Como o terapeuta pode lidar com o desespero e a sensação de "não há saída" que muitos pacientes com

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Como o terapeuta pode lidar com o desespero e a sensação de "não há saída" que muitos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) experienciam?
Dra. Denise Ramos
Psicólogo
São Caetano do Sul
primeiro é preciso entender o que esta ocasionando este desespero, (sensação de abandono, vazio, falta de controle, tudo ou nada, desesperança momentânea?
Não saber sair do sentimento naquele momento, não quer dizer que não exista saída, as vezes o peso não está permitindo ver um novo caminho, quando a dor intensifica, é difícil focar no que é preciso, ficar preso nesta situação fica difícil encontrar o caminho da liberdade.
O psicóloga precisa acolher com técnicas de manejos diminuindo a intensidade do sofrimento para ajuda lo a encontrar uma saida, mesmo que não seja perfeita, mas que o ajude a se sentir melhor.

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Esse tipo de sensação que você descreve costuma ser muito marcante em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline, e é importante entender que não se trata de “drama” ou exagero, mas de uma experiência emocional genuinamente intensa. Para muitos pacientes, o desespero vem como uma onda que parece tomar tudo, como se naquele momento não existisse passado nem futuro, apenas aquela dor que dá a impressão de ser permanente. O cérebro, nesses momentos, funciona como se estivesse em estado de ameaça, dificultando o acesso a alternativas ou perspectivas mais amplas.

Dentro da terapia, o primeiro movimento não é tentar tirar essa sensação à força, mas ajudar o paciente a se sentir compreendido dentro dela. Existe uma diferença muito grande entre alguém que escuta “isso vai passar” e alguém que sente “tem alguém aqui comigo entendendo o quanto isso está difícil”. A partir dessa base, o trabalho vai sendo construído para que o paciente comece, aos poucos, a reconhecer esses estados como transitórios, mesmo quando parecem definitivos.

Ao longo do processo, o terapeuta também ajuda o paciente a desenvolver formas de atravessar esses momentos sem agir impulsivamente, criando pequenas “pontes” entre o desespero e a regulação emocional. Isso envolve ampliar a consciência sobre o que dispara essas crises, nomear emoções, e fortalecer recursos internos que muitas vezes estão pouco acessíveis quando a intensidade emocional sobe. Não é sobre eliminar o sofrimento, mas sobre mudar a forma como ele é vivido e respondido.

Agora, pensando um pouco na experiência interna, vale refletir: quando esse desespero aparece, o que ele costuma dizer sobre você ou sobre o mundo? Ele vem acompanhado de uma sensação de abandono, de vazio, ou de perda de controle? Em quais momentos essa sensação parece mais forte? E existe alguma pequena brecha, mesmo que rara, em que ela diminui ou muda de intensidade?

Essas perguntas ajudam a construir um mapa mais claro do que está acontecendo por dentro, e isso, aos poucos, vai devolvendo ao paciente algo que o desespero tenta tirar: a sensação de que existe algum caminho possível, mesmo que ele ainda não esteja totalmente visível.

Caso precise, estou à disposição.

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