Minha esposa foi vítima de abuso sexual quando era adolescente e hoje não consigo fazê-la atingir o
7
respostas
Minha esposa foi vítima de abuso sexual quando era adolescente e hoje não consigo fazê-la atingir o orgasmo. Sempre conversamos sobre, sempre tento deixar ela o mais confortável possível e livre pra ela fazer o que quiser e do jeito que quiser, mas não conseguimos chegar lá. Tenho dúvidas sobre como posso ajudá-la da forma mais respeitosa possível, se tem algo mais que eu possa fazer ou como fazer??
É muito comum que o orgasmo seja popularmente associado ao desempenho do parceiro, mas no campo da ciência, sabe-se que o orgasmo é muito mais relacionado a quem o tem, pois cabe a cada um aprender a deixá-lo acontecer. Assim, quando o orgasmo ocorre, não é o parceiro “que consegue”; o orgasmo é uma conquista, ou uma habilidade, própria de quem o tem. Por isso, ninguém mais, a não ser a própria pessoa, é que tem o potencial de fazê-la chegar ao orgasmo, e se alguém está tendo dificuldades para tanto, é importante que olhe para a questão e a trabalhe em terapia aspectos psicológicos e emocionais atrelados, que podem estar associados a abusos e traumas ou até mesmo ao desconhecimento em sexualidade.
A dedicação do parceiro pode contribuir muito para uma relação mais prazerosa quando ele escuta as preferências da pessoa e se propõe a realizar os estímulos adequados, não há dúvidas disso, mas há um limite do que ele pode fazer pelo outro. Inclusive, é importante entender a expectativa em torno do orgasmo e cuidar que a sua busca não o coloque como uma obrigação e nem vire cobrança. As relações sexuais envolvem muito mais do que os genitais e podem ser satisfatórias com ou sem orgasmo, ficando isso a critério de cada um. Caso sua esposa esteja insatisfeita com esse contexto (ao qual chamamos de anorgasmia), você pode sugerir a ela a terapia sexual, para um auxílio profissional especializado, que pode avaliar o quadro (se primária, secundária, total ou situacional), entender sua origem e propor intervenções. É muito bonito ver seu cuidado com o prazer dela e o desejo de agradá-la, mas não coloque sob sua responsabilidade uma tarefa que não é sua. Você, enquanto parceiro, já está fazendo todo o possível com sua atual postura de incentivar que ela se experimente. Agora, caso ela deseje melhorar a anorgasmia, o ideal seria buscar terapia sexual para compreender a dificuldade, trabalhar aspectos psicológicos/emocionais e auxiliar no processo de construir uma prática sexual mais satisfatória. Em suma, os resultados são ótimos. Espero ter ajudado, fico à disposição caso queira conversar.
A dedicação do parceiro pode contribuir muito para uma relação mais prazerosa quando ele escuta as preferências da pessoa e se propõe a realizar os estímulos adequados, não há dúvidas disso, mas há um limite do que ele pode fazer pelo outro. Inclusive, é importante entender a expectativa em torno do orgasmo e cuidar que a sua busca não o coloque como uma obrigação e nem vire cobrança. As relações sexuais envolvem muito mais do que os genitais e podem ser satisfatórias com ou sem orgasmo, ficando isso a critério de cada um. Caso sua esposa esteja insatisfeita com esse contexto (ao qual chamamos de anorgasmia), você pode sugerir a ela a terapia sexual, para um auxílio profissional especializado, que pode avaliar o quadro (se primária, secundária, total ou situacional), entender sua origem e propor intervenções. É muito bonito ver seu cuidado com o prazer dela e o desejo de agradá-la, mas não coloque sob sua responsabilidade uma tarefa que não é sua. Você, enquanto parceiro, já está fazendo todo o possível com sua atual postura de incentivar que ela se experimente. Agora, caso ela deseje melhorar a anorgasmia, o ideal seria buscar terapia sexual para compreender a dificuldade, trabalhar aspectos psicológicos/emocionais e auxiliar no processo de construir uma prática sexual mais satisfatória. Em suma, os resultados são ótimos. Espero ter ajudado, fico à disposição caso queira conversar.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Concordo com a colega. É importante não se cobrar o desempenho tendo o orgasmo da parceira como indicador, antes disso deve-se conhecer o que a agrada sexualmente, e se tiverem abertura suficiente, saber se ela consegue atingir o orgasmo sozinha ou se também apresenta anorgasmia ao se auto estimular. Recomendo que se consultem com profissionais
Olá,
Apesar de seu esforços e compreensão e muito comum pessoas que sofreram abuso ter dificuldade na área sexual.
