Duloxetina é um bom antidepressivo para transtorno afetivo bipolar?

7 respostas
Duloxetina é um bom antidepressivo para transtorno afetivo bipolar?
Dr. Walter Sena
Psiquiatra
Rio de Janeiro
Prezado(a),
A Duloxetina é um antidepressivo dual, ou seja, atua tanto na via da serotonina quanto na via da noradrenalina. Esse tipo de antidepressivo não é recomendado para o transtorno bipolar, principalmente como monoterapia (sem estabilizador associado), porque tem mais chance de induzir mania do que os antidepressivos não duais.
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Em geral, a duloxetina não é a melhor opção para o transtorno bipolar.
Mas a primeira questão é saber se o diagnóstico de bipolaridade realmente está correto. Por exemplo, existe o transtorno bipolar do tipo 2 (na terminologia dos médicos), que é um quadro mais brando e que pode ser facilmente confundido com outras coisas (mesmo ansiedade, aspectos do temperamento, outros).
Existe o bipolar tipo 1, com alterações de humor/energia/comportamento mais extremos e por isso um pouco mais fácil de identificar.
O primeiro ponto é tentar definir certinho o diagnóstico (as vezes, leva tempo, exige um trabalho conjunto entre médico e paciente ao longo do tempo).
Agora definida a bipolaridade, o tratamento visa estabilizar o humor e usamos preferencialmente litio, anticonvulsivantes (depakote, lamotrigina, etc), antipsicoticos (risperidona, quetiapina, olanzapina, etc) como opcoes preferenciais. Eventualmente são necessárias associações dessas medicações.
Os antidepressivos, em geral, sao associados, caso aquelas primeiras opções ainda não ajudaram.
Uma preocupacao dos médicos no uso de antidepressivo em transtrono bipolar é a possibilidade do paciente melhorar a depressao mas ir para o outro polo no sentido de euforia, irritabilidade ou até ficar com sintomas misturados de agitacao/depressão.
Enfim, procure um especialista, crie uma relacao de confianca e converse bastante com ele pra ver a melhor opcao para o teu caso individual.
Prezado(a), o uso da duloxetina, como qualquer outro antidepressivo, deve ser muito bem avaliada no caso de transtorno bipolar, devido ao risco de virada maníaca. O seu caso específico deve ser avaliado pelo psiquiatra e decidido o uso do antidepressivo adequado conforme o seu quadro e as medicações utilizadas para o transtorno bipolar associadas. Abs.
Dra. Fabiana Araujo
Psiquiatra
Nilópolis
Duloxetina até pode ser uma opção, mas não é primeira escolha e pode apresentar mais efeitos colaterais como fase maníaca.
Vale uma boa avaliação do caso com um especialista.
Dra. Fernanda Souza de Abreu Júdice
Psiquiatra, Médico perito, Médico clínico geral
Rio de Janeiro
A duloxetina pode ser usada em alguns casos específicos de transtorno afetivo bipolar, mas com muito cuidado. Ela é um antidepressivo e, em pessoas com transtorno bipolar, o uso isolado de antidepressivos pode aumentar o risco de virar para uma fase de euforia ou agitação (fase maníaca).

Por isso, a duloxetina só deve ser usada em pacientes bipolares se estiver associada a um estabilizador de humor, como o lítio, o valproato (Depakote, Depakene), a lamotrigina ou outros. Quando bem acompanhada, essa combinação pode ajudar no controle da fase depressiva sem causar instabilidade.

Então, ela pode ser útil sim, desde que usada com supervisão médica e junto a um estabilizador de humor. Usar sozinha, sem proteção, aumenta o risco de piorar o quadro.

Essa resposta é apenas informativa. Sempre converse com seu psiquiatra para definir o tratamento mais seguro e eficaz no seu caso.
Bom dia! Usualmente não prescrevemos antidepressivos para pacientes com transtorno afetivo bipolar, pois na maioria dos casos não auxiliam no quadro depressivo e podem provocar desestabilização do quadro (virada maníaca). Em casos refratários, podemos utilizar antidepressivos (apenas durante a fase depressiva do transtorno bipolar), sempre em associação com estabilizadores de humor. A associação com maior grau de evidência é entre fluoxetina e olanzapina.
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
A duloxetina é um antidepressivo duplo (ou inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina – IRSN) bastante eficaz no tratamento da depressão maior, ansiedade generalizada e dor neuropática, mas não é considerada uma das primeiras opções para o tratamento do transtorno afetivo bipolar (TAB). Isso porque, nos pacientes com TAB, os antidepressivos — incluindo a duloxetina — devem ser usados com muita cautela, pois podem precipitar episódios de mania, hipomania ou ciclagem rápida do humor, especialmente se usados sem um estabilizador do humor associado. A duloxetina pode ser indicada em casos selecionados, quando o quadro depressivo bipolar está bem controlado com estabilizadores do humor (como lítio, lamotrigina, valproato ou quetiapina) e o paciente ainda apresenta sintomas depressivos residuais significativos, como falta de energia, apatia ou dor crônica. Nesses casos, ela pode ajudar a melhorar o humor e a disposição, desde que sob monitoramento rigoroso do neurologista ou psiquiatra. De modo geral, o tratamento de escolha para a fase depressiva do transtorno bipolar prioriza medicamentos com ação estabilizadora e menor risco de virada maníaca, como: • Lamotrigina – muito eficaz na fase depressiva e bem tolerada; • Quetiapina – antipsicótico atípico com ação antidepressiva e estabilizadora comprovada; • Lítio – estabilizador clássico que reduz recaídas e risco de suicídio; • Lurasidona ou cariprazina – opções mais recentes e seguras para o manejo da depressão bipolar. Em resumo: a duloxetina pode ser útil em alguns casos específicos de transtorno bipolar, mas nunca deve ser usada isoladamente — apenas em associação a um estabilizador do humor e com acompanhamento médico contínuo, para evitar oscilações do humor. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, transtornos do humor e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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