Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e
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Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.
Primeiramente, quero te agradecer por ter chegado até aqui e por se permitir questionar aquilo que tem te atravessado e te afetado.
Ao ler sua mensagem, o que mais aparece não é alguém “fora do normal”, mas alguém que vem carregando muito sozinha há muito tempo. Esse nervosismo constante, as mãos geladas, esse corpo sempre em alerta… muitas vezes são formas que o corpo encontra para dizer aquilo que, em algum momento da vida, não pôde ser dito ou acolhido.
Quando você fala de uma infância marcada por traumas, de ansiedade e depressão, é compreensível que hoje existam marcas que retornam, especialmente em situações de responsabilidade, exposição ou cuidado com o outro, como no seu papel na pastoral. Isso não significa fraqueza, nem falta de fé, nem que você precise “consertar” algo em você. Significa que há uma história que merece ser escutada com respeito e delicadeza.
Na psicanálise, não falamos em “desbloqueio emocional” como uma técnica rápida, mas em um processo de escuta profunda, onde você pode, no seu tempo, dar sentido àquilo que foi vivido e que ainda insiste em se manifestar no presente. A análise não apaga o passado, mas pode transformar a forma como ele pesa hoje na sua vida e no seu corpo.
Você não precisa dar conta de tudo sozinha. Existe um espaço possível para você falar sem julgamentos, sem exigências, onde seu sofrimento é levado a sério. Se em algum momento você sentir que deseja cuidar de si com mais profundidade, estarei aqui para te acompanhar nesse caminho.
Ao ler sua mensagem, o que mais aparece não é alguém “fora do normal”, mas alguém que vem carregando muito sozinha há muito tempo. Esse nervosismo constante, as mãos geladas, esse corpo sempre em alerta… muitas vezes são formas que o corpo encontra para dizer aquilo que, em algum momento da vida, não pôde ser dito ou acolhido.
Quando você fala de uma infância marcada por traumas, de ansiedade e depressão, é compreensível que hoje existam marcas que retornam, especialmente em situações de responsabilidade, exposição ou cuidado com o outro, como no seu papel na pastoral. Isso não significa fraqueza, nem falta de fé, nem que você precise “consertar” algo em você. Significa que há uma história que merece ser escutada com respeito e delicadeza.
Na psicanálise, não falamos em “desbloqueio emocional” como uma técnica rápida, mas em um processo de escuta profunda, onde você pode, no seu tempo, dar sentido àquilo que foi vivido e que ainda insiste em se manifestar no presente. A análise não apaga o passado, mas pode transformar a forma como ele pesa hoje na sua vida e no seu corpo.
Você não precisa dar conta de tudo sozinha. Existe um espaço possível para você falar sem julgamentos, sem exigências, onde seu sofrimento é levado a sério. Se em algum momento você sentir que deseja cuidar de si com mais profundidade, estarei aqui para te acompanhar nesse caminho.
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Sentir que você "não consegue ficar normal" e viver em um estado constante de nervosismo é exaustivo. Quando a ansiedade atinge esse nível, ela deixa de ser apenas uma preocupação mental e passa a dominar o corpo, manifestando-se de formas muito reais e desconfortáveis.
Um profissional pode identificar se o que você sente é um transtorno de ansiedade ou se há outras causas. Busque ajuda, pois é o caminho mais adequado para uma melhora desse cenário.
Um profissional pode identificar se o que você sente é um transtorno de ansiedade ou se há outras causas. Busque ajuda, pois é o caminho mais adequado para uma melhora desse cenário.
Os sintomas que você descreve — nervosismo constante, mãos geladas e dificuldade de se sentir tranquila — são manifestações físicas frequentes da ansiedade. Em muitas pessoas, a ansiedade aparece primeiro no corpo, antes mesmo de ser reconhecida como um estado emocional.
Você também relata uma história de infância difícil, marcada por traumas, além de já ter vivido episódios de ansiedade e depressão. Esse é um ponto importante. Experiências emocionais prolongadas, especialmente quando ocorrem cedo na vida, podem deixar o organismo mais sensível a situações de pressão, responsabilidade ou preocupação no presente.
Assumir a responsabilidade pela pastoral da liturgia pode, sim, estar contribuindo para o aumento da ansiedade. Funções que envolvem compromisso, organização e senso de responsabilidade costumam intensificar sintomas em pessoas que já carregam uma história emocional desafiadora. Vale refletir se esse papel, neste momento da sua vida, não está funcionando como um fator de estresse adicional.
Quando você fala em “desbloqueio emocional”, é possível que esteja se referindo à ideia de iniciar um processo de psicoterapia. A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender se esses sintomas estão relacionados a experiências do passado, às exigências do presente ou à combinação dos dois, além de ajudar a organizar essas questões de forma mais consciente e cuidadosa.
Desejo que você possa encontrar um espaço onde seja possível olhar para a sua história com mais calma, compreender o que está sendo reativado neste momento e construir mudanças que lhe permitam viver esse compromisso com menos ansiedade e mais equilíbrio emocional.
Com C(ALMA)
Lú
Você também relata uma história de infância difícil, marcada por traumas, além de já ter vivido episódios de ansiedade e depressão. Esse é um ponto importante. Experiências emocionais prolongadas, especialmente quando ocorrem cedo na vida, podem deixar o organismo mais sensível a situações de pressão, responsabilidade ou preocupação no presente.
Assumir a responsabilidade pela pastoral da liturgia pode, sim, estar contribuindo para o aumento da ansiedade. Funções que envolvem compromisso, organização e senso de responsabilidade costumam intensificar sintomas em pessoas que já carregam uma história emocional desafiadora. Vale refletir se esse papel, neste momento da sua vida, não está funcionando como um fator de estresse adicional.
Quando você fala em “desbloqueio emocional”, é possível que esteja se referindo à ideia de iniciar um processo de psicoterapia. A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender se esses sintomas estão relacionados a experiências do passado, às exigências do presente ou à combinação dos dois, além de ajudar a organizar essas questões de forma mais consciente e cuidadosa.
Desejo que você possa encontrar um espaço onde seja possível olhar para a sua história com mais calma, compreender o que está sendo reativado neste momento e construir mudanças que lhe permitam viver esse compromisso com menos ansiedade e mais equilíbrio emocional.
