Minha sobrinha de 4 anos fala muito sobre sua própria morte. Sonha com isso. Pode ser sinal de um co

31 respostas
Minha sobrinha de 4 anos fala muito sobre sua própria morte. Sonha com isso. Pode ser sinal de um comportamento suicida? Como devo agir?
 Gustavo Moraes
Psicólogo, Psicanalista
Jacareí
Boa tarde! Busque uma psicóloga infantil para entender de forma clara e precisa essa fala. Devemos entender como uma criança de 4 anos pode pensar em suicídio? O primeiro ponto é ela entender o que é morte, pois se ela não tem uma clareza do que seria a morte, é difícil que a mesma pense em suicídio como um auto aniquilação. A perspectiva da morte se apresenta no campo teórico sobre três características: irreversibilidade (não se pode voltar da morte), universalidade (todos morrem), não funcionalidade (independente da comunicação que se possa ter com o ente que faleceu). Uma criança de 7 a 9 anos adquirem esses conceitos, mas as crianças tem suas especificidades. Por exemplo, a criança que passa pelo processo de tratamento de uma doença, como o câncer ou crianças que vivem em comunidades violentas que se deparam com a morte no seu cotidiano, são crianças que lidam com a experiência da morte de forma mais rotineira. Pensando em prevenção de suicídio, uma grande estratégia é o acesso ao meio, ou seja, se conseguimos dificultar ou impedir o acesso ao meio, a forma que a pessoa irá tentar suicídio, conseguimos prevenir o suicídio. Uma vez que a criança que está com alteração no comportamento, principalmente manifestações de impulsividade, é preciso ficar cada vez mais atento, e convém aos pais pedirem ajuda que pode ser na comunidade, na escola, no posto de saúde próximo à sua casa, ao pediatra que atende a criança para verificar o que de fato pode está acontecendo com a criança.

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 Adriana Vilela Vitorino
Psicanalista, Terapeuta complementar
Ourinhos
Se sua sobrinha sonha constantemente com esse tema, provável que tenha algum conteúdo em sua mente insconsciente sobre esse conteúdo.
Alguma coisa que ela tenha visto, ouvido ou sentido. Algum comentário de familiar, algo na tv, por exemplo.
Também é necessário analisar o conteúdo manifesto e o conteúdo latente do sonho, além de olhar para o período de gestação e primeiros anos de vida.
Existe um processo chamado Golden Sleep Talk que é excelente para esses casos.
Atendi um caso assim e a menina havia sido separada da mãe quando nasceu por problemas de saúde da mãe, ela sempre sonhava com um homem de branco vindo buscá-la.
É só um exemplo.
Espero ter ajudado.
 Alexssandler Rossi
Psicólogo, Psicanalista
São José dos Campos
Olá tudo bem? Não necessariamente falar ou sonhar com morte é sinal de comportamento suicida, mais importante é conversar com a sua sobrinha, seus pais na tentativa de compreender o que a morte representa para essa família, se houve recentemente algum contato com a morte. É importante que ela se sinta à vontade para falar sobre esse tema, que em nossa sociedade se trata de um tabu, antigamente as pessoas tinham mais contato com a morte, se velavam os mortos em casa, atualmente as pessoas não morrem mais, vão a óbito.
Seria importante ter um espaço de acolhimento, com manejo técnico para poder auxilia-la durante esse momento, sugiro que procure um profissional da psicologia para que possa compreender e fazer intervenções caso necessário.
Boa noite!
Tudo bem?
Seria ideal sua sobrinha ter o acompanhamento de um profissional qualificado para poder interpretar e entender o que ela está falando de acordo com o seu momento de vida. Muitas vezes as crianças repetem o que os adultos falam, tentam elaborar algo que viram ou que escutaram de alguém próximo ou podem estar falando algo sobre si realmente. Assim,é difícil saber qual o significado do que ela está falando sem uma avaliação mais profunda.
O importante é que você observou esta fala dela e está tentando atribuir um sentido e entender o motivo pelo qual ela vem falando isso... este já é um passo muito importante... estar atenta, observar e procurar ajuda! Então o melhor é que ela tenha o acompanhamento de um profissional que possa entender mais afundo o que ela está dizendo.
Espero ter ajudado um pouquinho e espero tbem que tudo fique bem!
Abraços!
Ana
Provavelmente não há motivo para preocupação. Como já respondido por outros especialistas, a questão da morte é tabu na nossa sociedade, o que faz com que as crianças não tenham muita ideia do que ela representa, apesar de pensarem (desorganizadamente) sobre ela.

