Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar a percepção de si mesmo durante cris
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Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar a percepção de si mesmo durante crises emocionais?
Fico feliz que você tenha trazido essa questão, porque ela toca em um ponto muito central do TPB.
Durante crises emocionais, a percepção de si mesmo pode mudar de forma bastante intensa e rápida. Muitas pessoas descrevem como se perdessem temporariamente a referência de quem são, passando de uma visão mais estável para sentimentos de vazio, inadequação ou até uma autocrítica muito dura. É como se, naquele momento, a emoção “ocupasse todo o espaço” e a identidade ficasse em segundo plano.
Nesses estados, o cérebro tende a funcionar mais guiado pelas áreas emocionais, e menos pelas áreas que ajudam a organizar, contextualizar e relativizar a experiência. Por isso, pensamentos como “eu não valho nada”, “sou um problema” ou “ninguém vai ficar comigo” podem surgir com muita força, mesmo que fora da crise a pessoa consiga enxergar a si mesma de forma mais equilibrada.
Algo que também acontece com frequência é a oscilação. Em um momento, a pessoa pode se perceber de forma muito positiva ou conectada, e pouco depois, diante de uma frustração ou sensação de rejeição, essa imagem muda drasticamente. Isso não é “falsidade” ou “instabilidade de caráter”, mas uma dificuldade real de manter uma percepção interna consistente diante de emoções intensas.
Talvez valha se observar em alguns pontos: quando você entra em uma crise, o que muda na forma como você se enxerga? Você sente que vira “outra versão” de si mesmo? E depois que a intensidade passa, você consegue olhar para aquilo com mais distância ou ainda fica com dúvidas sobre quem você realmente é?
Essas oscilações podem ser compreendidas e trabalhadas com mais profundidade na terapia, ajudando a construir uma sensação de identidade mais estável, mesmo quando as emoções ficam intensas.
Caso precise, estou à disposição.
Durante crises emocionais, a percepção de si mesmo pode mudar de forma bastante intensa e rápida. Muitas pessoas descrevem como se perdessem temporariamente a referência de quem são, passando de uma visão mais estável para sentimentos de vazio, inadequação ou até uma autocrítica muito dura. É como se, naquele momento, a emoção “ocupasse todo o espaço” e a identidade ficasse em segundo plano.
Nesses estados, o cérebro tende a funcionar mais guiado pelas áreas emocionais, e menos pelas áreas que ajudam a organizar, contextualizar e relativizar a experiência. Por isso, pensamentos como “eu não valho nada”, “sou um problema” ou “ninguém vai ficar comigo” podem surgir com muita força, mesmo que fora da crise a pessoa consiga enxergar a si mesma de forma mais equilibrada.
Algo que também acontece com frequência é a oscilação. Em um momento, a pessoa pode se perceber de forma muito positiva ou conectada, e pouco depois, diante de uma frustração ou sensação de rejeição, essa imagem muda drasticamente. Isso não é “falsidade” ou “instabilidade de caráter”, mas uma dificuldade real de manter uma percepção interna consistente diante de emoções intensas.
Talvez valha se observar em alguns pontos: quando você entra em uma crise, o que muda na forma como você se enxerga? Você sente que vira “outra versão” de si mesmo? E depois que a intensidade passa, você consegue olhar para aquilo com mais distância ou ainda fica com dúvidas sobre quem você realmente é?
Essas oscilações podem ser compreendidas e trabalhadas com mais profundidade na terapia, ajudando a construir uma sensação de identidade mais estável, mesmo quando as emoções ficam intensas.
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Durante crises emocionais, o Transtorno de Personalidade Borderline pode distorcer a percepção de si mesmo, gerando sentimentos intensos de inadequação, vazio, culpa ou raiva dirigida a si próprio, com autoimagem instável e fragmentada; na perspectiva psicanalítica, isso reflete fragilidade do eu e dificuldades na integração de afetos e experiências, fazendo com que o sujeito experiencie sua identidade de forma temporariamente incoerente e altamente reativa às tensões internas e externas.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Durante crises, o paciente pode sentir-se “desconectado”, inadequado ou confuso sobre quem é. A identidade se fragmenta, influenciada por emoções intensas. Pequenas rejeições parecem definidoras. A terapia ajuda a reconstruir continuidade interna e reduzir oscilações identitárias.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
Abraços
Durante crises, o paciente pode sentir-se “desconectado”, inadequado ou confuso sobre quem é. A identidade se fragmenta, influenciada por emoções intensas. Pequenas rejeições parecem definidoras. A terapia ajuda a reconstruir continuidade interna e reduzir oscilações identitárias.
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