Com C(ALMA)
Lú
Olá, boa tarde. O que você descreve é muito compatível com ansiedade de desempenho e ativação do sistema de ameaça, especialmente em situações de responsabilidade e exposição, como a função que você exerce na pastoral. Mãos geladas, nervosismo constante e sensação de não conseguir “ficar normal” são respostas fisiológicas comuns da ansiedade, e não indicam fraqueza espiritual nem falta de preparo.
Experiências adversas na infância e traumas podem deixar o sistema emocional mais sensível ao estresse ao longo da vida. Isso faz com que situações atuais de responsabilidade ativem respostas corporais intensas, mesmo quando não há perigo real.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é altamente indicada nesses casos. Ela ajuda a compreender a ligação entre história de vida, pensamentos automáticos (“vou falhar”, “esperam muito de mim”), reações físicas e comportamentos de evitação ou sofrimento. Também trabalha estratégias práticas de regulação da ansiedade, como manejo da ativação corporal, exposição gradual às situações temidas e fortalecimento da autoconfiança. Quando há traumas prévios, a TCC pode ser integrada a abordagens contextuais focadas em segurança emocional e aceitação.
O mais importante é entender que seu corpo não está “quebrado”; ele está reagindo a partir de aprendizados antigos. Com acompanhamento psicológico adequado, é possível reduzir significativamente esses sintomas e exercer suas atividades com mais tranquilidade e presença.
Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Experiências adversas na infância e traumas podem deixar o sistema emocional mais sensível ao estresse ao longo da vida. Isso faz com que situações atuais de responsabilidade ativem respostas corporais intensas, mesmo quando não há perigo real.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é altamente indicada nesses casos. Ela ajuda a compreender a ligação entre história de vida, pensamentos automáticos (“vou falhar”, “esperam muito de mim”), reações físicas e comportamentos de evitação ou sofrimento. Também trabalha estratégias práticas de regulação da ansiedade, como manejo da ativação corporal, exposição gradual às situações temidas e fortalecimento da autoconfiança. Quando há traumas prévios, a TCC pode ser integrada a abordagens contextuais focadas em segurança emocional e aceitação.
O mais importante é entender que seu corpo não está “quebrado”; ele está reagindo a partir de aprendizados antigos. Com acompanhamento psicológico adequado, é possível reduzir significativamente esses sintomas e exercer suas atividades com mais tranquilidade e presença.
Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Nervosismo, mãos geladas são respostas físicas comuns da ansiedade e estresse, indicando que o seu corpo está em alerta, uma reação a traumas não resolvidos.
É importante, nesses casos, a ajuda de um profissional da saúde mental (psicólogo/psiquiatra) que cuidará da parte objetiva e subjetiva da saúde do corpo e da mente, já que a parte da espiritualidade já está sendo. Só que parece que nem tanto aproveitada e sentida por causa dos sintomas do corpo.
É importante, nesses casos, a ajuda de um profissional da saúde mental (psicólogo/psiquiatra) que cuidará da parte objetiva e subjetiva da saúde do corpo e da mente, já que a parte da espiritualidade já está sendo. Só que parece que nem tanto aproveitada e sentida por causa dos sintomas do corpo.
Mãos geladas, nervosismo constante e tensão corporal costumam aparecer quando o corpo entra em modo de alerta, especialmente em situações de responsabilidade, exposição ou cobrança interna. Considerando sua história de vida marcada por traumas, ansiedade e depressão, é compreensível que assumir um papel importante desperte essas reações, mesmo quando há fé e desejo de servir. Isso não significa fraqueza espiritual nem falha pessoal; é o corpo lembrando de experiências antigas ainda não elaboradas. O cuidado mais indicado aqui é psicológico: um espaço de psicoterapia onde sua história possa ser escutada com respeito, ajudando você a diferenciar o presente do passado e a sustentar suas funções sem adoecer.
Quando você fala que sua vida “não foi normal” e menciona experiências difíceis desde a infância, isso talvez mostre a importancia de olhar com cuidado para a sua trajetória, para os sentidos que essas vivências foram ganhando ao longo do tempo e para como elas ainda ressoam hoje. Não se trata de algo “errado” em você, nem necessariamente de um “bloqueio emocional” que precise ser retirado, mas de experiências que talvez não puderam ser ditas, acolhidas ou elaboradas quando aconteceram.
A psicoterapia pode ser um espaço importante justamente para isso:
um lugar seguro onde você possa falar da sua história, dos momentos que foram mais pesados, das marcas deixadas pelos traumas, da ansiedade e da depressão que você já viveu. Com isso talvezo corpo também encontre novas formas de responder às situações
A psicoterapia pode ser um espaço importante justamente para isso:
um lugar seguro onde você possa falar da sua história, dos momentos que foram mais pesados, das marcas deixadas pelos traumas, da ansiedade e da depressão que você já viveu. Com isso talvezo corpo também encontre novas formas de responder às situações
Olá, essa experiência atual pode estar afetando sentimentos antigos. Como você disse, tem muitos traumas além de ansiedade e depressão. Te sugiro a busca por psicoterapia, assim você poderá compreender o que há dentro de sua mente e se libertar desses sintomas.
Olá, tudo bem? Sinto muito por essas dificuldades. Veja só, algumas técnicas respiratórias como o relaxamento progressivo de jacobson (pesquise no youtube) podem auxiliar com um pequeno manejo da ansiedade. Contudo, é importante que você encontre um espaço para trabalhar os traumas ansiedade e depressão.
Ansiedade e depressão, quando não são sintomas de alguma condição exclusivamente fisiológica (como hipotiroidismo, por exemplo, que causa depressão), são um indicativo de que você pode estar com dificuldade para lidar com algumas questões da sua vida. Como você identificou que possui muitos traumas, podem sim ser eles que estão interferindo no seu bem-estar e qualidade de vida. O mais indicado é buscar por um psicólogo para te ajudar a lidar melhor com eles. Fico à disposição.
Olá!
Sugiro fazer terapia para se autoconhecer e saber lidar com esses sintomas que tem hoje e os demais que disse ter desde a infância.
