Fui diagnosticada com depressão severa, tenho crises de ansiedade e síndrome do pânico. Fumo muito e
Fui diagnosticada com depressão severa, tenho crises de ansiedade e síndrome do pânico. Fumo muito e como muito quando ansiosa. Minha psiquiatra receitou Bupropiona 150mg 2 comprimidos Topiramato 50 mg 1 comprimido, estou tomando há 6 meses os sintomas da depressão não tenho mais. Mas as crises de ansiedade estão piores, não diminuiu minha vontade de fumar nem de comer. Tomo o Topiramato a noite antes de dormir de dia impossível pois ele me deixa como se eu estivesse bêbada.(era para tomar depois do almoço) Sempre comento com minha psiquiatra os efeitos colaterais que sinto mas ela ignora...Devo procurar uma segunda opinião ? Mudar de psiquiatra?
13 respostas
É importante associar a psicoterapia ou a psicanálise ao tratamento medicamentoso. Muitas vezes existem questões sobre as quais é preciso falar, e isso melhora a compreensão da ansiedade e de outros mal-estares que possam estar te incomodando.
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Como dito pelo colega as psicoterapias ajudam no tratamento psiquiatrico, quanto a duvida sobre uma segunda opinião acredito que vocé deva conversar suas duvidas com a sua médica mas se vc ainds nao se sentir satisfeita deve sim buscar uma na qual você se sinta mais segura.
Sim, acredito que você deve procurar uma segunda opinião, já que está se sentindo ignorada em relação aos efeitos da medicação. Se suas crises de ansiedade não diminuiram seria importante pedir ajuda a um psicólogo para que possa falar do que lhe deixa ansiosa a ponto de comer e fumar muito, pois parece que somente os medicamentos não estão abarcando todas as suas questões.
Como você já deve ter percebido, tomar remédio apenas não resolve o problema. É importante que você tenha uma conversa franca com seu médico a respeito do que você tem achado do tratamento, mas também acho importante frisar que o tratamento com o psiquiatra normalmente privilegia a via medicamentosa. Ou seja, o médico irá, a partir dos sintomas que você relatar, receitar o medicamento que ele acredita ser mais adequado no tratamento destes sintomas, sem, contudo, realizar profundas investigações quanto à causa de seu sofrimento. Acredito que uma boa opção de tratamento seria também com um psicanalista ou psicólogo. A depressão pode estar associada a uma série de fatores. Apenas falando a um profissional com uma escuta qualificada você poderá compreender as origens do seu sofrimento e assim, poderá de fato, tratá-lo com maior profundidade. A psicanálise nos ensina que a voz do inconsciente não cala, até ser ouvida. O que você pode estar precisando, de fato, é de alguém que te escute. Sugiro que procure um psicanalista. Boa sorte.
Olá! Acredito ser importante sim buscar uma segunda opinião uma vez que sente não ser ouvida pela sua psiquiatra. Será que somente ela não te ouve? Não menciona fazer terapia o que seria ideal. Os resultados do medicamento associado à psicoterapia que é um trabalho de autoconhecimento tem resultados muitos bons com a diminuição do sintoma ou até extinção dos mesmo. Sou especialista em Saúde Mental e fico à disposição. Um abraço
Olá! Em relação a sua psiquiatra, se ela não está te ouvindo, se o diálogo não está sendo totalmente claro e fluido, seria importante você procurar outro psiquiatra. O acompanhamento psiquiátrico é importante em sofrimentos maiores como os que você descreveu, porém, o acompanhamento com um psicólogo é essencial também. Na psicoterapia, você poderá compreender melhor e fazer com que essas manifestações (ansiedade, ataques do pânico), sumam, tanto através de reflexões como do uso de certas técnicas psicológicas. Fico a disposição caso queira conversar mais a respeito. Abs.
Já pensou em associar a psicoterapia? Normalmente a Terapia Cognitivo comportamental tem muito sucesso em quadros de ansiedade. A bup e o topiramato são bons para compulsão alimentar e tabagismo, mas sinto informar que sem a terapia você vai dar com os burros na agua. A TCC te ensina técnicas de manejo da ansiedade, a conseguir lidar com a fissura, técnicas de respiração que acabam com os sintomas físicos de ansiedade em poucos dias. Você controlando a ansiedade, fica bem mais fácil lidar com o tabagismo e hiperfagia. A terapeuta pode criar junto com você estratégias efetivas para de forma gradual, dividindo em mini metas para parar de fumar, diminuir a ingesta de alimentos, controlar a ansiedade. Ensinar você como se ocupar e não se preocupar, parar de dizer e se??? Aprender a viver o momento e não o que tem para fazer depois. Aprender a não catastrofizar, deixar de lado o perfeccionismo, entender que não temos o controle de nada na vida, que você pode ser capaz de lidar com as coisas quando elas aparecerem, que você é bem mais forte do que pensa, que o mundo não é ameaçador. Que você não precisa ser perfeita. Enfim, muitas coisinhas. Pense nisso. Abraço.