O ideal é tratar do assunto - SE ele surgir - com naturalidade, para não assustar a criança.

Se ela perguntar sobre o que é morrer, você pode falar do que é a morte para você, seja breve e sincero. Você pode explicar a partir da sua religião, se tiver uma. Senão, pode simplesmente dizer que a pessoa desaparece para sempre.

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Apesar de não ser motivo provável de preocupação, fique atento se a criança estiver em alguma situação de estresse (na escola ou em casa) ou apresentar comportamentos de auto-isolamento ou agressividade.

Observe também se a família tem histórico de doenças mentais (depressão, ansiedade, bipolaridade, transtorno de personalidade borderline, abuso de álcool e outras drogas ou esquizofrenia).

Em caso de comportamento estranho, desânimo excessivo da criança ou se houver um histórico familiar propenso a doenças mentais, talvez seja bom procurar um especialista para tirar suas dúvidas.
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Dra. Deise Martins de Pontes
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
A criança começa a ter noção de vida e morte por volta dessa idade, mas se os sonhos são recorrentes e isso aparece com sofrimento na fala dela e como preocupação para a famlília, é muito importante buscar ajuda psicológica de um profissional experiente para avaliar a criança.
 Tatiana Pitthan
Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Vocês conversam com naturalidade sobre a morte? Houve alguma perda na família ou na escola? Ela fala também com os pais e outros sobre a própria morte ou somente com o/a senhor/a? Nessa idade, a criança pode começar a querer entender sobre isso e, não necessariamente, significa um pensamento suicida. Ela diz que vai fazer algo ou está mais triste? Sonhos com morte podem ter outros significados e dar alerta de sentimentos ou situações que ela esteja vivenciando. Enfim, são muitas questões a serem investigadas em uma análise/terapia. Não hesitem em procurar apoio profissional.
 Rondineli Souza
Psicanalista
Centro
Olá tudo bem!
Veja com atenção alguns desses pontos e analise. Marque um atendimento conosco, pois trabalhamos com criança também.

Fatores de relacionamento NÍVEL CRÍTICO - Tem histórico de abuso físico, emocional ou sexual; ou negligência ou intimidação.

Alguns dos sinais de alerta mais comuns de que uma pessoa pode estar pensando em acabar com sua vida incluem:

Estar triste ou mal-humorado: A pessoa tem uma tristeza duradoura e mudanças de humor. A depressão é um importante fator de risco para o suicídio.
Calma repentina: A pessoa fica repentinamente calma após um período de depressão ou mau humor.
Afastamento dos outros: A pessoa escolhe ficar sozinha e evita amigos ou atividades sociais. Eles também perdem o interesse ou o prazer em atividades que antes gostavam.
Mudanças na personalidade, aparência, padrão de sono: A atitude ou comportamento da pessoa muda, como falar ou se mover com velocidade ou lentidão incomum. Além disso, eles de repente ficam menos preocupados com sua aparência pessoal. Eles dormem muito mais ou muito menos do que o normal para essa pessoa.
Prof. Wesley Espinosa Santana
Psicanalista
São Paulo
Olá, tudo bem? Todos nós nos preocupamos com a morte ou pensamos nela. Uma criança também pode pensar, mas precisa observar o quanto desse pensamento atinge o dia dela e a sua rotina. Conversar sobre o assunto é importante, escutando o que ela entende sobre o tema e ver como ela está nos outros ambientes. A análise é um bom caminho, sobretudo, um especialista infantil. Um abraço e se cuide!
 Bruna Richter
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá! Em nenhum momento no seu relato você fala sobre algum prejuízo ou sofrimento associado a esse comportamento. Assim, talvez seja fundamental perceber que a morte é um assunto sensível e delicado também para nós adultos e que, por conta disso, muitos tabus e incertezas existam em relação a ela. Conversar mais abertamente com sua sobrinha, entendendo o que ela deseja expor ou descobrir em relação ao assunto, de maneira curiosa e aberta, pode fazer com que ele tenha sua importância diminuída. Tratá-lo com alguma naturalidade percebendo, progressivamente, o que desperta sua atenção pode ajudá-la nesse sentido. De modo oposto, evitar o tema pode aumentar sua potência, fazendo com que ele retorne. Espero ter auxiliado!
 Mariana Pio
Psicanalista
Belo Horizonte
Crianças nesta idade comumente nos interrogam sobre a morte. Não exatamente sobre a própria morte. Assim, o tema da morte é esperado que surja por volta dessa idade, mas é preciso também ter uma escuta adequada para compreender o que há aí nessa indagação a respeito de sua própria morte para além da questão em abstrato. Recomendo acompanhamento com psicanalista especializada na escuta de crianças.
 Iolene Seibel
Psicanalista
Vitória
O sonho pode ter mais de um significado. Significa rememorar o que se passou no dia, ou seja, uma forma de nos tornarmos observadores, pois durante o dia é comum fazermos as coisas de maneira automática, sem consciência. O sonho também é uma forma de contar o que é incontável.
 Eduardo Ruscalleda
Psicanalista
Campinas
Não necessariamente. Recomendo procurar um psicanalista infantil. Se puder ajudar, tenho o contato de excelentes profissionais na cidade de Campinas-SP
 Claudia L. Costa
Psicanalista
Rio de Janeiro
Oriento a procurar um profissional da área da saúde mental infantil, ele estará mais familiarizado, e de forma sutil, buscará investigar com profundidade, seriedade e cautela necessária .
Quanto a quem esta ao redor dela, pais ou quem exerce esta função deve observar e com leveza saber o que isso quer dizer, ouvir e ver o que tem nada em relação a isso, levar para esse profissional e juntos cuidar da forma que houver necessidade.
Entendo sua preocupação em relação à sua sobrinha de 4 anos e às conversas que ela tem sobre a morte. É natural que você queira garantir o bem-estar dela. Primeiramente, é importante lembrar que, em crianças tão jovens, as conversas sobre a morte frequentemente não estão relacionadas a pensamentos suicidas, mas podem refletir a curiosidade infantil e a dificuldade em compreender completamente esse conceito. No entanto, é fundamental abordar a situação com sensibilidade e cuidado. Converse com a sua sobrinha de forma carinhosa e tranquila para entender seus sentimentos e preocupações. Escute atentamente o que ela tem a dizer, permitindo que ela compartilhe seus pensamentos e sentimentos livremente. Mantenha a calma durante a conversa e evite demonstrar ansiedade ou preocupação excessiva. Proporcione um ambiente seguro em que ela se sinta amada e apoiada. Observe mudanças no comportamento ou no humor dela que possam indicar dificuldades emocionais. Se necessário, consulte um profissional de saúde mental especializado em crianças para avaliar a situação e fornecer orientações específicas. Lembre-se de que o acompanhamento adequado pode esclarecer se há preocupações mais profundas e garantir que a sua sobrinha receba o apoio necessário para seu desenvolvimento emocional saudável. Seu cuidado e atenção são valiosos nesse processo, e estou aqui para apoiá-la enquanto você busca a melhor forma de ajudar sua sobrinha.
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 Eduardo Guimarães
Psicanalista
São Paulo
Difícil dizer. O que uma criança de 4 anos entende por morte é diferente do que um adulto entende por morte. Portanto, o mais importante nesse momento, é buscar um acompanhamento profissional para sua sobrinha.
 Maria Helena Neiva da Luz
Psicanalista
Itatiba
Olá, neste caso é muito importante um espaço de acolhimento, onde a criança possa ficar a vontade. Conversar com os pais e procurar saber se a criança presenciou alguma conversa sobre o assunto morte. Quanto aos sonhos com a morte, eles podem ter outra significado. Oriento que procuri um profissional que seja especialista no atendimento à crianças, com certeza ele vai conseguir te ajudar.
Dr. Marcelo Paschoal Pizzut
Psicólogo, Psicanalista
São Sebastião Do Caí

Falar sobre a morte ou ter pesadelos com ela pode ser preocupante, especialmente quando se trata de uma criança tão jovem. No entanto, é importante lembrar que crianças de 4 anos ainda estão começando a entender conceitos complexos como a vida e a morte. Nessa idade, a compreensão da morte pode ser muito diferente da dos adultos, e frequentemente, a criança não tem uma noção real do que a morte implica permanentemente.