Minha abordagem psicoterápica é a logoterapia, que corresponde com valores cristãos, então acredito que conseguirei te ajudar e ainda te fortalecer em sua fé para desenvolver sua liderança na Liturgia.
Sugiro fazer terapia para se autoconhecer e saber lidar com esses sintomas que tem hoje e os demais que disse ter desde a infância.
Minha abordagem psicoterápica é a logoterapia, que corresponde com valores cristãos, então acredito que conseguirei te ajudar e ainda te fortalecer em sua fé para desenvolver sua liderança na Liturgia.
Situações de forte emoção na infância podem acarretar problemas para a vida adulta. Em muitos casos o aconselhável é fazer uma boa psicoterapia, com um psicólogo com quem você se sinta bem e tenha confiança, para trabalhar os traumas e com isso melhorar a qualidade de vida.
Obrigada por confiar e compartilhar sua experiência.
O nervosismo constante e as mãos geladas podem estar relacionados à ansiedade, especialmente em situações de responsabilidade e exposição. Quando há uma história de traumas, emoções antigas podem ser reativadas no presente, e o corpo costuma expressar isso antes mesmo da consciência.
O que muitas pessoas chamam de “desbloqueio emocional”, na prática, é um processo terapêutico que ajuda a elaborar essas vivências e aprender a lidar melhor com as emoções. Buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para compreender o que está acontecendo e cuidar de você com mais tranquilidade. Abordagens como a psicoterapia focada em trauma, por exemplo, podem ajudar muito. A abordagem EMDR, que em português significa Processamento e reprocessamento através do movimento dos olhos, tem apresentado bons resultados nos casos de traumas.
O nervosismo constante e as mãos geladas podem estar relacionados à ansiedade, especialmente em situações de responsabilidade e exposição. Quando há uma história de traumas, emoções antigas podem ser reativadas no presente, e o corpo costuma expressar isso antes mesmo da consciência.
O que muitas pessoas chamam de “desbloqueio emocional”, na prática, é um processo terapêutico que ajuda a elaborar essas vivências e aprender a lidar melhor com as emoções. Buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para compreender o que está acontecendo e cuidar de você com mais tranquilidade. Abordagens como a psicoterapia focada em trauma, por exemplo, podem ajudar muito. A abordagem EMDR, que em português significa Processamento e reprocessamento através do movimento dos olhos, tem apresentado bons resultados nos casos de traumas.
Não é incomum que o corpo guarde uma "memória emocional" das experiências passadas, não necessariamente você necessita de um desbloqueio emocional, mas sim conectar-se e comunicar-se com seu corpo.
Outra coisa, esses sintomas que você descreve demonstram um estado de alerta, isso é natural, ele faz isso para te proteger, a ansiedade é uma forma de proteção. Talvez, se você conseguir nomear e reconhecer com mais clareza o que está a passar dentro de você, isso pode te ajudar e interpretar a situação de uma maneira diferente e sentir coisas diferentes.
Caso você tenha gostado da minha resposta e tenha interesse em ingressar em um processo terapêutico, estou disponível para contato.
Outra coisa, esses sintomas que você descreve demonstram um estado de alerta, isso é natural, ele faz isso para te proteger, a ansiedade é uma forma de proteção. Talvez, se você conseguir nomear e reconhecer com mais clareza o que está a passar dentro de você, isso pode te ajudar e interpretar a situação de uma maneira diferente e sentir coisas diferentes.
Caso você tenha gostado da minha resposta e tenha interesse em ingressar em um processo terapêutico, estou disponível para contato.
Pelo que você descreve, seu corpo está reagindo a um estado de ansiedade. Mãos geladas, nervosismo constante e sensação de não conseguir “ficar normal” são sinais comuns de que o sistema emocional está em alerta — especialmente em pessoas que passaram por muitos traumas ao longo da vida.
Isso não significa fraqueza espiritual, nem falta de fé. Muitas vezes, mesmo pessoas muito comprometidas com a Igreja e com a Liturgia carregam marcas emocionais profundas da infância que continuam se manifestando no corpo.
Não existe um “desbloqueio emocional” rápido que resolva tudo de uma vez. O que realmente ajuda é um processo de cuidado psicológico, onde esses traumas podem ser acolhidos, compreendidos e elaborados com segurança.
Buscar um(a) psicólogo(a) não é sinal de que você está mal espiritualmente — pelo contrário, é uma forma de cuidar daquilo que Deus confiou a você: sua saúde emocional. A fé pode ser uma grande aliada nesse processo, mas não substitui o cuidado psicológico.
Isso não significa fraqueza espiritual, nem falta de fé. Muitas vezes, mesmo pessoas muito comprometidas com a Igreja e com a Liturgia carregam marcas emocionais profundas da infância que continuam se manifestando no corpo.
Não existe um “desbloqueio emocional” rápido que resolva tudo de uma vez. O que realmente ajuda é um processo de cuidado psicológico, onde esses traumas podem ser acolhidos, compreendidos e elaborados com segurança.
Buscar um(a) psicólogo(a) não é sinal de que você está mal espiritualmente — pelo contrário, é uma forma de cuidar daquilo que Deus confiou a você: sua saúde emocional. A fé pode ser uma grande aliada nesse processo, mas não substitui o cuidado psicológico.
Os sinais que você descreve — nervosismo constante, mãos geladas, tensão — podem estar relacionados a estados de ansiedade, especialmente em situações que envolvem responsabilidade, exposição ou cobrança interna. O corpo costuma expressar aquilo que, muitas vezes, ainda não encontra espaço para ser elaborado emocionalmente.
Não é necessário pensar, de imediato, em “desbloqueio emocional”. Vivências difíceis na infância, experiências de sofrimento e um histórico de ansiedade e depressão podem deixar marcas, que tendem a se manifestar em determinados momentos da vida, especialmente diante de novas responsabilidades ou desafios. A psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender melhor essas reações, acolher sua história e construir formas mais cuidadosas de lidar com o que hoje gera sofrimento, respeitando seus limites e seu ritmo.
