O viés emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) significa que a pessoa não consegue
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O viés emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) significa que a pessoa não consegue reconhecer emoções positivas?
Não exatamente. No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o viés emocional refere-se a uma hipersensibilidade emocional, especialmente diante de experiências de rejeição, abandono ou frustração, conforme descrito no DSM-5.
Isso não significa incapacidade de reconhecer emoções positivas. Pessoas com TPB podem, sim, vivenciar afeto, prazer e vínculos positivos. O que costuma ocorrer é que essas experiências são instáveis, intensas e pouco duradouras, sendo rapidamente atravessadas por angústia, medo de perda ou mudanças bruscas de humor.
Do ponto de vista psicanalítico, trata-se de uma dificuldade na regulação do afeto e na simbolização das experiências emocionais, o que faz com que o sujeito fique mais capturado pelo impacto imediato da emoção do que pela possibilidade de elaborá-la.
O trabalho clínico visa justamente favorecer maior reconhecimento, nomeação e sustentação dos afetos — positivos e negativos — ao longo do tempo.
Isso não significa incapacidade de reconhecer emoções positivas. Pessoas com TPB podem, sim, vivenciar afeto, prazer e vínculos positivos. O que costuma ocorrer é que essas experiências são instáveis, intensas e pouco duradouras, sendo rapidamente atravessadas por angústia, medo de perda ou mudanças bruscas de humor.
Do ponto de vista psicanalítico, trata-se de uma dificuldade na regulação do afeto e na simbolização das experiências emocionais, o que faz com que o sujeito fique mais capturado pelo impacto imediato da emoção do que pela possibilidade de elaborá-la.
O trabalho clínico visa justamente favorecer maior reconhecimento, nomeação e sustentação dos afetos — positivos e negativos — ao longo do tempo.
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Não. O viés emocional no Transtorno de Personalidade Borderline não impede a pessoa de reconhecer ou sentir emoções positivas. Ela consegue experimentar alegria, afeto e prazer, mas essas emoções podem ser intensas e, às vezes, instáveis. O viés emocional faz com que situações neutras ou desafiadoras sejam amplificadas negativamente, mas não elimina experiências positivas. Na análise, o trabalho é ajudar o sujeito a reconhecer tanto emoções negativas quanto positivas, aprender a diferenciar reações amplificadas de percepções mais equilibradas e construir uma relação mais estável consigo mesmo e com os outros, permitindo vivenciar afetos positivos de forma consistente.
Olá, tudo bem? Não, o viés emocional no Transtorno de Personalidade Borderline não significa que a pessoa seja incapaz de reconhecer emoções positivas. Na verdade, muitas pessoas com TPB sentem emoções positivas de forma intensa, às vezes até mais intensa do que a média. O ponto não é a ausência do positivo, mas a instabilidade com que ele é percebido e mantido ao longo do tempo.
Quando há sensação de conexão, acolhimento ou segurança, emoções como alegria, entusiasmo, amor e proximidade costumam ser vividas com muita força. O desafio aparece quando o estado emocional muda. O viés emocional faz com que, diante de um gatilho de insegurança ou medo de rejeição, essas experiências positivas percam rapidamente o acesso à consciência, como se nunca tivessem existido. Não é que a pessoa não reconheça o positivo, é que ele fica temporariamente encoberto pela emoção negativa ativa.
Isso pode gerar confusão tanto para quem vive isso quanto para quem está ao redor. Em um momento, a pessoa se sente profundamente conectada; em outro, passa a duvidar do vínculo, do afeto recebido ou até do próprio valor. O cérebro emocional entra em modo de proteção e passa a priorizar sinais de ameaça, deixando em segundo plano lembranças e percepções positivas. Você percebe se, quando está emocionalmente ativado, fica difícil lembrar de momentos bons ou de gestos de cuidado do outro? Quando a emoção se acalma, essa visão costuma mudar?
Na psicoterapia, trabalha-se o fortalecimento da capacidade de sustentar emoções positivas mesmo diante de oscilações emocionais, ajudando a integrar experiências boas e ruins de forma menos fragmentada. Isso não elimina a sensibilidade emocional, mas amplia a estabilidade interna e reduz o sofrimento nos relacionamentos. Caso precise, estou à disposição.
Quando há sensação de conexão, acolhimento ou segurança, emoções como alegria, entusiasmo, amor e proximidade costumam ser vividas com muita força. O desafio aparece quando o estado emocional muda. O viés emocional faz com que, diante de um gatilho de insegurança ou medo de rejeição, essas experiências positivas percam rapidamente o acesso à consciência, como se nunca tivessem existido. Não é que a pessoa não reconheça o positivo, é que ele fica temporariamente encoberto pela emoção negativa ativa.
Isso pode gerar confusão tanto para quem vive isso quanto para quem está ao redor. Em um momento, a pessoa se sente profundamente conectada; em outro, passa a duvidar do vínculo, do afeto recebido ou até do próprio valor. O cérebro emocional entra em modo de proteção e passa a priorizar sinais de ameaça, deixando em segundo plano lembranças e percepções positivas. Você percebe se, quando está emocionalmente ativado, fica difícil lembrar de momentos bons ou de gestos de cuidado do outro? Quando a emoção se acalma, essa visão costuma mudar?
Na psicoterapia, trabalha-se o fortalecimento da capacidade de sustentar emoções positivas mesmo diante de oscilações emocionais, ajudando a integrar experiências boas e ruins de forma menos fragmentada. Isso não elimina a sensibilidade emocional, mas amplia a estabilidade interna e reduz o sofrimento nos relacionamentos. Caso precise, estou à disposição.
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