Como o vazio interior se relaciona com o medo existencial no Transtorno de Personalidade Borderline
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Como o vazio interior se relaciona com o medo existencial no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o **vazio interior** não é apenas a ausência de algo, mas a vivência de um espaço sem forma, sem contorno, onde o sujeito sente que pode se perder de si mesmo. É um buraco psíquico ligado a experiências precoces de falta de holding, de vínculos instáveis ou de ausência de reconhecimento.
Esse vazio se conecta diretamente ao **medo existencial**. Afinal, quando não se sente sustentado internamente, o borderline vive a angústia de aniquilação: o pavor de não existir, de não ser visto, de não ter consistência própria. É um medo que não se limita a perder o outro, mas que toca a sensação de dissolução do próprio ser.
Muitas vezes, para escapar desse abismo, o paciente pode recorrer a comportamentos impulsivos, relações intensas ou até autoagressões — como tentativas desesperadas de preencher ou dar borda ao vazio. Porém, cada preenchimento é passageiro, e a sensação de falta retorna.
Do ponto de vista psicanalítico, o vazio interior e o medo existencial são duas faces da mesma ferida: a dificuldade de simbolizar o desamparo. No espaço terapêutico, essa vivência pode ser acolhida e, pouco a pouco, transformada. A relação transferencial oferece o que faltou lá atrás: um continente psíquico capaz de sustentar a angústia até que ela se converta em palavras, em consciência, em novos modos de existir.
Se você se identifica com esse vazio ou sente que o medo de “não ser” tem te aprisionado, eu te convido a iniciar um processo terapêutico comigo. Juntos, podemos transformar esse espaço de dor em possibilidade de criação e reconstrução de si.
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No Transtorno de Personalidade Borderline, o vazio interior se relaciona ao medo existencial porque a sensação persistente de falta de identidade e de sentido intensifica a angústia de abandono e de não existir de forma significativa para o outro, fazendo com que perdas, afastamentos ou invalidações sejam vividos como ameaças profundas à própria existência, o que pode acionar reações emocionais intensas e comportamentos impulsivos na tentativa de aliviar essa dor
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