Não é necessário pensar, de imediato, em “desbloqueio emocional”. Vivências difíceis na infância, experiências de sofrimento e um histórico de ansiedade e depressão podem deixar marcas, que tendem a se manifestar em determinados momentos da vida, especialmente diante de novas responsabilidades ou desafios. A psicoterapia pode ser um espaço seguro para compreender melhor essas reações, acolher sua história e construir formas mais cuidadosas de lidar com o que hoje gera sofrimento, respeitando seus limites e seu ritmo.
O que você está sentindo não é "frescura" e tem uma possivel explicação neurobiológica. O fato de suas mãos ficarem geladas e o nervosismo constante indicam que o seu sistema de alerta (luta ou fuga) está sendo ativado excessivamente, interpretando possivelmente a responsabilidade na Pastoral como uma ameaça, e não apenas como uma tarefa.
Isso pode acontecer porque traumas de infância criam crenças centrais de insegurança ou de "não ser bom o suficiente". Quando você se expõe, seu cérebro acessa essas memórias antigas de perigo, gerando essa ansiedade física. O tal "desbloqueio" que você menciona, na psicologia (TCC), chamamos de reprocessamento de traumas e reestruturação cognitiva. Precisamos "avisar" o seu cérebro que o perigo já passou e que hoje você é uma adulta capaz.
Isso pode acontecer porque traumas de infância criam crenças centrais de insegurança ou de "não ser bom o suficiente". Quando você se expõe, seu cérebro acessa essas memórias antigas de perigo, gerando essa ansiedade física. O tal "desbloqueio" que você menciona, na psicologia (TCC), chamamos de reprocessamento de traumas e reestruturação cognitiva. Precisamos "avisar" o seu cérebro que o perigo já passou e que hoje você é uma adulta capaz.
O que você descreve faz muito sentido dentro da sua história de vida. Vou responder de forma bem direta e humana, a partir da minha experiência clínica e acadêmica, porque esse tipo de sofrimento costuma ser mal interpretado como “falta de fé”, “fraqueza” ou “nervosismo sem motivo”, quando na verdade tem raízes emocionais profundas.
Estar sempre nervosa, com as mãos geladas, sensação de alerta constante, é um sinal típico de ativação do sistema nervoso. Isso significa que seu corpo está funcionando como se estivesse em perigo, mesmo quando, racionalmente, você sabe que está em um ambiente seguro, como na pastoral. Esse estado é muito comum em pessoas que tiveram uma história marcada por traumas, insegurança emocional, abandono, medo ou experiências dolorosas na infância. O corpo aprende a ficar em alerta o tempo todo. Isso não é escolha, é condicionamento emocional.
Quando você fala em “desbloqueio emocional”, entendo o que quer dizer. Popularmente usamos esse termo para falar de algo que ficou preso dentro da gente, mas tecnicamente falamos em trauma emocional não elaborado. Trauma não é só algo muito grave, como violência explícita. Trauma também pode ser crescer sem acolhimento, com medo, com cobranças excessivas, sem sentir segurança emocional. O cérebro registra isso e passa a reagir automaticamente, mesmo anos depois.
O fato de você já ter tido ansiedade e depressão reforça que existe um padrão de sofrimento emocional aí. Isso não desaparece só com força de vontade ou fé, embora a espiritualidade possa ajudar muito como suporte. Mas ela não substitui o cuidado psicológico. Deus não espera que você aguente tudo sozinha.
Esse nervosismo constante e sintomas físicos, como mãos geladas, podem ser manifestações de ansiedade. Ansiedade não é só pensamento acelerado. Ela é corporal. O corpo reage antes da mente. Muitas vezes você nem sabe exatamente com o que está ansiosa, mas o organismo já está em modo de alerta.
O que eu aconselho, de forma muito honesta, é buscar psicoterapia. Um psicólogo pode te ajudar a olhar para essa história de infância, para esses traumas, entender como eles moldaram seu funcionamento emocional hoje. Isso não é “remexer no passado sem sentido”, é reorganizar emocionalmente aquilo que ficou mal resolvido. É aí que acontece o verdadeiro “desbloqueio”, de forma saudável, científica e segura.
Se a ansiedade estiver muito intensa, um psiquiatra também pode ajudar avaliando se há necessidade de medicação por um período. Medicação não muda quem você é, mas pode diminuir o volume do sofrimento para que você consiga trabalhar essas questões na terapia.
Quero te dizer algo importante. O fato de você servir na pastoral, mesmo sentindo tudo isso, mostra força, compromisso e fé. Mas força não é aguentar calada. Força também é pedir ajuda.
Você não está “estragada” por causa do passado. Você está ferida. E feridas precisam de cuidado, não de julgamento. Existe caminho de melhora, sim. Existe alívio possível. Você não precisa viver em estado de tensão para sempre.
Procure ajuda profissional. Isso não vai te afastar da sua fé, pelo contrário, pode te fortalecer ainda mais por dentro.
Dr. Mário Neto, Phd
Estar sempre nervosa, com as mãos geladas, sensação de alerta constante, é um sinal típico de ativação do sistema nervoso. Isso significa que seu corpo está funcionando como se estivesse em perigo, mesmo quando, racionalmente, você sabe que está em um ambiente seguro, como na pastoral. Esse estado é muito comum em pessoas que tiveram uma história marcada por traumas, insegurança emocional, abandono, medo ou experiências dolorosas na infância. O corpo aprende a ficar em alerta o tempo todo. Isso não é escolha, é condicionamento emocional.
Quando você fala em “desbloqueio emocional”, entendo o que quer dizer. Popularmente usamos esse termo para falar de algo que ficou preso dentro da gente, mas tecnicamente falamos em trauma emocional não elaborado. Trauma não é só algo muito grave, como violência explícita. Trauma também pode ser crescer sem acolhimento, com medo, com cobranças excessivas, sem sentir segurança emocional. O cérebro registra isso e passa a reagir automaticamente, mesmo anos depois.
O fato de você já ter tido ansiedade e depressão reforça que existe um padrão de sofrimento emocional aí. Isso não desaparece só com força de vontade ou fé, embora a espiritualidade possa ajudar muito como suporte. Mas ela não substitui o cuidado psicológico. Deus não espera que você aguente tudo sozinha.
