É verdade que há pouca abundância de remédios conhecidos para uso psiquiátrico e por isso há muitos

É verdade que há pouca abundância de remédios conhecidos para uso psiquiátrico e por isso há muitos que são usados para mais de um tipo de sintoma/transtorno?

3 respostas


Alguns medicamentos específicos para uso psiquiátrico podem ser usados para tratar mais de um tipo de sintoma ou transtorno. Isso ocorre porque a compreensão dos mecanismos biológicos ainda não está completa. Por exemplo, medicamentos originalmente desenvolvidos para tratar a depressão, como os antidepressivos, também podem ser usados para tratar transtornos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno bipolar. Da mesma forma, medicamentos para tratar transtornos de ansiedade, como benzodiazepínicos, também podem ser usados para tratar insônia e convulsões. É realizado vários ensaios clínicos para mostrar benefício em relação ao placebo ou outras terapias medicamentosas ou não. E só são liberadas para uso após aprovação de agências sanitárias dos países.

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Não há pouca abundância de medicações psiquiatras. Existem várias medicações antigas e várias aí nosso arssenal e sim, alguns medicações serven pra tratar 2 ou 3 coisas ao mesmo tempo. Mas pouca abundância não vejo.


Sim, isso é verdade até certo ponto. A farmacologia psiquiátrica ainda tem um número relativamente limitado de medicamentos aprovados para transtornos mentais, então muitos remédios acabam sendo usados para mais de um tipo de sintoma ou condição — isso é chamado de “uso off-label” quando o medicamento não é oficialmente aprovado para aquele transtorno específico. Por exemplo, antidepressivos podem ser usados para ansiedade, dor crônica ou transtornos do sono; antipsicóticos podem ajudar em depressão resistente ou transtorno bipolar, mesmo sem sintomas psicóticos; e anticonvulsivantes podem estabilizar humor em algumas pessoas. Essa prática é baseada em estudos clínicos e na experiência dos psiquiatras, observando como certos medicamentos afetam neurotransmissores e circuitos cerebrais que estão envolvidos em mais de um transtorno. Apesar disso, cada caso é único, e os efeitos colaterais e a resposta individual precisam ser monitorados de perto. Por isso, é fundamental ter acompanhamento psiquiátrico contínuo. Sua saúde mental é prioridade, e estou disponível para esclarecer dúvidas pelo chat sempre que precisar.

Dr. Pablo Leal

Dr. Pablo Leal

Endocrinologista

São Paulo

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