O que fazer ao sentir uma crise de hipersensibilidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB
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O que fazer ao sentir uma crise de hipersensibilidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Falando com você como profissional da saúde mental, quero começar dizendo algo essencial: a crise de hipersensibilidade no TPB não é exagero, drama ou fraqueza. Ela é uma resposta real de um sistema emocional que sente tudo com muita intensidade. O que importa não é “parar de sentir”, mas aprender a atravessar a crise com mais cuidado e menos sofrimento.
Quando a crise começa, algumas estratégias podem ajudar:
1. Reconheça a crise pelo que ela é
Diga mentalmente (ou em voz baixa):
“Isso é uma crise emocional. Vai passar.”
Nomear o que está acontecendo ajuda o cérebro a sair do modo de ameaça. Lembre-se: emoções intensas sobem e descem, mesmo quando parecem insuportáveis.
2. Reduza estímulos imediatamente
Durante a hipersensibilidade, tudo dói mais. Se puder:
Afaste-se de discussões
Diminua barulho, luz e redes sociais
Fique em um ambiente mais silencioso e seguro
Isso não é fuga — é autorregulação.
3. Use técnicas para acalmar o corpo
Antes de tentar “pensar diferente”, acalme o corpo:
Respiração lenta (inspire em 4, expire em 6)
Lave o rosto com água fria
Segure algo gelado ou algo macio
Observe 5 coisas que você vê, 4 que toca, 3 que ouve
O corpo precisa sentir que o perigo passou.
4. Evite decisões importantes durante a crise
Na hipersensibilidade, o pensamento fica extremo (“ninguém liga”, “vai ser sempre assim”).
Faça um acordo consigo:
“Vou decidir qualquer coisa só depois que essa emoção diminuir.”
Isso protege você de atitudes impulsivas que depois podem gerar culpa ou mais dor.
5. Valide a si mesmo(a)
Em vez de se criticar, experimente:
“Faz sentido eu estar assim com o que vivi.”
“Minha dor é real, mesmo que os outros não entendam.”
A autovalidação é uma das maiores faltas na história de quem tem TPB — e também uma das maiores curas.
6. Procure conexão segura
Se for possível, entre em contato com alguém que saiba respeitar seus limites. Às vezes não é para desabafar, mas apenas não ficar sozinho(a) naquele momento.
Quero que você saiba: essas crises podem se tornar mais curtas, menos intensas e mais manejáveis com acompanhamento adequado. A psicoterapia, ajuda você a entender seus gatilhos, fortalecer sua identidade e construir recursos internos para atravessar esses momentos com mais segurança.
Se você sente que essas crises estão frequentes ou difíceis de lidar sozinho(a), eu te convido a considerar a terapia como um espaço de acolhimento, onde suas emoções não serão invalidadas e você poderá aprender, no seu ritmo, a cuidar de si com mais gentileza. Você não precisa enfrentar isso sem apoio.
Quando a crise começa, algumas estratégias podem ajudar:
1. Reconheça a crise pelo que ela é
Diga mentalmente (ou em voz baixa):
“Isso é uma crise emocional. Vai passar.”
Nomear o que está acontecendo ajuda o cérebro a sair do modo de ameaça. Lembre-se: emoções intensas sobem e descem, mesmo quando parecem insuportáveis.
2. Reduza estímulos imediatamente
Durante a hipersensibilidade, tudo dói mais. Se puder:
Afaste-se de discussões
Diminua barulho, luz e redes sociais
Fique em um ambiente mais silencioso e seguro
Isso não é fuga — é autorregulação.
3. Use técnicas para acalmar o corpo
Antes de tentar “pensar diferente”, acalme o corpo:
Respiração lenta (inspire em 4, expire em 6)
Lave o rosto com água fria
Segure algo gelado ou algo macio
Observe 5 coisas que você vê, 4 que toca, 3 que ouve
O corpo precisa sentir que o perigo passou.
4. Evite decisões importantes durante a crise
Na hipersensibilidade, o pensamento fica extremo (“ninguém liga”, “vai ser sempre assim”).
Faça um acordo consigo:
“Vou decidir qualquer coisa só depois que essa emoção diminuir.”
Isso protege você de atitudes impulsivas que depois podem gerar culpa ou mais dor.
5. Valide a si mesmo(a)
Em vez de se criticar, experimente:
“Faz sentido eu estar assim com o que vivi.”
“Minha dor é real, mesmo que os outros não entendam.”
A autovalidação é uma das maiores faltas na história de quem tem TPB — e também uma das maiores curas.
6. Procure conexão segura
Se for possível, entre em contato com alguém que saiba respeitar seus limites. Às vezes não é para desabafar, mas apenas não ficar sozinho(a) naquele momento.
Quero que você saiba: essas crises podem se tornar mais curtas, menos intensas e mais manejáveis com acompanhamento adequado. A psicoterapia, ajuda você a entender seus gatilhos, fortalecer sua identidade e construir recursos internos para atravessar esses momentos com mais segurança.
Se você sente que essas crises estão frequentes ou difíceis de lidar sozinho(a), eu te convido a considerar a terapia como um espaço de acolhimento, onde suas emoções não serão invalidadas e você poderá aprender, no seu ritmo, a cuidar de si com mais gentileza. Você não precisa enfrentar isso sem apoio.
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