É possível ter uma "amizade duradoura" com alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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É possível ter uma "amizade duradoura" com alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Entender as dificuldades de quem tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um fator importante para se manter um relacionamento duradouro. Um outro aspecto importante é que algumas atitudes agressivas de quem tem TPB pode gerar muitas ativações emocionais em quem convive com ela. Se a pessoa não tem uma boa saúde emocional, o relacionamento pode acabar ou se deteriorar muito, até estimulando ainda mais o comportamento agressivo. Em alguns casos o acompanhamento de um psicólogo, com quem a pessoa se sinta bem e tenha confiança, para quem se relaciona com uma pessoa com TPB, pode ser de grande ajuda.
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É possível, sim, construir e manter uma amizade duradoura com alguém que tem Transtorno de Personalidade Borderline, mas isso exige maturidade emocional, empatia e limites claros de ambas as partes. Pessoas com TPB vivem emoções com muita intensidade, o que pode gerar momentos de grande proximidade e, em outros, afastamento repentino ou conflitos. Quando há compreensão sobre o transtorno e disposição para lidar com essas oscilações sem reatividade, a relação tende a se estabilizar com o tempo. A amizade pode se tornar profunda e significativa, desde que n
Olá, tudo bem? Sim, é possível ter uma amizade duradoura com alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas normalmente ela fica muito mais viável quando existe compromisso com tratamento e quando a relação tem limites claros e previsíveis. O TPB não “condena” ninguém a relações instáveis para sempre, mas ele pode trazer desafios reais, como medo intenso de abandono, oscilações emocionais, impulsividade e interpretações em modo tudo ou nada. Isso pode gerar fases de muita proximidade e, em alguns momentos, rupturas ou conflitos se o vínculo vira o principal regulador emocional da pessoa.
Amizade duradoura tende a se sustentar quando você não é colocado no papel de salvador, juiz ou “termômetro” do humor do outro. Quanto mais a amizade vira uma fonte constante de garantias, checagens, testes e urgências, mais ela desgasta e menos espaço existe para reciprocidade. Por outro lado, quando há comunicação simples, combinados de contato, respeito a limites e capacidade de reparar depois de um atrito, a relação ganha estabilidade. É um pouco como um relacionamento com “manual de funcionamento”: menos drama, mais previsibilidade.
Também ajuda muito separar sentimento de comportamento. Dá para acolher tristeza, medo e raiva sem aceitar ataques, chantagens emocionais, invasões de privacidade ou tentativas de controle. E, quando o vínculo está em tratamento, o cérebro vai aprendendo a diminuir o alarme de rejeição e a tolerar frustrações sem transformar cada sinal em ameaça. Isso não acontece por força de vontade, acontece por treino e repetição, com o tempo.
Então vale você se perguntar: essa amizade te dá espaço para você existir, ou você vive pisando em ovos? Quando você coloca um limite, a pessoa consegue, com o tempo, se reorganizar e retomar o vínculo, ou vira punição, sumiço e guerra? Vocês conseguem reparar depois de conflitos, ou tudo fica acumulando? E você está dentro dessa relação por escolha e carinho, ou por medo e culpa?
Se você está vivendo isso de perto, muitas vezes ajuda conversar com um psicólogo para fortalecer sua clareza de limites e comunicação, e, se a pessoa com TPB já estiver em terapia, incentivar que ela trabalhe esses padrões de vínculo no processo pode fazer diferença enorme. Caso precise, estou à disposição.
Amizade duradoura tende a se sustentar quando você não é colocado no papel de salvador, juiz ou “termômetro” do humor do outro. Quanto mais a amizade vira uma fonte constante de garantias, checagens, testes e urgências, mais ela desgasta e menos espaço existe para reciprocidade. Por outro lado, quando há comunicação simples, combinados de contato, respeito a limites e capacidade de reparar depois de um atrito, a relação ganha estabilidade. É um pouco como um relacionamento com “manual de funcionamento”: menos drama, mais previsibilidade.
Também ajuda muito separar sentimento de comportamento. Dá para acolher tristeza, medo e raiva sem aceitar ataques, chantagens emocionais, invasões de privacidade ou tentativas de controle. E, quando o vínculo está em tratamento, o cérebro vai aprendendo a diminuir o alarme de rejeição e a tolerar frustrações sem transformar cada sinal em ameaça. Isso não acontece por força de vontade, acontece por treino e repetição, com o tempo.
Então vale você se perguntar: essa amizade te dá espaço para você existir, ou você vive pisando em ovos? Quando você coloca um limite, a pessoa consegue, com o tempo, se reorganizar e retomar o vínculo, ou vira punição, sumiço e guerra? Vocês conseguem reparar depois de conflitos, ou tudo fica acumulando? E você está dentro dessa relação por escolha e carinho, ou por medo e culpa?
Se você está vivendo isso de perto, muitas vezes ajuda conversar com um psicólogo para fortalecer sua clareza de limites e comunicação, e, se a pessoa com TPB já estiver em terapia, incentivar que ela trabalhe esses padrões de vínculo no processo pode fazer diferença enorme. Caso precise, estou à disposição.
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