Nestes casos o mais indicado é buscar um sexólogo para que ela trabalhe o trauma e ressignifique a sua vida sexual
Apesar de seu esforços e compreensão e muito comum pessoas que sofreram abuso ter dificuldade na área sexual.
Nestes casos o mais indicado é buscar um sexólogo para que ela trabalhe o trauma e ressignifique a sua vida sexual
Olá, a questão do abuso sexual é um tema muito sensivel e traumatico, sempre é muito delicado, pois o toque forçado marca a pessoa, por isso que deve ser um tema que necessita de terapia. Há sim possibilidade de voltar a ter uma vida sexual saudavel, claro que terá uma marca para o resto da vida, mas pode ressignificar e reelaborar o trauma de forma quase que total e fazer com que a memoria do trauma consiga se transformar em um desejo possível de vontade sexual. Seria interessante que esse tema fosse trabalhado em terapia, muitas vezes por mais que voce tenha força de vontade e a melhor das intenções, este tema precisa ser tratado com um profissional especializado e acostumado a lhe da com este tema. Fico a disposição!
Te convidamos para uma consulta: Consulta psicologia - R$ 120
Você pode reservar uma consulta através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta.
Você pode reservar uma consulta através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta.
Sinto muito ouvir sobre a experiência traumática vivida por sua esposa. É importante reconhecer que o trauma de abuso sexual pode ter um impacto significativo na saúde sexual e emocional de uma pessoa.
Aqui estão algumas sugestões para ajudar sua esposa de forma respeitosa e suportiva:
1. Comunicação aberta e empática: Continue mantendo uma linha de comunicação aberta e honesta com sua esposa. Encoraje-a a compartilhar seus sentimentos, medos e desejos relacionados à intimidade sexual. Tenha em mente que ela pode precisar de tempo e paciência para se sentir à vontade para discutir essas questões.
2. Respeite seus limites: É fundamental respeitar os limites e as preferências de sua esposa. Esteja atento aos sinais de desconforto ou ansiedade durante a intimidade sexual e esteja disposto a ajustar ou interromper a atividade se necessário.
3. Procure ajuda profissional: Considere a possibilidade de procurar a orientação de um terapeuta sexual ou um terapeuta especializado em trauma. Esses profissionais podem fornecer suporte, orientação e técnicas terapêuticas específicas para ajudar sua esposa a lidar com o trauma e a recuperar sua saúde sexual.
4. Explore outras formas de intimidade: Lembre-se de que o sexo não se limita à penetração ou ao orgasmo. Experimente outras formas de intimidade, como carícias, toques, massagens sensuais e outras atividades que possam promover a conexão emocional e o prazer mútuo.
5. Paciência e amor incondicional: Lembre-se de que a cura do trauma é um processo, e cada pessoa tem seu próprio ritmo. Tenha paciência, seja compreensivo e demonstre amor incondicional à sua esposa durante todo o processo.
É importante lembrar que cada pessoa é única e pode responder de maneira diferente. O apoio profissional especializado pode ser fundamental para ajudar sua esposa a trabalhar através do trauma e recuperar sua saúde sexual. Espero ter ajudado em suas reflexões. Abraços, Betânia Tassis
Aqui estão algumas sugestões para ajudar sua esposa de forma respeitosa e suportiva:
1. Comunicação aberta e empática: Continue mantendo uma linha de comunicação aberta e honesta com sua esposa. Encoraje-a a compartilhar seus sentimentos, medos e desejos relacionados à intimidade sexual. Tenha em mente que ela pode precisar de tempo e paciência para se sentir à vontade para discutir essas questões.
2. Respeite seus limites: É fundamental respeitar os limites e as preferências de sua esposa. Esteja atento aos sinais de desconforto ou ansiedade durante a intimidade sexual e esteja disposto a ajustar ou interromper a atividade se necessário.
3. Procure ajuda profissional: Considere a possibilidade de procurar a orientação de um terapeuta sexual ou um terapeuta especializado em trauma. Esses profissionais podem fornecer suporte, orientação e técnicas terapêuticas específicas para ajudar sua esposa a lidar com o trauma e a recuperar sua saúde sexual.
