Estou tomando venlafaxina de menor dosagem, ha 3 meses para enxaqueca. Nos 2 primeiros estava tudo b
Estou tomando venlafaxina de menor dosagem, ha 3 meses para enxaqueca. Nos 2 primeiros estava tudo bem agora comecei a sentir tontura e dor de cabeça o dia todo. Será que devería aumentar a dose?
5 respostas
Provavelmente, além de que 37.5mg (menor dose existente) acaba sendo subdosagem, sendo recomendada apenas para início do tratamento.
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Além da própria cefaleia a tontura também é muito comum em portadores de enxaqueca, a recorrência desses sintomas pode representar uma piora do quadro e o aumento da dose da venlafaxina seria uma opção válida, converse com seu médico sobre essa possibilidade.
Olá! Essa é uma dúvida muito comum e bastante importante — especialmente porque a venlafaxina é um medicamento que pode tanto tratar quanto, em alguns casos, causar sintomas como dor de cabeça e tontura, dependendo da dose e da adaptação do organismo. A venlafaxina é um antidepressivo da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN). Além de atuar na ansiedade e no humor, ela é usada em baixas doses como preventivo para enxaqueca crônica e cefaleia tensional. Sobre os sintomas que você descreve: Tontura e dor de cabeça contínua podem ocorrer quando há flutuação na concentração da medicação no sangue, o que pode acontecer: se a dose for muito baixa e o organismo já tiver se acostumado (perdendo o efeito terapêutico); se houver atrasos ou irregularidade nos horários da tomada; ou se estiver ocorrendo interação com outros medicamentos, café em excesso, desidratação ou sono irregular. Também é possível que o quadro atual de dor de cabeça não seja efeito da venlafaxina, mas sim uma nova crise de enxaqueca, desencadeada por fatores hormonais, alimentares, emocionais ou mudanças de rotina. Sobre aumentar a dose: O ajuste de dose deve ser feito exclusivamente pelo seu neurologista, pois a venlafaxina tem doses terapêuticas bem específicas — e aumentos sem supervisão podem causar: Aceleração dos batimentos cardíacos, Aumento da pressão arterial, Mais tontura ou ansiedade, E, em algumas pessoas, cefaleia paradoxal (dor provocada por excesso de serotonina). Geralmente, o médico avalia: Se os sintomas são efeito colateral, abstinência leve entre as doses ou retorno da enxaqueca; E decide se é melhor ajustar a dose, mudar o horário de uso ou associar outro preventivo. O que você pode fazer até ser reavaliada: 1⃣ Tome o medicamento sempre no mesmo horário, sem pular doses. 2⃣ Mantenha boa hidratação, alimentação regular e sono suficiente, pois pequenas alterações pioram o controle da enxaqueca. 3⃣ Evite café, bebidas energéticas e álcool, que podem potencializar a tontura. 4⃣ Anote a frequência e a intensidade das dores — isso ajuda o neurologista a avaliar se o padrão da enxaqueca mudou. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O ideal é que você retorne ao seu neurologista antes de ajustar a dose, para definir se a tontura é um efeito do remédio ou um sinal de que ele precisa ser trocado ou ajustado. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica e tratamento preventivo da enxaqueca, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
É comum que, com o uso da venlafaxina, o corpo leve um tempo para se adaptar - e às vezes, depois de um período bem controlado, surgem tonturas, mal-estar ou dor de cabeça contínua. Esses sinais nem sempre significam que a dose está baixa. Podem indicar que o organismo mudou a forma de responder ao medicamento, ou que outros fatores (sono, ansiedade, alimentação) estão interferindo. Antes de ajustar por conta própria, o ideal é reavaliar o tratamento com um neurologista. Em consulta, é possível entender o motivo dessa piora e definir se vale ajustar a dose, o horário ou até repensar a estratégia de prevenção.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.



