Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com

3 respostas
Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a lidar com a raiva crônica e a tendência a se envolver em explosões emocionais?
Dra. Denise Ramos
Psicólogo
São Caetano do Sul
primeiro é importante faze lo entender da onde vem e como vem, mostrar que sentir a raiva é normal, mas seu sistema emocional é sensível e dispara muito rápido, a explosão não precisa ser
existem tecnicas dentro da terapia muito eficazes para ensinar o paciente a sentir seu corpo. mente, e respiração e controlar a resposta mediante a raiva. Tecnicas usadas na terapia de esquemas, midfuness, dialetica.

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 Paula de Meira
Psicólogo
Itapetininga
Olh! Trata se de difícil as montanha russas emocionais, porém trabalhar com o paciente as questões que provocam tais emoções é crucial. Basta acolher e direcionar sempre para o bem estar e qualidade de vida
 Juliana  da Cruz Barros Neves
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Que bom que você trouxe esse ponto, porque a raiva no Transtorno de Personalidade Borderline costuma ser mal compreendida, inclusive pelo próprio paciente. Muitas vezes, ela não é apenas “excesso de irritação”, mas uma emoção que vem carregada de dor, sensação de injustiça, medo de abandono ou de não ser visto. É como se a raiva fosse a ponta visível de algo mais profundo que ainda não encontrou outra forma de se expressar.

O primeiro passo do terapeuta não é tentar reduzir a raiva diretamente, mas ajudar o paciente a reconhecê-la sem julgamento. Quando a pessoa começa a perceber que a raiva tem uma função, o sistema emocional deixa de tratá-la como algo totalmente fora de controle. Ao mesmo tempo, o trabalho envolve diferenciar sentir raiva de agir impulsivamente a partir dela. Essa distinção é fundamental, porque muitas explosões acontecem justamente quando emoção e ação se confundem.

Em momentos de maior intensidade, o foco costuma ser ajudar o paciente a ganhar alguns segundos a mais entre o sentir e o agir. Pode parecer pouco, mas, do ponto de vista neurobiológico, isso já permite que áreas mais reguladoras do cérebro participem da resposta. Técnicas de regulação emocional, atenção ao corpo e nomeação do que está acontecendo ajudam a “baixar o volume” da experiência para que ela não precise ser descarregada de forma explosiva.

Com o tempo, o terapeuta também vai explorando o que está por trás dessas explosões. Em que situações a raiva aparece com mais força? O que ela tenta proteger? Existe algum padrão relacional que se repete? Muitas vezes, essas reações estão ligadas a experiências antigas em que a pessoa precisou “aumentar o tom” emocional para ser percebida ou para se defender.

Talvez valha se perguntar: quando a raiva surge, o que você sente logo antes dela? Há alguma sensação de ameaça, rejeição ou desvalorização? O que acontece depois da explosão, isso aproxima ou afasta as pessoas? Existe alguma forma de expressar essa emoção que preserve o vínculo sem sufocar o que você sente?

Esse é um processo que não se resolve apenas com controle, mas com compreensão, prática e repetição dentro de um vínculo terapêutico seguro. Aos poucos, a raiva deixa de ser algo que domina e passa a ser algo que pode ser reconhecido, compreendido e comunicado de forma mais saudável.

Caso precise, estou à disposição.

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