O que fazer para lidar com crenças disfuncionais no luto ?

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O que fazer para lidar com crenças disfuncionais no luto ?
Dra. Leticia Sanches de Castilho
Psicanalista, Psicólogo
São Paulo
Para lidar com crenças disfuncionais no luto (como “eu deveria ter evitado”, “não posso voltar a ser feliz”, “foi minha culpa”), é importante primeiro reconhecê-las e nomeá-las. Depois, questionar se essas ideias são realmente verdadeiras ou se vêm da dor. A psicoterapia ajuda a reprocessar essas crenças, ressignificar o vínculo com quem se foi e construir um sentido mais saudável da perda. Técnicas como EMDR também podem ser muito úteis nesse processo.

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A terapia pode ajudar a lidar com crenças disfuncionais no luto, oferecendo um espaço de acolhimento e reflexão para que a pessoa possa reconhecer esses pensamentos e compreender de onde eles surgem. Muitas vezes, crenças como “eu deveria ter feito mais” ou “não posso voltar a ser feliz” intensificam o sofrimento e dificultam o processo de elaboração da perda. O acompanhamento terapêutico possibilita ressignificar essas ideias, favorecendo uma visão mais compassiva sobre si mesmo e sobre a própria experiência de luto. Ao trabalhar essas crenças, o indivíduo encontra formas mais saudáveis de lidar com a dor, abrindo espaço para a construção de um novo sentido de vida diante da ausência.
As crenças disfuncionais são pensamentos intrusivos, distorcidos, regidos que a pessoa pode ter após um perda significativa.
A melhor forma de lidar com essa situação é primeiramente fazer uma psicoeducação do luto, cujo é compreender que este é um processo natural do ser humano, e que sentir algumas emoções faz parte disso.
A terapia ira ajudar nesse processo de ressignificação, entender esses pensamentos disfuncionais e transforma-lo em um pensamento alternativo mais funcional.
 Rafael Ronque
Psicólogo
Foz do Iguaçu
Olá, se você estiver fazendo a travessia do luto, espero que sua jornada seja rica e cheia de amor.

Quando se trata de lidar com crenças disfuncionais no luto, é importante combinar técnicas cognitivas, emocionais e experienciais que transformem pensamentos prejudiciais e promovam autocompaixão e reconstrução de sentido. Nesse viés, eu apresentarei 3 práticas que você pode tentar aplicar no seu dia a dia:

Escrever cartas para o falecido e responder a elas é muito útil, isso ajuda a promover aceitação e autocompaixão.

Diálogar com abstrações, o ato de externalizar perdas silenciosas escrevendo para conceitos como Amor ou Segurança ajuda a revisar a nossa visão de mundo.

Usar a "Moeda", se você estiver com foco intenso nos aspectos negativos de sua vida, tente descrever a situação na "cara" da moeda (o problema) e, em seguida, virá-la para descrever o que aparece no "verso" (o lado positivo da situação).

Isso nos ajuda a enxergar e transformar as situações de forma que nos libertemos e deixemos de ser refém da dor e do sofrimento. Caso você tenha dificuldade em lidar com a situação que está passando, buscar ajuda profissional pode te ajudar a atravessar as dificuldades de forma mais confortável, harmônica e plena.
Olá, muito prazer.
No luto, é muito comum surgirem pensamentos de culpa, como "eu deveria ter feito mais" ou a sensação de que não vai ser possível seguir em frente.
É importante lembrar que esses pensamentos vêm da dor e não necessariamente refletem a realidade. Muitas vezes, a pessoa acaba sendo mais dura consigo mesma do que seria com alguém na mesma situação.
Com o tempo, é possível tornar esses pensamentos menos rígidos e menos dolorosos, construindo uma forma mais equilibrada de olhar para o que aconteceu.
A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo, trazendo mais clareza e alívio.
Lidar com o luto não é deixar de sentir, mas conseguir seguir com menos sofrimento.
Espero ter ajudado.
 Késia Gueiros
Psicólogo
Belo Horizonte
Crenças disfuncionais no luto são aqueles pensamentos que a gente sabe que não fazem sentido racional, mas que insistem em aparecer. "Eu podia ter feito mais." "Não tenho direito de ser feliz." "Nunca vou conseguir seguir em frente." Eles não são fraqueza, são parte do processo.
O primeiro passo é perceber que essas crenças existem sem se identificar completamente com elas. Elas aparecem porque a dor é real, não porque são verdade.
Na Gestalt-terapia, não trabalhamos tentando convencer a pessoa de que o pensamento está errado. Trabalhamos para que ela consiga se relacionar de um jeito diferente com o que sente, sem precisar resolver ou concluir antes de estar pronta.
Às vezes o que ajuda não é refutar a crença, mas perguntar: o que essa crença está tentando proteger em você?
Isso é um trabalho que se faz bem acompanhado, em terapia. Se você estiver passando por um luto e sentir que esses pensamentos estão muito pesados, considere buscar apoio profissional.
Espero ter te ajudado.

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