Esse nervosismo constante e sintomas físicos, como mãos geladas, podem ser manifestações de ansiedade. Ansiedade não é só pensamento acelerado. Ela é corporal. O corpo reage antes da mente. Muitas vezes você nem sabe exatamente com o que está ansiosa, mas o organismo já está em modo de alerta.
O que eu aconselho, de forma muito honesta, é buscar psicoterapia. Um psicólogo pode te ajudar a olhar para essa história de infância, para esses traumas, entender como eles moldaram seu funcionamento emocional hoje. Isso não é “remexer no passado sem sentido”, é reorganizar emocionalmente aquilo que ficou mal resolvido. É aí que acontece o verdadeiro “desbloqueio”, de forma saudável, científica e segura.
Se a ansiedade estiver muito intensa, um psiquiatra também pode ajudar avaliando se há necessidade de medicação por um período. Medicação não muda quem você é, mas pode diminuir o volume do sofrimento para que você consiga trabalhar essas questões na terapia.
Quero te dizer algo importante. O fato de você servir na pastoral, mesmo sentindo tudo isso, mostra força, compromisso e fé. Mas força não é aguentar calada. Força também é pedir ajuda.
Você não está “estragada” por causa do passado. Você está ferida. E feridas precisam de cuidado, não de julgamento. Existe caminho de melhora, sim. Existe alívio possível. Você não precisa viver em estado de tensão para sempre.
Procure ajuda profissional. Isso não vai te afastar da sua fé, pelo contrário, pode te fortalecer ainda mais por dentro.
Dr. Mário Neto, Phd
É possível, sim, que o que você esteja sentindo esteja relacionado à ansiedade e às experiências emocionais que viveu ao longo da vida. Situações que envolvem exposição, responsabilidade e expectativa, como estar à frente de uma pastoral, podem ativar respostas de alerta no corpo, mesmo quando a pessoa tem fé, vontade e preparo.
Mãos geladas, nervosismo constante e sensação de não conseguir “ficar normal” são manifestações comuns da ansiedade, especialmente quando há um histórico de traumas, ansiedade ou depressão. O corpo aprende a reagir em estado de defesa, mesmo quando o perigo não está presente.
Não se trata exatamente de “desbloqueio emocional”, mas de um processo terapêutico que ajude a:
compreender como esses traumas impactam suas reações atuais;
regular melhor as respostas do corpo à ansiedade;
fortalecer a sensação de segurança interna;
ressignificar experiências passadas que ainda reverberam no presente.
A psicoterapia é muito indicada nesses casos e pode caminhar junto com sua espiritualidade, sem conflito. Cuidar da saúde emocional não diminui a fé, ao contrário, ajuda a vivê-la com mais presença e tranquilidade.
Você não está fraca nem inadequada por sentir isso. Com o apoio certo, é possível exercer esse papel com mais serenidade e bem-estar.
Mãos geladas, nervosismo constante e sensação de não conseguir “ficar normal” são manifestações comuns da ansiedade, especialmente quando há um histórico de traumas, ansiedade ou depressão. O corpo aprende a reagir em estado de defesa, mesmo quando o perigo não está presente.
Não se trata exatamente de “desbloqueio emocional”, mas de um processo terapêutico que ajude a:
compreender como esses traumas impactam suas reações atuais;
regular melhor as respostas do corpo à ansiedade;
fortalecer a sensação de segurança interna;
ressignificar experiências passadas que ainda reverberam no presente.
A psicoterapia é muito indicada nesses casos e pode caminhar junto com sua espiritualidade, sem conflito. Cuidar da saúde emocional não diminui a fé, ao contrário, ajuda a vivê-la com mais presença e tranquilidade.
Você não está fraca nem inadequada por sentir isso. Com o apoio certo, é possível exercer esse papel com mais serenidade e bem-estar.
O que você descreve — nervosismo constante, mãos geladas, sensação de não conseguir “ficar normal” — não é falta de fé, nem fraqueza espiritual. É o corpo falando aquilo que, por muito tempo, precisou ficar silenciado.
Quando alguém carrega uma história marcada por traumas, ansiedade e episódios depressivos, o sistema emocional aprende a viver em estado de alerta. Mesmo em espaços significativos, como a pastoral ou o serviço religioso, o corpo pode reagir como se estivesse diante de perigo. Em termos psíquicos, é como se o passado ainda estivesse acontecendo no presente.
Esses sintomas físicos são muito comuns em quadros de ansiedade. Não significam que você esteja “despreparada” para a função que exerce, mas que há conteúdos emocionais antigos pedindo elaboração. O corpo não esquece aquilo que a mente tentou suportar sozinha.
A ideia de “desbloqueio emocional” costuma aparecer quando há sofrimento acumulado, mas, do ponto de vista psicológico, não se trata de destravar algo de forma pontual ou rápida. O que realmente ajuda é um processo contínuo de escuta, onde esses traumas possam ser nomeados, compreendidos e simbolizados. Na psicanálise, entendemos que aquilo que não encontra palavra tende a reaparecer como sintoma — muitas vezes no corpo.
A terapia não vai apagar sua história, mas pode ajudar você a não precisar revivê-la toda vez que assume um lugar de responsabilidade ou exposição. Aos poucos, o corpo deixa de viver em defesa constante, e a ansiedade perde força.
Buscar psicoterapia não é sinal de desvio espiritual nem de fracasso pessoal. É um gesto de cuidado consigo mesma. Fé e tratamento psicológico não se excluem — muitas vezes, caminham juntos.
Se você já reconhece que sua infância foi marcada por experiências difíceis e que isso ainda reverbera hoje, esse é um sinal importante de que você não precisa lidar com tudo sozinha. A análise pode ser um espaço seguro para compreender suas reações, aliviar o sofrimento e construir uma relação mais tranquila consigo mesma e com aquilo que você faz.
Quando alguém carrega uma história marcada por traumas, ansiedade e episódios depressivos, o sistema emocional aprende a viver em estado de alerta. Mesmo em espaços significativos, como a pastoral ou o serviço religioso, o corpo pode reagir como se estivesse diante de perigo. Em termos psíquicos, é como se o passado ainda estivesse acontecendo no presente.
