O que fazer quando se tem 20 anos (sexo feminino) ser virgem e não conseguir iniciar atividade sexua

22 respostas
O que fazer quando se tem 20 anos (sexo feminino) ser virgem e não conseguir iniciar atividade sexual mesmo tendo um namorado que se gosta muito por sentir que vai perder a "pureza" e a "inocência" de menina ? Isso pode se dar ao fato de ter sido criada (principalmente pelo pai) e ter se comportado a vida toda como se fosse uma "princesa encantada" ?
Acho que a questões a se responder é "Você quer perder sua vingidade e acha que é o momento certo?" Quando você fala em pureza e inocência,você sente que ao perde a vingidade vai deixar de ser a princesa do papai? O que é a vida adulta para você? Te dar medo crescer?

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Agradeço por compartilhar algo tão delicado e íntimo. Esse conflito que você vive toca em uma camada profunda da sua história — e não se trata apenas da sexualidade em si, mas da relação que você construiu com sua identidade, seu corpo e a forma como foi vista e cuidada desde a infância.

Sentir que vai perder a “pureza” ou a “inocência” ao iniciar a vida sexual não é incomum, especialmente quando se cresceu sendo tratada como uma “princesa encantada”, ou seja, com um ideal de feminilidade que associa valor à delicadeza, ao recato, ao não saber, ao esperar o momento perfeito. Muitas vezes, essa imagem se torna uma espécie de armadura: protege, mas também aprisiona. Ela pode ter te ajudado a se sentir especial, amada, protegida — mas agora talvez esteja dificultando que você se reconheça como uma mulher inteira, com desejos próprios e autonomia.

O medo de “perder” algo ao viver essa experiência pode também carregar uma sensação de traição: como se, ao se entregar a esse novo passo, algo da menina de antes desaparecesse — ou como se você deixasse de ser a filha idealizada, a moça pura. Mas talvez a questão não seja sobre perder algo, e sim sobre integrar. Não é preciso matar a menina para se tornar mulher; é possível que ambas coexistam, cada uma com sua força.

Vale se perguntar: de quem é esse olhar que diz o que é ou não é pureza? O que você mesma sente como seu, como verdadeiro? O quanto dessa hesitação vem de dentro e o quanto foi herdado, aprendido, esperado?

