Existe “auto-dissimulação” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
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Existe “auto-dissimulação” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
Sim, no Transtorno de Personalidade Borderline pode ocorrer uma forma de “auto-dissimulação”, em que a própria pessoa tem dificuldade de reconhecer, sustentar ou integrar o que sente, levando a percepções internas fragmentadas e mutáveis, não por intenção de enganar, mas como efeito de defesas psíquicas diante de emoções intensas, o que reforça a importância do acompanhamento profissional para ajudar a dar consistência e sentido a essas experiências.
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A ideia de “auto-dissimulação” pode até ser usada como uma forma de descrever um fenômeno, mas não é um termo técnico clássico. Ainda assim, ele aponta para algo que aparece com certa frequência no Transtorno de Personalidade Borderline: momentos em que a pessoa não apenas “mostra algo diferente para o outro”, mas também perde clareza sobre o que realmente está sentindo ou pensando.
Em alguns estados emocionais mais intensos, o sistema emocional pode ficar tão ativado que a pessoa passa a acreditar plenamente em uma versão momentânea da realidade. Não é exatamente uma mentira para si mesma. É mais como se aquela experiência interna fosse, naquele instante, a única verdade disponível. Em outro momento, com o estado emocional diferente, uma nova “verdade” surge, e isso pode dar a impressão de contradição ou até de falta de autenticidade.
Do ponto de vista clínico, isso se aproxima mais de uma dificuldade de integração da identidade e de mentalização do que de uma tentativa consciente de se enganar. O cérebro, quando está sob alta carga emocional, tende a simplificar, polarizar e reorganizar a percepção para dar conta do impacto afetivo. Por isso, o que a pessoa sente pode mudar de forma abrupta, e ela mesma pode ter dificuldade de entender essas mudanças.
Talvez valha refletir: quando essas mudanças acontecem, você sente que está “escolhendo” aquilo ou simplesmente percebe que aquilo se impõe? Existe um momento posterior em que você olha para trás e estranha o que sentiu ou fez? E nesses momentos mais intensos, o que parece estar em jogo emocionalmente?
Na terapia, o trabalho costuma ajudar justamente a ampliar essa capacidade de se observar em diferentes estados, integrar experiências internas e construir uma sensação de continuidade. Com o tempo, isso tende a reduzir essa sensação de estar “desconectado de si mesmo”.
Caso precise, estou à disposição.
A ideia de “auto-dissimulação” pode até ser usada como uma forma de descrever um fenômeno, mas não é um termo técnico clássico. Ainda assim, ele aponta para algo que aparece com certa frequência no Transtorno de Personalidade Borderline: momentos em que a pessoa não apenas “mostra algo diferente para o outro”, mas também perde clareza sobre o que realmente está sentindo ou pensando.
Em alguns estados emocionais mais intensos, o sistema emocional pode ficar tão ativado que a pessoa passa a acreditar plenamente em uma versão momentânea da realidade. Não é exatamente uma mentira para si mesma. É mais como se aquela experiência interna fosse, naquele instante, a única verdade disponível. Em outro momento, com o estado emocional diferente, uma nova “verdade” surge, e isso pode dar a impressão de contradição ou até de falta de autenticidade.
Do ponto de vista clínico, isso se aproxima mais de uma dificuldade de integração da identidade e de mentalização do que de uma tentativa consciente de se enganar. O cérebro, quando está sob alta carga emocional, tende a simplificar, polarizar e reorganizar a percepção para dar conta do impacto afetivo. Por isso, o que a pessoa sente pode mudar de forma abrupta, e ela mesma pode ter dificuldade de entender essas mudanças.
Talvez valha refletir: quando essas mudanças acontecem, você sente que está “escolhendo” aquilo ou simplesmente percebe que aquilo se impõe? Existe um momento posterior em que você olha para trás e estranha o que sentiu ou fez? E nesses momentos mais intensos, o que parece estar em jogo emocionalmente?
Na terapia, o trabalho costuma ajudar justamente a ampliar essa capacidade de se observar em diferentes estados, integrar experiências internas e construir uma sensação de continuidade. Com o tempo, isso tende a reduzir essa sensação de estar “desconectado de si mesmo”.
Caso precise, estou à disposição.
Sim, embora o termo técnico mais comum na psicologia seja masking (mascaramento) ou dissimulação defensiva, esse fenômeno é uma característica frequente no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).
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