O que fazer se alguém com transtorno de personalidade borderline (TPB) apresentar sintomas de dissoc

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O que fazer se alguém com transtorno de personalidade borderline (TPB) apresentar sintomas de dissociação?
 Natália Bandeira Campos
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Na perspectiva psicanalítica, a dissociação pode ser entendida como um mecanismo de defesa que atua quando certos conteúdos psíquicos — memórias, afetos ou experiências — se tornam insuportáveis para a consciência.
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), esses episódios podem ocorrer diante de situações que reativam traumas, angústias intensas ou vivências de abandono, funcionando como uma forma de “desligar” temporariamente da realidade para se proteger.

Diante de um quadro assim, o mais importante é oferecer presença e acolhimento, evitando julgamentos ou pressões para que a pessoa “volte ao normal” rapidamente.
O acompanhamento psicoterapêutico, especialmente em um processo analítico, cria um espaço seguro para que esses fenômenos sejam compreendidos, permitindo que o paciente, pouco a pouco, reconheça e integre esses conteúdos, reduzindo a necessidade da dissociação como defesa.

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No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a dissociação é um fenômeno comum e está relacionada a momentos de intenso estresse emocional ou sensação de ameaça. A dissociação pode se manifestar como uma sensação de desligamento da realidade, como se a pessoa estivesse “fora de si” ou desconectada de suas emoções, pensamentos ou do ambiente ao redor. Essa resposta pode funcionar como um mecanismo de defesa diante de situações muito difíceis ou traumáticas, ajudando a pessoa a lidar temporariamente com a dor emocional. No entanto, episódios frequentes ou intensos de dissociação podem prejudicar o funcionamento diário e a qualidade de vida, sendo importante identificar e tratar essas manifestações dentro do contexto do TPB.

Estou à disposição para conversar e entender melhor sua demanda. A avaliação neuropsicológica é um exame detalhado que avalia funções cognitivas, emocionais e comportamentais, ajudando a esclarecer o diagnóstico e a orientar intervenções personalizadas.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A dissociação pode aparecer em algumas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), especialmente em momentos de estresse emocional intenso. Em termos simples, é como se a mente tentasse se proteger de uma sobrecarga emocional “desligando” parcialmente da experiência. Algumas pessoas descrevem sensação de estar distante da realidade, de se sentir desconectadas de si mesmas, como se estivessem observando a própria vida de fora, ou até uma sensação de vazio e entorpecimento emocional.

Quando esses episódios acontecem, geralmente estão ligados a estados emocionais muito intensos, como medo de abandono, conflitos interpessoais ou sentimentos de rejeição. O sistema emocional fica tão ativado que o cérebro tenta reduzir o impacto da experiência criando essa espécie de afastamento psicológico. Embora possa trazer um alívio momentâneo, a dissociação costuma gerar confusão, angústia e sensação de perda de controle.

Do ponto de vista do cuidado psicológico, o primeiro passo costuma ser compreender melhor em que situações esses episódios aparecem. Em psicoterapia, trabalhamos bastante com estratégias que ajudam a pessoa a reconhecer sinais precoces de sobrecarga emocional e desenvolver formas mais seguras de se reconectar com o presente, fortalecendo gradualmente a regulação emocional. Dependendo da intensidade dos sintomas, a avaliação de um psiquiatra também pode ser indicada para complementar o cuidado.

Talvez seja interessante observar alguns aspectos da experiência: esses episódios costumam surgir após situações emocionalmente muito intensas? Existe alguma sensação física ou emocional que aparece antes da dissociação começar? E quando ela acontece, o que parece ajudar a pessoa a voltar a se sentir mais presente?

Explorar essas perguntas pode trazer pistas importantes sobre como o sistema emocional está reagindo às situações do dia a dia. Quando esse tipo de experiência é compreendido com cuidado e trabalhado em terapia, muitas pessoas conseguem desenvolver recursos mais estáveis para lidar com essas respostas emocionais. Caso precise, estou à disposição.

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