergonha e facilita regulação. Trabalhar mentalização e análise funcional permite que o paciente identifique gatilhos e construa alternativas comportamentais. O terapeuta deve reforçar pequenas vitórias e manter limites firmes quando há risco. Com o tempo, o paciente aprende a expressar raiva de forma mais equilibrada, preservando vínculos e reduzindo autodestruição. Atenciosamente, Fernando Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Perguntas semelhantes
- Oi. A ansiedade social "longa". e o TPE podem ser confundidos num paciente? Ou a linha é tão tênue q
é normal uma imagem ficar fixa e se repetindo o tempo todo na cabeça após um trauma?
Doutores(as), tenho 25 anos e, ultimamente (já há uns 6 meses), tenho me sentindo muito desanimada c
É normal me sentir observada dentro da minha própria mente? Como se houvesse pessoas dentro dela que
porque as pessoas ficam falando que o tept não tem cura? estou com pensamentos repetitivos depois de
Ainda procurando respostas? Faça uma nova pergunta
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