Não há um tempo certo, nem uma forma certa de viver a sexualidade. Mas quando o que deveria ser escolha se transforma em peso, talvez seja o momento de escutar esse incômodo com mais cuidado. Um processo terapêutico pode te ajudar a dar nome a essas vozes internas, entender de onde vêm e criar espaço para que você possa se apropriar do seu corpo e da sua história — no seu tempo, no seu modo. Sem pressa, sem culpa, sem precisar corresponder a um ideal.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como tem passado?
Acho que podemos explorar e elaborar algo por aí sim, essa figura da “princesa encantada” carrega um ideal construído muitas vezes fora de nós, por pais, mães, tios, família em geral. Quando esse ideal é sustentado fortemente, qualquer passo em direção ao desejo, à autonomia e à sexualidade pode ser vivido como uma ameaça, algo que romperia com o desejo dos pais, pelo que você disse, mais o do seu pai.
A ideia de “perder a pureza” é simbólica, mas talvez o que esteja em jogo não seja apenas o medo do sexo, mas a transformação do lugar psíquico que você ocupa. Passar de menina a mulher, para além da infância e do ideal paterno, exige elaboração e coragem. O corpo pode estar pronto, mas a mente, a psique, precisa encontrar espaço para se apropriar desse novo lugar, esse outro significado sem culpa.
Será que algo real seria mesmo perdido nesse momento de realização de uma vontade que é sua? Alguns elementos do ideal de uma princesa não são ditos, mas internalizados mesmo assim pela própria pessoa, vale a pena pensar nisso.
A terapia pode ser um espaço privilegiado para elaborar esses enredos e permitir que você descubra, com liberdade e escuta, qual mulher deseja ser.
Espero ter ajudado e sigo à disposição.
Olá Bom dia. Ao longo da vida, por conta das experiencias que vivemos, dos cuidados que temos e da forma como estamos sendo educados, vamos construindo nossas crenças e valores que impactam diretamente na forma como nos relacionamos com a vida. Pode ser sim que você tenha razão quanto ao possível sentimento de "perder inocencia e pureza". Algo que está instalado no seu inconsciente dando voz de comando para suas atitudes. Mas nada impede de você se apropriar de novas crenças que permita rever estes valores, dando outro significado ao sentido de ser pura e inocente. Porém, pode ter outros fatores ainda não identificados que podem também contribuir para este comportamento. Experimente buscar ajuda em uma terapia, ela pode auxiliar você a se descobrir e se conectar com seus reais desejos. Tente e Seja Feliz.
 Marisa Perini
Psicólogo
Caxias Do Sul
Sim pode ter relação direta com essa situação e é extremamente importante trabalhar isso em terapia para desmistificar essa aprendizagem, porque se relacionar com outra pessoa não é algo errado, mesmo que essa sensação tenha sido apreendida. Fico a disposição para conversarmos!
Essa dúvida, tão íntima e delicada, merece ser acolhida com muito respeito, pois toca profundamente em como você foi ensinada a se ver e a sentir no mundo. A dificuldade de iniciar a vida sexual, mesmo estando em um relacionamento afetuoso, pode estar relacionada a valores internalizados desde a infância — como a ideia de “pureza” e “inocência” associadas à feminilidade idealizada — muitas vezes reforçados por figuras parentais, como o pai, em um modelo de “princesa encantada” que, embora protetor, também pode gerar conflitos emocionais e culpas quando confrontado com os desejos da vida adulta. A Psicologia pode ser uma aliada fundamental nesse processo de autoconhecimento, ajudando a distinguir o que realmente vem de você e o que foi aprendido, trabalhando com segurança suas crenças, emoções, medos e valores. Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) oferecem instrumentos eficazes para identificar pensamentos automáticos disfuncionais, desenvolver autocompaixão e construir uma sexualidade que seja coerente com seus desejos e sua liberdade pessoal, e não com padrões impostos. Procurar um psicólogo de confiança pode ser o passo mais importante para viver sua sexualidade de forma consciente, respeitosa e leve, no seu tempo, do seu jeito, e com o seu valor. Conte comigo nesta caminhada!
Olá, como vai?
É nessário lembrar que princesas encantadas também transam em algum momento da história, como a Ariel, que no seu segundo filme conta a história de sua filha. Você pode se perguntar o porquê de você manter essa imagem pura e inocente? Será isso é para sustentar uma imagem para a sua família?
Sugiro que você procure por um psicólogo, de preferência um psicanalista, para analisar sua questão.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Dra. Dayse Ferreira
Psicanalista, Psicólogo
São José dos Campos
Olá, te respondo com outra pergunta para você pensar: Vc teme perder o que de fato? Estou a disposição para te ajudar nesse processo.
A vida sexual pode trazer muitas alegrias e muitas tristezas. É importante estarmos em acordo com nossos próprios valores, para não nos sentirmos mal por fazer ou deixar de fazer, qual o significado que damos as nossas atitudes, que ligação emocional temos com elas. Essas coisas só nós podemos decidir, pois depende do que nos é importante. Em caso de isso te trazer muito desconforto, um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, pode te ajudar.
Sim, isso pode estar diretamente ligado à forma como você foi criada e às idealizações colocadas sobre você. Quando a sexualidade é associada à perda de pureza, ela deixa de ser vivida como expressão do desejo e passa a carregar culpa, medo e conflito. É como se iniciar a vida sexual fosse trair um papel que foi imposto a você.

É importante entender que você não está errada por sentir isso. Mas também merece se libertar dessas amarras para poder viver sua sexualidade de forma autêntica, no seu tempo, com segurança e prazer.

Se quiser conversar mais sobre isso com alguém que escute sem julgamento, estou disponível para atendimentos psicológicos.
Sentir dificuldade para iniciar a vida sexual, mesmo gostando muito do namorado, é algo que acontece com muitas pessoas e não há nada errado nisso. A ideia de “perder a pureza” ou a “inocência” pode estar ligada a como você foi criada e às imagens que internalizamos sobre o que é ser mulher, menina, ou “princesa”. Essas imagens ficam dentro da gente e às vezes criam uma pressão muito grande.