Embora seja menos comum crianças tão jovens expressarem pensamentos sobre morte de forma tão explícita, isso nem sempre indica um comportamento suicida. Pode ser um reflexo de sua curiosidade natural, uma maneira de processar alguma perda que ela possa ter vivenciado ou visto na mídia, ou até mesmo uma forma de expressar medos ou ansiedades que ela não consegue verbalizar de outra maneira.

É essencial abordar esses comentários com cuidado e sensibilidade. Uma boa estratégia é conversar abertamente com ela sobre seus pensamentos e sentimentos. Pergunte o que ela pensa sobre a morte e o que a faz falar sobre isso. É importante ouvir sem julgar ou mostrar reações fortes, para que ela se sinta segura em compartilhar seus pensamentos e sentimentos.

Além disso, seria aconselhável discutir essas observações com os pais dela e, juntos, considerarem a possibilidade de buscar o conselho de um profissional de saúde mental especializado em crianças. Um psicólogo infantil pode ajudar a avaliar se o comportamento da criança está dentro do espectro do desenvolvimento normal ou se há algo mais significativo que precisa ser abordado. Observar e oferecer um ambiente de suporte e compreensão é crucial para ajudá-la a lidar com esses pensamentos de maneira saudável.
 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Entendo sua preocupação, e é importante levar a situação a sério. Crianças, nessa idade, podem expressar medo ou confusão sobre a morte de formas simbólicas, mas é essencial investigar mais a fundo, com o apoio de um profissional especializado. O comportamento não necessariamente está relacionado a ideias suicidas, mas pode indicar angústias emocionais que merecem atenção. Recomendo procurar ajuda de um profissional para uma avaliação. Abraço
  Marcos  Boldrin
Psicanalista, Terapeuta complementar
Campinas
algumas crianças tem esse tipo de comportamento, medo da perda, principalmente no que se apega, precisa conversa sempre e explicar que isso não vai acontecer que é so medo e se precisar terapia
É comum crianças falarem sobre questões que os adultos evitam como a própria morte. QUando isso acontece, o melhor é agir com interesse e curiosidade sobre os assuntos que a criança aborda. Sem intenção de direcionar ou corrigir, mas sim com a intenção de entender e reconhecer as ideias e pensamentos da criança. Fico à disposição. Abraço.
POde ser um reflexo de uma fase que ela esta vivendo repleto de conflitos e questoes que ela não esta conseguindo elaborar. Acolhimento e segurança são formas de ajuda-la. Procure se fortalecer fazendo terapia com um psicanalista.
 Patricia Rodrigues
Psicanalista
Caraguatatuba
Ola boa tarde, é necessário sessões de psicanalise, para acessar bloqueios que estão guardados no inconsciente, até sonhos são respostas ou a falta deles... tudo é analisado... te convido para uma sessão. att Psicanalista Patricia Rodrigues
Olá,
É por volta dos quatro, cinco anos de idade que as crianças começam a se dar conta da morte. Para compreender o sentido destas "falas" e "sonhos" de sua sobrinha, sugiro que vocês procurem a ajuda de um/a profissional.
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
Boa pergunta pra você se fazer em sua psicanálise, com um psicanalista.
Dra. Jéssica Santana
Psicanalista, Terapeuta complementar
Brasília
Olá! A sua preocupação é totalmente compreensível — e muito válida. Falar sobre a morte aos 4 anos pode ser assustador para os adultos, mas nem sempre está ligado a uma ideia real de suicídio, principalmente nessa fase do desenvolvimento infantil.

Na psicanálise, entendemos que a criança pequena está em um processo intenso de descoberta e elaboração de conceitos, inclusive os mais abstratos como vida e morte. Muitas vezes, essas falas surgem como uma tentativa de compreender o mundo, expressar fantasias, angústias ou questões internas — que nem sempre são compreendidas de forma literal.

Aos 4 anos, é comum a criança brincar com a ideia de desaparecer, morrer ou matar, sem que isso tenha o mesmo peso simbólico que tem para os adultos. Mas quando esse discurso é muito frequente, intenso ou causa sofrimento, vale sim olhar com mais atenção.

A repetição pode sinalizar que há algo sendo elaborado psiquicamente — alguma perda, separação, conflito familiar, ou até uma angústia não nomeada, que está sendo simbolizada através da ideia de morte.