Esses sintomas físicos são muito comuns em quadros de ansiedade. Não significam que você esteja “despreparada” para a função que exerce, mas que há conteúdos emocionais antigos pedindo elaboração. O corpo não esquece aquilo que a mente tentou suportar sozinha.
A ideia de “desbloqueio emocional” costuma aparecer quando há sofrimento acumulado, mas, do ponto de vista psicológico, não se trata de destravar algo de forma pontual ou rápida. O que realmente ajuda é um processo contínuo de escuta, onde esses traumas possam ser nomeados, compreendidos e simbolizados. Na psicanálise, entendemos que aquilo que não encontra palavra tende a reaparecer como sintoma — muitas vezes no corpo.
A terapia não vai apagar sua história, mas pode ajudar você a não precisar revivê-la toda vez que assume um lugar de responsabilidade ou exposição. Aos poucos, o corpo deixa de viver em defesa constante, e a ansiedade perde força.
Buscar psicoterapia não é sinal de desvio espiritual nem de fracasso pessoal. É um gesto de cuidado consigo mesma. Fé e tratamento psicológico não se excluem — muitas vezes, caminham juntos.
Se você já reconhece que sua infância foi marcada por experiências difíceis e que isso ainda reverbera hoje, esse é um sinal importante de que você não precisa lidar com tudo sozinha. A análise pode ser um espaço seguro para compreender suas reações, aliviar o sofrimento e construir uma relação mais tranquila consigo mesma e com aquilo que você faz.
Olá! Sinto muito que você esteja se sentindo assim. O que você descreve — nervosismo constante, mãos geladas, dificuldade de se sentir “normal” — é muito comum em quadros de ansiedade, especialmente quando envolve falar em público e responsabilidade. Traumas, ansiedade e depressão deixam marcas, e situações de exposição podem reativar essas sensações. Cuidar da saúde emocional com ajuda profissional é fundamental. Técnicas de respiração, preparo gradual para falar em público e acompanhamento terapêutico podem ajudar muito. Procure um psicólogo para te ajudar a superar.
Esses sintomas podem estar relacionados à ansiedade e a experiências traumáticas não elaboradas. Mãos geladas, nervosismo constante e sensação de estar “travada” são sinais comuns de hiperativação emocional. Não se trata de “desbloqueio” no sentido místico, mas de um processo terapêutico para trabalhar traumas, emoções e segurança interna. A psicoterapia é o caminho mais indicado para cuidar disso com profundidade e acolhimento.
Olha, acredito que você precisa entender sobre o que esses sintomas estão querendo sinalizar! Como é para você ser responsável pela pastoral da liturgia?
E por qual razão esses sentimentos estão se apresentando?
Se você diz ter tido uma infância difícil, pode ser que tenha alguma ligação com sua forma de lidar com situações assim!
E estudar a si é um caminho bom para você atender as suas necessidades, o que esses sintomas estão sinalizando, o que fazer diante disso… espero que tenha um bom estudo de si!
Um abraço
E por qual razão esses sentimentos estão se apresentando?
Se você diz ter tido uma infância difícil, pode ser que tenha alguma ligação com sua forma de lidar com situações assim!
E estudar a si é um caminho bom para você atender as suas necessidades, o que esses sintomas estão sinalizando, o que fazer diante disso… espero que tenha um bom estudo de si!
Um abraço
Estar sempre nervosa e com as mãos geladas indica uma resposta de ansiedade ativada, não um “bloqueio emocional”.
Pela Análise do Comportamento, experiências difíceis na infância podem aumentar a sensibilidade a situações de responsabilidade e exposição, mantendo o corpo em alerta.
Isso não se resolve com desbloqueios, mas com psicoterapia, que ajuda a compreender esses padrões e aprender novas formas de lidar com emoções e situações atuais.
Mesmo atuando na pastoral, cuidar da sua saúde emocional é fundamental e possível.
Pela Análise do Comportamento, experiências difíceis na infância podem aumentar a sensibilidade a situações de responsabilidade e exposição, mantendo o corpo em alerta.
Isso não se resolve com desbloqueios, mas com psicoterapia, que ajuda a compreender esses padrões e aprender novas formas de lidar com emoções e situações atuais.
Mesmo atuando na pastoral, cuidar da sua saúde emocional é fundamental e possível.
Olá, fico contente que você tenha conseguido colocar isso em palavras, porque o que você descreve não é pequeno — e certamente não é falta de fé, de preparo ou de vontade.
Essa sensação de estar sempre nervosa, com o corpo em alerta e as mãos geladas, costuma ter muito mais a ver com como o seu sistema emocional aprendeu a funcionar ao longo da vida do que com a situação atual em si. Quando alguém cresce em contextos difíceis, marcados por traumas, insegurança ou necessidade constante de se adaptar, o cérebro aprende cedo que é preciso estar vigilante. Mesmo anos depois, quando a vida está mais organizada, o corpo continua reagindo como se ainda precisasse se proteger. É como se ele não tivesse recebido a notícia de que o perigo passou.
Nesses casos, não estamos falando de “desbloqueio emocional” no sentido popular ou mágico da palavra. O que acontece, na prática, é um processo de regulação emocional que ainda não pôde se consolidar. Situações de exposição, responsabilidade ou expectativa — como estar à frente de uma pastoral — podem ativar memórias implícitas de cobrança, medo de errar ou de não ser suficiente. O sistema emocional reage antes mesmo de você conseguir pensar sobre isso. Você já percebeu se esse nervosismo aparece especialmente quando sente que precisa “dar conta” ou corresponder a algo maior do que você?
O histórico de ansiedade e depressão também é um dado importante, porque indica que esse sistema já esteve sobrecarregado antes. O corpo não esquece facilmente esses estados. Do ponto de vista da neurociência, áreas ligadas à ameaça e à antecipação podem continuar hiperativas, mantendo sintomas físicos mesmo quando não há um perigo real. Isso não significa regressão, nem fraqueza — significa que algo ainda pede cuidado e elaboração.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse ponto, especialmente abordagens que trabalham com trauma, esquemas emocionais e regulação do sistema nervoso. Não para “apagar” o passado, mas para permitir que o corpo e a mente aprendam, pouco a pouco, que hoje existe mais segurança do que antes. Se você já fez terapia, talvez valha retomar esse tema com mais profundidade; se não, esse pode ser um bom momento para começar, respeitando o seu ritmo. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica também pode ser útil para entender se há algo biológico mantendo essa ativação constante.