Na psicanálise a gente acredita que esses sentimentos vêm de uma mistura de experiências, lembranças e ensinamentos que receberam significado profundo. Não é raro que o que os pais esperam ou dizem sobre a gente influencie bastante o que sentimos e como vivemos o corpo e a sexualidade.

Conversar sobre isso em um espaço acolhedor pode ajudar você a entender melhor esses sentimentos e encontrar seu próprio ritmo. A sexualidade não tem prazo nem regra ela deve acontecer quando você se sentir segura e pronta de verdade.

Respeitar seu tempo é um ato de cuidado consigo mesma e uma forma de se conhecer melhor.
 Silvia Coutinho
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, iniciar e lidar com a vida sexual é algo que mexe muito com a nossa subjetividade. É uma abertura para um outro modo de se relacionar com o outro e com o próprio corpo. Portanto para além de um contexto que pode parecer favorável, no final das contas cada pessoa, com sua história, desejos, medos e marcas constrói (e pode sempre reconstruir) sua resposta em relação a sexualidade. Sobre o que fazer, faça o que for possível e fizer sentido para você, inclusive seguir se perguntando sobre o que é para você o sexo, a pureza, a inocência, a princesa... E considere buscar um atendimento com um psicólogo caso queira cuidar dessas perguntas em um ambiente profissional sigiloso que acolha suas particularidades.
 Patrícia Nunes
Psicólogo
São Paulo
Descobrir a si mesma e conhecer a própria sexualidade é fundamental para uma vida sexual saudável. As experiências obtidas ao longo da vida influenciam nas escolhas, inclusive, no momento de deixar de ser virgem. Respeite seu tempo e converse com seu companheiro sobre seus medos e desejos, o diálogo é fundamental no relacionamento. Outrossim, busque ajuda profissional para auxiliar no seu processo de autoconhecimento pessoal e sexual.
Você já começa a responder parte do que pode estar acontecendo ao refletir sobre a forma como foi criada e os significados que atribui à virgindade. A ideia de pureza e inocência associada a ser virgem pode estar profundamente enraizada nas experiências e valores que recebeu, na relação com seu pai e na maneira como foi incentivada a se ver como uma “princesa encantada”. A terapia pode ser um espaço importante para aprofundar essa compreensão e elaborar o que, de fato, representa para você a iniciação sexual. Um questionamento importante pode ser o de como seria lidar com a possível perda dessa pureza e inocência que hoje você sente que ainda possui. Explorar isso com acolhimento pode te ajudar a se reconectar com o desejo e a autonomia, compreendendo seus limites e tempo com mais clareza e liberdade.
O que você descreve pode estar relacionado a esquemas afetivos e cognitivos internalizados na infância, principalmente por figuras parentais marcantes, como o pai. Muitas vezes, quando somos ensinadas (mesmo que de forma amorosa) a nos manter “intocadas” ou “ideais”, nosso corpo e mente associam a sexualidade a algo que pode quebrar esse ideal, como se iniciar a vida sexual fosse perder valor ou identidade.

Esse tipo de conflito pode envolver:

Crenças rígidas sobre pureza, feminilidade e sexualidade

Medo de desapontar alguém (como os pais ou o próprio parceiro)

