O que causa dissociação entre pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) ?

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O que causa dissociação entre pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) ?
ola, A dissociação em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) geralmente está ligada a experiências traumáticas na infância, como abuso físico, emocional ou sexual, negligência e ambientes familiares instáveis. Esses eventos traumáticos podem levar a uma desconexão com a realidade, sentimentos de irrealidade ou de estar fora do corpo, e podem se manifestar como episódios de despersonalização ou desrealização

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A dissociação em pessoas com transtorno de personalidade borderline (TPB) costuma ser uma reação automática do cérebro para lidar com emoções muito intensas ou situações percebidas como ameaçadoras.

Funciona como um “desligamento” parcial da consciência a pessoa pode sentir que está fora de si, que o mundo está distante ou até ter lapsos de memória.

As causas mais comuns incluem:

Experiências traumáticas passadas, especialmente na infância (como abuso ou negligência).
Estresse emocional extremo no presente, como conflitos ou rejeição.
Dificuldade de regulação emocional, que faz com que pequenas situações sejam sentidas como muito ameaçadoras.

É como se a mente apertasse um “botão de pausa” para tentar proteger a pessoa da dor emocional, mas isso também pode gerar confusão e sensação de desconexão.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A dissociação em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar ligada, principalmente, a momentos de estresse emocional muito intenso. Em situações em que a pessoa sente medo de abandono, rejeição, conflitos interpessoais fortes ou emoções difíceis de tolerar, o sistema psicológico pode entrar em um tipo de “modo de proteção”. Nesse estado, a mente tenta reduzir o impacto da experiência emocional, e uma das formas de fazer isso pode ser através da dissociação.

Do ponto de vista clínico, a dissociação pode aparecer como sensação de estar distante de si mesmo, como se estivesse observando a própria vida de fora, ou como se o ambiente ao redor parecesse estranho ou irreal. Em muitos casos, esse fenômeno está associado a experiências emocionais que ultrapassam momentaneamente a capacidade da pessoa de processar aquilo que está sentindo. É como se o cérebro tentasse diminuir a intensidade da dor emocional criando uma espécie de distanciamento temporário.

A literatura psicológica também sugere que, para algumas pessoas, esse mecanismo pode estar relacionado a experiências de vida marcadas por emoções muito intensas, invalidação emocional ou situações traumáticas. Nesses contextos, o cérebro aprende que “desconectar-se” pode ser uma maneira de suportar momentos que parecem emocionalmente esmagadores. A neurociência aponta que, nessas situações, sistemas ligados à regulação emocional e à percepção de ameaça podem ficar hiperativados, favorecendo esse tipo de resposta.

Talvez seja interessante refletir sobre alguns pontos: esses momentos de desconexão aparecem em situações específicas, como conflitos ou medo de perder alguém importante? Eles surgem de forma repentina ou você percebe sinais emocionais antes disso acontecer? Quando esse estado passa, você costuma sentir confusão, cansaço emocional ou dificuldade de entender exatamente o que aconteceu?

Essas experiências podem ser compreendidas com bastante cuidado no processo psicoterapêutico. A terapia costuma ajudar a identificar os gatilhos emocionais, desenvolver maior consciência dos estados internos e fortalecer estratégias para lidar com emoções intensas sem que o sistema precise recorrer à dissociação.

Caso precise, estou à disposição.

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