Esses sinais não são um defeito seu — eles contam uma história. A pergunta que pode ajudar agora é: o que dentro de você ainda está tentando se proteger, mesmo tantos anos depois? Esses temas merecem cuidado e delicadeza. Quando sentir que é o momento certo, a terapia pode ser um espaço seguro para trabalhar isso. Caso precise, estou à disposição.
Essa sensação de estar sempre nervosa, com o corpo em alerta e as mãos geladas, costuma ter muito mais a ver com como o seu sistema emocional aprendeu a funcionar ao longo da vida do que com a situação atual em si. Quando alguém cresce em contextos difíceis, marcados por traumas, insegurança ou necessidade constante de se adaptar, o cérebro aprende cedo que é preciso estar vigilante. Mesmo anos depois, quando a vida está mais organizada, o corpo continua reagindo como se ainda precisasse se proteger. É como se ele não tivesse recebido a notícia de que o perigo passou.
Nesses casos, não estamos falando de “desbloqueio emocional” no sentido popular ou mágico da palavra. O que acontece, na prática, é um processo de regulação emocional que ainda não pôde se consolidar. Situações de exposição, responsabilidade ou expectativa — como estar à frente de uma pastoral — podem ativar memórias implícitas de cobrança, medo de errar ou de não ser suficiente. O sistema emocional reage antes mesmo de você conseguir pensar sobre isso. Você já percebeu se esse nervosismo aparece especialmente quando sente que precisa “dar conta” ou corresponder a algo maior do que você?
O histórico de ansiedade e depressão também é um dado importante, porque indica que esse sistema já esteve sobrecarregado antes. O corpo não esquece facilmente esses estados. Do ponto de vista da neurociência, áreas ligadas à ameaça e à antecipação podem continuar hiperativas, mantendo sintomas físicos mesmo quando não há um perigo real. Isso não significa regressão, nem fraqueza — significa que algo ainda pede cuidado e elaboração.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse ponto, especialmente abordagens que trabalham com trauma, esquemas emocionais e regulação do sistema nervoso. Não para “apagar” o passado, mas para permitir que o corpo e a mente aprendam, pouco a pouco, que hoje existe mais segurança do que antes. Se você já fez terapia, talvez valha retomar esse tema com mais profundidade; se não, esse pode ser um bom momento para começar, respeitando o seu ritmo. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica também pode ser útil para entender se há algo biológico mantendo essa ativação constante.
Esses sinais não são um defeito seu — eles contam uma história. A pergunta que pode ajudar agora é: o que dentro de você ainda está tentando se proteger, mesmo tantos anos depois? Esses temas merecem cuidado e delicadeza. Quando sentir que é o momento certo, a terapia pode ser um espaço seguro para trabalhar isso. Caso precise, estou à disposição.
Olá! Os sintomas que você descreve, nervosismo intenso, mãos geladas e dificuldade de se sentir à vontade, são comuns em quadros de ansiedade, especialmente quando há uma história de traumas, ansiedade ou depressão desde a infância. Essas reações não indicam fraqueza ou falta de preparo, mas respostas aprendidas ao longo da vida.
Do ponto de vista da psicanálise, o tratamento não se baseia em um “desbloqueio” pontual, e sim em um processo de escuta que permita compreender o sentido desses sintomas e elaborar as experiências que os sustentam. Com acompanhamento psicológico, é possível reduzir o sofrimento e encontrar maneiras mais tranquilas de viver essas situações.
Do ponto de vista da psicanálise, o tratamento não se baseia em um “desbloqueio” pontual, e sim em um processo de escuta que permita compreender o sentido desses sintomas e elaborar as experiências que os sustentam. Com acompanhamento psicológico, é possível reduzir o sofrimento e encontrar maneiras mais tranquilas de viver essas situações.
Muitas vezes, experiências da infância e vivências traumáticas deixam marcas emocionais que podem se ativar em momentos de responsabilidade ou pressão, tornando difícil sentir-se tranquila. Trabalhar essas questões em um espaço seguro de psicoterapia pode ajudar a entender e integrar essas experiências, reduzindo a ansiedade e permitindo que você atue com mais presença e equilíbrio. Além disso, práticas simples, como exercícios de respiração, atenção aos sentidos ou pequenas pausas, podem ajudar a reduzir a tensão imediata e trazer sensação de controle. Com apoio, reflexão e estratégias de autorregulação, é possível desempenhar suas funções de forma mais leve e confiante, mesmo carregando experiências difíceis do passado.
Olá,
Como você está hoje?
Percebo o quanto você tenta seguir em frente e assumir responsabilidades, mesmo carregando uma história marcada por sofrimento. O corpo, às vezes, fala antes da mente, sinalizando que algo precisa de atenção e cuidado. Isso não quer dizer que você esteja falhando... muito pelo contrário, mostra que há algo em você pedindo por acolhimento. Na terapia, podemos criar um espaço seguro para que isso seja olhado com respeito e sem pressa.
Esses sintomas físicos (nervosismo constante, mãos geladas) costumam estar ligados a estados de ansiedade. Considerando sua história de traumas, ansiedade e depressão, faz muito sentido que isso reapareça em momentos de maior exigência emocional. Creio que possa haver uma correlação entre todos esses eventos que ocorreram durante sua infância, que, agora que você está em uma posição de grande significância para a comunidade religiosa, quando você se torna uma figura de referência e amparo às necessidades das pessoas, deve estar eclodindo como "necessidade de ajuste e enfrentamento". Para estar à disposição dos outros e abordar assuntos que tocam as dores humanas, é preciso primeiro saber ouvir e acolher as suas próprias.