Dificuldade em integrar afeto e sexualidade na mesma experiência

Necessidade de preservar uma identidade construída em torno da perfeição ou idealização
O amor não precisa ser ameaçado pela sexualidade
Gostar do seu namorado e sentir desejo não exclui o seu valor, nem sua inocência. A sexualidade, quando vivida com respeito e desejo mútuo, não tira quem você é, ela pode até aprofundar sua conexão consigo.
O medo de "perder a inocência" pode ser reformulado como um processo de crescimento emocional, em que você se permite ser humana, inteira e real e não uma figura idealizada.
Sim, pode ter a ver com isso. Mas há outros elementos que podem ser trabalhados diante a sua história de vida. Seu sentimento não é incomum e há muitas formas de trabalhar essa questão. Se quiser conversar e marcar um horário, fico à disposição!
Sim, isso pode ter relação direta com a forma como você foi criada. Quando uma mulher cresce ouvindo especialmente do pai que deve ser “pura”, “princesa”, “inocente”, isso pode gerar um conflito interno entre o desejo (natural) e a culpa ou medo de “deixar de ser quem sempre foi”.
Esse tipo de criação pode fazer com que a sexualidade seja associada à perda de valor ou identidade, em vez de ser vista como parte do amadurecimento e da construção da própria autonomia.
Olá, parece que você está passando por um conflito interno importante: por um lado, você gosta do seu namorado e quer se conectar com ele, mas por outro, algo dentro de você associa o ato sexual a uma perda — de pureza, de inocência, talvez até de identidade. Isso não é incomum, especialmente quando crescemos com mensagens muito fortes sobre o que significa ser ‘boa’, ‘pura’ ou ‘valiosa’ como mulher. Você mesma já trouxe uma pista importante: o modo como foi criada pelo seu pai, como se fosse uma princesa. Às vezes, esse tipo de criação carrega uma ideia idealizada de feminilidade, em que a sexualidade é vista como algo que ‘mancha’ ou ‘corrompe’. Essas ideias podem ficar enraizadas na gente, mesmo que a gente racionalmente pense diferente depois. Talvez o primeiro passo não seja ‘fazer ou não fazer’, mas entender com mais clareza o que esse medo representa. Do que exatamente você sente que estaria abrindo mão? O que significa para você ser ‘pura’ ou ‘inocente’? Essas ideias são suas ou você as herdou de alguém? Se você tiver espaço, conversar sobre isso em um processo terapêutico pode te ajudar muito a entender o que realmente quer — e por que quer. A sua sexualidade deve ser sua, não de uma ideia herdada, não de um medo, nem de uma obrigação. E você só vai conseguir viver isso de forma leve e segura quando se sentir inteira com a escolha, seja ela qual for.
Boa noite!

Iniciar uma vida sexual é algo sério, mas que não pode paralisar a pessoa no medo e sim ter a responsabilidade de viver a sexualidade de modo saudável. Claro que os valores e a concepção de mundo do seu pai tenham influenciado a resistir ter uma relação sexual. É importante que você seja acompanhada por um psicólogo para que você olhe e compreenda as resistências, as idealizações e os valores que foram construídos durante o seu desenvolvimento. Quando você disse “princesa encantada”, talvez esteja aí a presença do conflito: os valores do seu pai e os seus valores.

Qualquer dúvida pode entrar em contato.
 Giulia Molossi Carneiro
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá. O que você descreve parece tocar em algo que vai muito além da primeira relação sexual — envolve sua relação com a imagem que construiu de si mesma ao longo da vida, a partir das expectativas familiares, especialmente do seu pai.

Não há uma resposta pronta para isso, mas há algo importante que pode ser feito: falar sobre isso com alguém que possa escutar sem julgar, e te ajudar a entender de onde vêm esses sentimentos e o que eles significam para você.
É natural sentir esse conflito, mas é importante refletir: de onde vem a ideia de que perder a “pureza” diminui você? Quem se beneficia dessa crença? Seu corpo e sua sexualidade são seus, e não definem seu valor. Você tem direito de escolher quando e como viver isso, sem culpa e com respeito a si mesma. Se isso gera angústia, a terapia pode ajudar a compreender essas ideias e fortalecer sua autonomia. Estou à disposição.
 Alessandro Felippe
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Sua pergunta toca em um conflito interno muito real e delicado, e é perfeitamente compreensível o que você está sentindo. A forma como somos criados, especialmente por figuras de autoridade como um pai, molda profundamente nossas crenças sobre nós mesmos e nosso papel no mundo. Se você foi ensinada a valorizar a "pureza" e a "inocência", é natural que a transição para a vida sexual, que é uma nova fase de intimidade e maturidade, pareça uma "perda". No entanto, a vida adulta não é sobre abandonar quem você é, mas sim sobre integrar o passado com o presente. O desafio não é perder a pureza, mas sim descobrir uma nova forma de ser pura e inocente dentro de um relacionamento de amor e confiança. A sua intuição de que a sua criação está ligada a isso é muito acurada, e um espaço de terapia pode ser o local ideal para explorar essas crenças, entender o que a "princesa encantada" significa para você e, assim, construir um caminho seguro e tranquilo para vivenciar sua sexualidade, sem medo de perder sua essência. Estou à disposição para te auxiliar nesse processo de autodescoberta.

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