Como superar os Pensamentos Repetitivos ou Obsessivos ?

3 respostas
Como superar os Pensamentos Repetitivos ou Obsessivos ?
Dra. Angele Senna
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá, como está? Lidar com pensamentos repetitivos ou obsessivos pode ser muito desgastante, mas é possível aprender maneiras de reduzir a ansiedade e recuperar o controle sobre o dia a dia. Na prática, técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) ajudam a reconhecer que esses pensamentos são apenas isso, pensamentos, ajudando e a lidar com eles de forma mais leve, sem deixar que dominem suas ações ou emoções. Com orientação adequada, é possível desenvolver estratégias personalizadas, fortalecer a autocompaixão e viver de forma mais tranquila, mesmo diante de preocupações intensas.

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Dr. Klyus Vieira
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Olá! Tudo bem?
Está é uma pergunta de muito interesse no mundo da clínica, em que trarei uma abordagem junguiana sobre o tema de pensamentos repetitivos e obssessivos.
Superar pensamentos repetitivos ou obsessivos na abordagem junguiana é um processo profundo e transformador, que vai muito além de simples técnicas de distração.
Na perspectiva Jung, tais pensamentos e ações não são vistas como um conteúdo a ser eliminado, mas sim como elementos psíquicos que temos que debruçar do porquê destes acontecerem, de serem mensageiros do inconsciente e que podemos integrá-los a totalidade, que clama para ser ouvida e integrada.
A totalidade psíquica é orientada por um princípio auto-regulador, isto é, se tais pensamentos ocorrem em excesso, temos que olhar os motivos, os seus componentes, como um farol piscando, de uma emoção não processada, complexos ativos que estão negligenciados na personalidade, isto é, conteúdos que estão na sombra, reprimidos e que se manifestam assim que tem uma abertura no mundo do consciente.
Num exemplo, destaco a ativação de um complexo, em que a obsessão gira em torno de um aglomerado de imagens, emoções e memórias de um núcleo central (como complexo de inferioridade, de abandono, de poder).
O pensamento obsessivo se transforma numa voz, numa manifestação desse complexo, sequestrando a consciência. Uma forma de tentar curar tal manifestação é atentar para as repetições desarticuladas destas ações, simbolismos, numa forma de "entender mensagem"  e integrar seu conteúdo, em que a força do consciente sozinha é insuficiente. Isto é, busca se uma aliança com o inconsciente, com mecanismos de aceitação, observação, integração, compreensão dos conteúdos expostos pelo inconsciente em mensagens simbólicas, sem combatê-las para não fortalecê-las ainda mais.
Tal técnica é elaborada em terapia pela imaginação ativa, com o engajamento do inconsciente e de todas as manifestações que se suporta num ambiente terapêutico, em que o terapeuta fornece um lugar que sustente tais falas e manifestações sem preconceitos, registrando os, anotando com o máximo de veracidade, sem censura.
Desta interação, surgem as oportunidades de conscientizar tais conteúdos como, por exemplo, com o estabelecimento de perguntas que tragam motivos de tais manifestações e conscientizando os com as respostas captadas, sem críticas e espontâneas, com todas as suas riquezas simbólicas ("O que você *realmente* quer?", "Por que você está aqui?" ou "O que você está tentando me proteger?")
Aqui, é uma breve ilustração extremamente básica do que acontece num processo analítico, em que o analista busca facilitar a Imaginação Ativa, a interpretação dos sonhos, identificar e integrar os complexos fortalecendo o Ego.
Fica um convite para uma consulta inicial e um provável processo analítico, em que trago uma proposta de uma jornada heroica de autoconhecimento, de ter a coragem de ouvir as partes mais escuras e assustadoras de si mesmo e suas linguagens simbólicas e, ao fazer isso, transformar a obsessão que aprisiona em insight que liberta.
Agende uma consulta através do Doctoralia e elaborarmos tais questionamentos com muito mais detalhes e dinâmicas.Muito obrigado e até a próxima!
É importante pensar no que esses pensamentos repetitivos ou obsessivos representam. Raramente a obsessão é literalmente sobre o objeto que fica em pauta. Ele costuma ser uma representação daquilo que realmente é uma questão. Seja, por exemplo, uma obsessão amorosa em que o foco está, normalmente, em uma pessoa específica, externa ao sujeito que sofre com isso. No entanto, é impossível dizer que a responsabilidade é do outro, visto que ele não tem nada a ver com essa obsessão; ele apenas foi escolhido, possivelmente por alguma identificação que se liga a essa ideia oculta. Superar esses pensamentos obsessivos advém justamente do entendimento do que faz esses pensamentos se fixarem em tal objeto; falar sobre tudo o que envolve essa obsessão é uma forma de conseguir chegar a uma resposta. Claro, será um caminho menos árduo com a ajuda de um profissional.

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