O tratamento medicamentoso leva alguns meses para atingir seu efeito pleno, e nao deve ser interrompido sem prévio conhecimento de seu médico. Associando o tratamento psiquiatrico com acompanhamento regular de um psicólogo a remissão dos sintomas será gradual e efetiva. Se continuar em duvida deve sim procurar outra opinião
Olá, sugiro buscar auxílio do psicólogo para compreender os comportamentos de ansiedade, pânico e outros, principalmente para perceber o que potencializa ou reduz estas sensações. Fazer terapia com o psicólogo e associar o uso de medicamentos é uma estratégia importante, pois, apenas fazer uso de medicamentos sem mudar o padrão comportamental, infelizmente não lhe trará retorno. Buscar uma atividade física que você se identifique também contribuirá para reduzir sua ansiedade, reduzir o tabagismo, adotar hábitos mais saudáveis e fazer amigos.
Mudar de psiquiatra implica em recomeçar um acompanhamento, o que pode ser dispendioso não só financeiramente como também do seu tempo pois, vai ter que contar toda sua historia novamente ao novo profissional. A psiquiatra que te acompanha hoje já conhece sua história e seu problema. Por esta razão entendo que primeiramente seria importante tentar compreender o motivo que leva sua psiquiatra a ignorar suas reclamações. Questione ela sobre isso! Muitas vezes não temos coragem de perguntar e tirar as dúvidas com o profissional, mas é importante que todas elas sejam esclarecidas, e, um bom profissional o fará sem nenhum problema. Porém, caso não houver um esclarecimento de suas dúvidas aí sim entendo que buscar um novo profissional é a alternativa que resta.
Olá. É essencial que sinta confiança no profissional que estiver dando atendimento, sendo ele da Psiquiatria, Psicologia etc. Nesse caso, antes de mudar de profissional, pode ser interessante conversar novamente com ele, expondo suas impressões. Se ainda assim estiver desconfortável, conhecer outro profissional poderá ajudar. Sempre importante receber uma segunda opinião, que lhe traga mais conforto e segurança. Um tratamento psicoterápico pode auxiliar a entender a forma como se expressa e possíveis dificuldades em comunicar-se, assim como entender as causas da depressão e ansiedade. Abçs.
Seu relato é muito importante e demonstra que você está acompanhando de forma responsável o próprio tratamento. A melhora da depressão é um bom sinal, mas o fato de as crises de ansiedade persistirem ou até piorarem e de os efeitos colaterais estarem comprometendo sua rotina mostra que o esquema medicamentoso precisa ser reavaliado com atenção. A bupropiona, embora eficaz contra a depressão e no auxílio para cessar o tabagismo, pode aumentar a ansiedade, insônia e agitação em algumas pessoas, especialmente nas doses mais altas. Já o topiramato tem efeito estabilizador do humor e pode ajudar a reduzir compulsões, mas também pode causar lentificação cognitiva, tontura, sonolência e confusão mental, sintomas que você descreveu ao tomá-lo durante o dia. Esses efeitos não devem ser ignorados — eles indicam que o organismo não está tolerando bem a dose ou o horário de uso. O ideal seria que sua médica reavaliasse as doses, ajustasse o momento de administração ou até considerasse outras opções farmacológicas com melhor tolerabilidade para ansiedade e controle de impulsos. Quando o profissional não acolhe suas queixas ou não considera seus sintomas na tomada de decisão, buscar uma segunda opinião médica é totalmente legítimo e, muitas vezes, necessário. Um novo olhar pode trazer ajustes simples capazes de melhorar muito a qualidade de vida e o equilíbrio emocional. Além disso, é fundamental associar psicoterapia, especialmente terapia cognitivo-comportamental (TCC), que ajuda a controlar a ansiedade, o impulso de fumar ou comer em excesso e a desenvolver novas estratégias de enfrentamento. Não interrompa os medicamentos por conta própria, mas agende uma nova avaliação médica — possivelmente com outro especialista — para revisar seu tratamento com segurança. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, depressão, ansiedade, compulsão e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.









