Como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e dissimulação se relacionam?

Como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e dissimulação se relacionam?

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Oi, é um prazer te ter por aqui. O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e a dissimulação estão interligados, mas não são sinônimos. A dissimulação no TPB pode ser vista como uma tentativa de adaptação emocional, onde a pessoa ajusta sua apresentação ou comportamento para lidar com emoções intensas e evitar rejeições. Essa adaptação pode resultar em uma aparência de incoerência ou "falsidade" para observadores externos, mas internamente, cada experiência é vivida como verdadeira. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo Fernadosegundo.com Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES Abraços

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No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o que muitas vezes é percebido como “dissimulação” nem sempre é intencional. Em muitos casos, trata-se de uma tentativa de lidar com emoções muito intensas, medo de rejeição ou necessidade de manter o vínculo. A pessoa pode mudar a forma de se expressar, omitir ou até adaptar comportamentos como uma estratégia ainda que pouco funcional para evitar conflitos ou abandono. Ou seja, não costuma ser manipulação fria ou calculada, mas sim uma forma de auto proteção emocional. Com o acompanhamento adequado, é possível desenvolver formas mais saudáveis e autênticas de se relacionar.


No Transtorno de Personalidade Borderline, a relação com a dissimulação é mais aparente do que estrutural: o que pode ser lido de fora como ocultação, contradição ou “jogo” costuma emergir de oscilações rápidas de estado emocional, falhas de mentalização e da dependência do self ao afeto do momento, fazendo com que a pessoa diga hoje algo que amanhã já não reconhece como próprio, não por cálculo, mas por descontinuidade interna. Além disso, o medo de abandono e a história de invalidação favorecem formas indiretas de comunicação ou o esconder parcial do que se sente, como tentativa de preservar o vínculo ou evitar exposição psíquica excessiva. A dissimulação, quando de fato aparece, tende a ser episódica e defensiva, diferente de um padrão instrumental estável, e frequentemente revela mais um esforço de regulação e proteção do que uma intenção deliberada de enganar, o que convida a escutar menos a “coerência lógica” e mais a lógica afetiva que organiza aquele momento.

Anthony Souza

Anthony Souza

Psicólogo

Mogi Guaçu

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