Justamente por isso, o caminho ideal não seria o de um "desbloqueio imediato", afinal, talvez não haja técnica ou estratégia específica que venha a aplacar definitivamente essas angústias, mas sim um acompanhamento terapêutico que te ajude a integrar e/ou ressignificar essas experiências e a reduzir esse impacto na sua vida cotidiana. Como resposta a tudo isso, é muito possível que você passe a adotar uma postura mais tranquila e confiante diante dos novos desafios que assumiu.
Um abraço!
Espero que encontre forças para começar seu processo terapêutico e que não falte o desejo de se reconciliar com as experiências do seu Eu do passado!
Como você está hoje?
Percebo o quanto você tenta seguir em frente e assumir responsabilidades, mesmo carregando uma história marcada por sofrimento. O corpo, às vezes, fala antes da mente, sinalizando que algo precisa de atenção e cuidado. Isso não quer dizer que você esteja falhando... muito pelo contrário, mostra que há algo em você pedindo por acolhimento. Na terapia, podemos criar um espaço seguro para que isso seja olhado com respeito e sem pressa.
Esses sintomas físicos (nervosismo constante, mãos geladas) costumam estar ligados a estados de ansiedade. Considerando sua história de traumas, ansiedade e depressão, faz muito sentido que isso reapareça em momentos de maior exigência emocional. Creio que possa haver uma correlação entre todos esses eventos que ocorreram durante sua infância, que, agora que você está em uma posição de grande significância para a comunidade religiosa, quando você se torna uma figura de referência e amparo às necessidades das pessoas, deve estar eclodindo como "necessidade de ajuste e enfrentamento". Para estar à disposição dos outros e abordar assuntos que tocam as dores humanas, é preciso primeiro saber ouvir e acolher as suas próprias.
Justamente por isso, o caminho ideal não seria o de um "desbloqueio imediato", afinal, talvez não haja técnica ou estratégia específica que venha a aplacar definitivamente essas angústias, mas sim um acompanhamento terapêutico que te ajude a integrar e/ou ressignificar essas experiências e a reduzir esse impacto na sua vida cotidiana. Como resposta a tudo isso, é muito possível que você passe a adotar uma postura mais tranquila e confiante diante dos novos desafios que assumiu.
Um abraço!
Espero que encontre forças para começar seu processo terapêutico e que não falte o desejo de se reconciliar com as experiências do seu Eu do passado!
Os sintomas que você relata são comuns em quadros de ansiedade, especialmente em pessoas com histórico de traumas, ansiedade ou depressão. Não indicam necessariamente um “bloqueio emocional”, mas sinais de que seu corpo está em alerta. A psicoterapia é o caminho mais indicado para compreender essas reações e trabalhar as vivências passadas de forma segura. Caso deseje, fico à disposição para atendimento, inclusive online.
Olá, é necessário investigar melhor a causa dessa ansiedade, mas ela pode estar diretamente relacionada a responsabilidade da sua função. Ocupar uma posição de liderança não é tão simples quanto parece e pode desencadear ansiedade, angústia, hiperatividade, esgotamento e assim por diante. Aconselho a buscar um psicólogo especializado na área do trabalho.
Sugiro a você que considere iniciar uma psicoterapia, o que descreveu pode estar relacionado aos traumas que você mencionou, à ansiedade e depressão. Essas coisas são delicadas e merecem atenção e cuidado. Mas lembre-se: "Trauma pede escuta, não pressa". A psicoterapia oferece esse lugar de escuta e cuidado, qualidade e sigilo profissional, essas coisas podem te ajudar e olhar para o que te aconteceu e conseguir seguir em frente de uma forma melhor, mais tranquila, com mais qualidade de vida.
Seu corpo está tentando se regular diante de uma situação que, talvez, gere ansiedade para você. Se está te causando prejuízo, busque ajuda de um profissional. É possível que seus traumas não estejam elaborados e , por isso, voltem em forma de ansiedade, por exemplo. A psicoterapia colabora para você reconhecer seus gatilhos, compreender a função dos comportamentos e te ajuda a manejar suas emoções de forma mais saudável.
O que você descreve (nervosismo acentuado e mãos geladas ao assumir uma responsabilidade) são sinais clássicos de uma ativação do sistema nervoso autônomo. Suas mãos esfriam porque o corpo está desviando o sangue para os órgãos vitais, preparando-se para uma "ameaça" que, embora seja apenas uma função na pastoral, o seu cérebro interpreta como um perigo real.
Traumas de infância moldam como reagimos a situações de exposição social ou liderança hoje. O corpo "lembra" da insegurança do passado e reage com os sintomas físicos que você sente.
O caminho para a estabilidade passa por psicoterapia para processar essas memórias da infância e ensinar seu sistema nervoso que o presente é seguro. O acompanhamento psiquiátrico também é fundamental para avaliar se há necessidade de suporte farmacológico para modular essa ansiedade física.
Se sentir que é o momento de buscar esse suporte, coloco-me à disposição para auxiliá-la nesse processo de cuidado e autoconhecimento.
Traumas de infância moldam como reagimos a situações de exposição social ou liderança hoje. O corpo "lembra" da insegurança do passado e reage com os sintomas físicos que você sente.
O caminho para a estabilidade passa por psicoterapia para processar essas memórias da infância e ensinar seu sistema nervoso que o presente é seguro. O acompanhamento psiquiátrico também é fundamental para avaliar se há necessidade de suporte farmacológico para modular essa ansiedade física.
Se sentir que é o momento de buscar esse suporte, coloco-me à disposição para auxiliá-la nesse processo de cuidado e autoconhecimento.
Você está tendo sintomas significativos e tem ma historia de situações que te marcaram emocionalmente é importante que você faça um tratamento com psicólogo para entender todas as suas reações.
O que você descreve, como nervosismo intenso e mãos geladas, pode estar relacionado à ansiedade, especialmente em situações de responsabilidade ou exposição. Quando existe uma história de traumas e episódios anteriores de ansiedade e depressão, é importante olhar para isso com cuidado, pois experiências do passado podem ser reativadas em momentos específicos da vida. Não se trata exatamente de “desbloquear” algo, mas de compreender o que essas reações estão comunicando sobre sua história e seus sentimentos atuais. Um acompanhamento psicológico pode ajudar nesse processo. Buscar ajuda é um gesto de cuidado com você mesma.
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