O mais importante neste momento é:

Escutar sem censurar ou minimizar. Evite dizer “não fala isso” ou “que bobagem”. Em vez disso, pergunte com calma: “O que você pensa quando fala sobre isso?”, “Você se sente triste ou assustada?”.

Oferecer acolhimento e segurança. Crianças precisam sentir que têm espaço para falar sobre tudo, mesmo aquilo que assusta os adultos.

Observar mudanças de comportamento. Sono, apetite, retraimento, agressividade, isolamento ou medos muito intensos podem ser sinais de que a criança está em sofrimento.

Buscar apoio psicológico. A escuta de um(a) psicanalista infantil pode ajudar a compreender o que está por trás dessas falas e auxiliar a criança a elaborar de forma mais saudável seus sentimentos.

Falar sobre a morte não é, por si só, um sinal de comportamento suicida, especialmente na infância. Mas é um sinal de que algo merece atenção, escuta e cuidado. Quanto mais cedo essa escuta acontecer, melhor será o apoio à criança em seu desenvolvimento emocional.
Ela perdeu alguem próximo recentemente? Tenta explicar que as pessoas vivem muito tempo. Explica as fazes da vida.
Procurar um especialista para acompanhar o histórico de vida de sua sobrinha. Nada se pode concluir sem de fato conhecer os problemas.
Em crianças de 4 anos, falar sobre a própria morte não costuma indicar comportamento suicida. Nessa fase, a morte é compreendida de forma parcial e simbólica, ligada à fantasia, curiosidade, medos ou ansiedade de separação. Sonhos com esse conteúdo também são comuns. O ideal é acolher com calma, ouvir sem assustar ou repreender e observar se há outros sinais de sofrimento emocional. Se o tema for persistente ou gerar angústia, uma avaliação com psicólogo infantil é indicada.
Aos 4 anos, falar sobre a própria morte não indica comportamento suicida. Nessa idade, a morte é vivida de forma simbólica e imaginária, aparecendo em sonhos e falas como expressão de medos, angústias, insegurança ou experiências que a criança ainda não consegue elaborar de outro modo.
O mais importante é acolher e escutar com calma, sem pânico, repreensão ou minimização. Fazer perguntas simples e abertas ajuda a criança a colocar em palavras o que sente. Também é fundamental observar se o tema é persistente e se vem acompanhado de sofrimento ou mudanças de comportamento.
Se as falas sobre morte se repetirem de forma angustiante, o indicado é buscar um terapeuta infantil, para compreender o sentido dessas expressões e favorecer uma elaboração saudável. Coloco-me à disposição, como profissional, para orientar a família e auxiliar nos cuidados necessários.
É compreensível que ouvir uma criança de quatro anos falar sobre a própria morte cause um susto enorme e desperte um medo imediato, mas, do ponto de vista do desenvolvimento infantil e da psicanálise, isso quase nunca é um sinal de comportamento suicida. Nessa idade, a criança ainda não compreende a morte como algo irreversível ou final; para ela, a morte é um conceito abstrato que ela tenta entender, muitas vezes associando-a ao "sumir", ao "ir embora" ou a uma curiosidade sobre o que acontece quando algo para de funcionar. Falar ou sonhar com isso é, na maioria das vezes, a maneira que ela encontrou de processar o mundo, de expressar o medo da separação das pessoas que ama ou até mesmo de lidar com mudanças e frustrações que ela ainda não sabe nomear.

Para agir de forma acolhedora, o mais importante é não reagir com pânico, choque ou repressão, pois isso pode fazer com que ela sinta que o assunto é um tabu perigoso e pare de compartilhar seus pensamentos com você. O ideal é manter a calma e, com naturalidade, perguntar o que ela entende por "morrer" ou o que acontece nos sonhos dela, ouvindo atentamente sem corrigir ou dar explicações complexas demais. Validar os sentimentos de insegurança que podem estar por trás dessas falas e reforçar que ela está segura e protegida é o melhor caminho. Se você perceber que essas falas vêm acompanhadas de uma tristeza profunda, isolamento ou se houver um ambiente familiar de muito estresse ou luto recente, buscar a orientação de um psicólogo infantil pode ser útil para ajudar a família a entender o que ela está tentando simbolizar, mas, por ora, tente encarar essas perguntas como uma etapa da curiosidade natural dela sobre os mistérios da vida.

Espero ter ajudado! Fique bem!

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