4. Explore outras formas de intimidade: Lembre-se de que o sexo não se limita à penetração ou ao orgasmo. Experimente outras formas de intimidade, como carícias, toques, massagens sensuais e outras atividades que possam promover a conexão emocional e o prazer mútuo.
5. Paciência e amor incondicional: Lembre-se de que a cura do trauma é um processo, e cada pessoa tem seu próprio ritmo. Tenha paciência, seja compreensivo e demonstre amor incondicional à sua esposa durante todo o processo.
É importante lembrar que cada pessoa é única e pode responder de maneira diferente. O apoio profissional especializado pode ser fundamental para ajudar sua esposa a trabalhar através do trauma e recuperar sua saúde sexual. Espero ter ajudado em suas reflexões. Abraços, Betânia Tassis
Pessoas que sofrem abuso sexual, sentem associações mentais com o evento traumático na h9ra do sexo. Esses pensament9s necessitam ser ressignificados na realidade atual do casal. Vejo que você se sente um pouco retraído e pre9cupqdo por ela, dando-lhe o seu melhor e solidário. Busquem terapia de casal. E relatem com franqueza detalhes e medos
Estou aqui para ajudar
Estou aqui para ajudar
Olá! Sua postura de respeito e cuidado já é muito importante. Histórias de abuso podem, sim, impactar a vivência sexual, inclusive a resposta orgástica. Não se trata de falta sua, mas de algo que precisa ser elaborado no tempo dela. O ideal é que ela tenha acompanhamento terapêutico especializado em sexualidade e traumas, para que consiga se reconectar ao prazer de forma segura. A terapia de casal também pode ajudar vocês nesse processo.
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Olá , Sou casada a 14 anos , tenho uma vida sexual ativa com meu esposo . De uns anos para cá , ele vem falando umas coisas que não me sinto nada confortável e isso tora totalmente minha vontade, ele fala em me ver com outros caras , pagar viagens com acompanhantes , isso me deixa triste , já falei…
- Olá. Boa tarde. Estou casado há 3 anos, nesse período nossa relação sexual reduziu, mas tal fato não marcou muito. Entretanto nas últimas noites quando acordei de madrugada vi minha esposa se masturbando, fato que eu achei excitante. Porém ela nega que estava, como devo proceder para abordar o assunto…
- Meu namorado não faz sexo comigo, em 1 ano de namoro fizemos duas vezes e outras 3 foram tentativas frustradas porque ele não ficou excitado o suficiente e eu acabei muito mal chorando e tal, o que só fez ele ficar mais travado, ele diz sentir desejo mas sua ansiedade é maior. mas isso tá acabando com…
- Estou casada 17 anos meu marido e grosso comigo me xinga ,e não é carinhoso,ele já me traiu meu sentimentos mudou ,e agora descobri TB que ele sente atração homens estava desconfiada,eu me sinto solteira por causa do jeito nele comigo,conheci uma pessoa na academia senti atraida por ele e ele TB por…
- Nunca tive experiência sexual, porém sinto muita vontade, praticamente todo os dias eu penso e sinto q esses pensamento me atrapalha,é normal ?
- Olá, tenho um relacionamento há 4 anos e minha parceira não toca na minha região íntima, toca em outras regiões, mas não toca na minha região íntima, parece não ter interesse por essa parte do meu corpo, isso é comum?
- Boa tarde, no ato sexual só consigo gozar me masturbando, não consigo pela penetração, isso é normal?
- Bom dias,meu esposo gosta de sexo anal e eu não gosto,o que eu faço?
- Eu tenho 30 anos, sou forte, faço exercícios bebo socialmente, sou viciado em fazer sexo, eu quero fazer sexo todos os dias, toda hora, se minha companheira deixasse, pois a mesma não gosta. Aí fico na dúvida será que eu, tenho algum problema ou é normal. Costumo me masturbar todos os dias para entender…
- Olá tenho uma dúvida muito séria meu companheiro vez em outra faz uso de cocaína isso não é sempre é de vez em quando porém ele quando usa isso busca ver vídeos de sexo com trans, busca site gay, e diz que queria me ver tradando com outro homem e que esse homem tbm penetrasse ele, eu disse que não consigo…
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 191 perguntas sobre Terapia sexual
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.