O que fazer quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) desvaloriza ou ataca

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O que fazer quando o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) desvaloriza ou ataca o terapeuta?
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Quando um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) desvaloriza ou ataca o terapeuta, é fundamental que o profissional preserve a calma e a postura. Essa estabilidade ajuda a manter um ambiente seguro e protege a qualidade da relação terapêutica. Também é importante que o terapeuta estabeleça limites firmes e respeitosos, já que a segurança do vínculo depende disso. Além disso, compreender o que motiva a reação do paciente, muitas vezes uma dor emocional intensa que não encontrou outra forma de expressão, pode abrir caminhos valiosos para o processo terapêutico.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços

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 Juliana  da Cruz Barros Neves
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Quando um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline desvaloriza ou ataca o terapeuta, a primeira leitura importante é: isso geralmente fala mais sobre o estado emocional dele do que sobre a competência do profissional. Em momentos de ativação intensa, o sistema emocional pode entrar em modo de proteção, transformando frustração, medo de abandono ou sensação de não ser compreendido em críticas ou ataques. É como se o cérebro estivesse tentando “se defender antes de ser ferido”.

O manejo começa pela regulação do próprio terapeuta. Antes de responder, é essencial não reagir de forma impulsiva, nem entrando em confronto, nem cedendo para aliviar a tensão. A postura mais útil costuma ser firme e estável, ao mesmo tempo validando a emoção subjacente sem concordar com a forma do ataque. Isso ajuda a separar duas coisas que o paciente costuma misturar: o que ele sente e como ele expressa esse sentimento.

Também é um momento valioso para ampliar a consciência do paciente. Em vez de rebater o conteúdo diretamente, o terapeuta pode explorar o processo: o que aconteceu pouco antes dessa reação? Que sensação apareceu? Existe algum medo por trás dessa crítica? Esse tipo de investigação, quando feita com cuidado, ajuda o paciente a começar a reconhecer seus próprios padrões em tempo real.

Vale se perguntar: esse ataque aparece em outros vínculos fora da terapia? Ele surge em momentos específicos, como frustração ou sensação de distância? E dentro da sessão, o paciente consegue perceber depois o impacto do que disse? Essas pistas ajudam a transformar um momento difícil em material clínico rico.

Quando bem manejado, esse tipo de situação não enfraquece o vínculo. Pelo contrário, pode fortalecer bastante, porque o paciente experimenta algo novo: expressar emoções intensas sem que o outro rompa, ataque de volta ou se afaste. E isso, para muitos, é profundamente transformador.

Caso precise, estou à disposição.

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