Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social. Desde a infância, sem

19 respostas
Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social.
Desde a infância, sempre tive dificuldade em interações sociais, preferência por ambientes mais tranquilos e sensibilidade a estímulos como sons, cheiros e algumas texturas.
Também percebo dificuldade em entender certos tipos de piadas ou linguagem indireta, além de desconforto com contato visual prolongado. Em ambientes muito movimentados, costumo ficar em estado de alerta e desconfortável.
Gostaria de saber: esses sintomas podem estar relacionados apenas à ansiedade social ou podem indicar a necessidade de investigação para algo mais aprofundado?
 Vinícius Eduardo Martino Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Ribeirão Preto
Oi, fico realmente tocado com o cuidado que você teve ao descrever tudo isso, dá pra perceber o quanto você se observa e tenta entender o que está acontecendo com você. O que você traz pode sim ter relação com ansiedade social, mas também levanta outras possibilidades que merecem um olhar mais atento, principalmente por envolver desde cedo essa sensibilidade aos estímulos, a forma de se relacionar com o ambiente e certas dificuldades na comunicação mais implícita, então não é tanto sobre encaixar em um diagnóstico rápido, mas sobre entender com mais profundidade como tudo isso se organiza na sua experiência e o que isso significa na sua história. Às vezes, quando a gente escuta isso com mais calma, aparecem nuances importantes que ajudam a diferenciar melhor o que está em jogo e, principalmente, pensar em caminhos que façam sentido pra você. Se fizer sentido, eu me coloco à disposição pra gente marcar uma conversa e olhar isso com mais cuidado juntos.
Um abraço,
Vinícius.

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Vale investigar pois são sintomas que podem sim ocorrer comorbidades de outras questões de saude mental.
Olá, você traz uma questão importante. Talvez possamos olhá-la por outras vias, e não apenas pela lente do diagnóstico. Ele pode ajudar, mas muitas vezes deixa de fora aspectos que ainda não foram ditos ou elaborados, e que podem estar diretamente ligados ao que você sente.

Em muitos casos, aquilo que não conseguimos nomear aparece no corpo ou nas situações do dia a dia como desconforto, angústia ou dificuldade nas relações. Como essas questões não são sempre conscientes, não é possível observá-las de imediato, nem encontrar respostas rápidas ou soluções prontas.

Por isso, falar sobre o que você vive é um passo fundamental. Aos poucos, isso permite elaborar melhor essas experiências, dar novos sentidos ao que hoje aparece como sintoma e encontrar outras formas de lidar com essas situações.

Um acompanhamento pode ajudar nesse processo, oferecendo um espaço de escuta onde essas questões possam ser trabalhadas com mais cuidado, respeitando o seu tempo e a sua forma de funcionamento.
Olá, partindo da psicanálise, todo sintoma exige uma investigação mais aprofundada, pois entende-se que eles não são espontâneos e nem naturais,há uma história com sofrimento e questões por trás deles, algo de único da sua história que levou a tê-los. Nesse sentido, o sintoma e mesmo um diagnóstico é algo a ser investigado ainda, pois há algo da pessoa que ele está contando e só o diagnóstico não diz dessa história. O sintoma ao ser escutado aponta pra muito além do sintoma ou mesmo do transtorno, há algo valioso ali do sujeito que pode ser trabalhado a partir do sintoma
 Lucia Bianchini
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá! Pelo seu relato, é possível que esses sintomas tenham relação "apenas" com o transtorno de ansiedade social, mas sua dúvida é bastante pertinente. A sensibilidade aos estímulos que você citou e a dificuldade com a compreensão de piadas me chamaram a atenção e fiquei pensando no quanto isso deve atrapalhar sua vida. Vale a pena fazer uma investigação mais aprofundada sim, de preferencia com um psicólogo para que possa entender melhor a sua história e como essas questões estão te impactando.
 Paola Rosa
Psicólogo
Porto Alegre
O que você descreve é muito válido e merece atenção cuidadosa. Alguns desses sinais podem sim aparecer no Transtorno de Ansiedade Social, principalmente o desconforto em interações e o estado de alerta em ambientes sociais.

Por outro lado, características como sensibilidade a sons, cheiros e texturas, dificuldade com linguagem indireta e contato visual também podem estar presentes no Transtorno do Espectro Autista — especialmente em níveis mais leves, que às vezes passam despercebidos na infância.

Isso não significa um diagnóstico, mas indica que pode ser importante uma avaliação mais aprofundada para diferenciar melhor o que está acontecendo e entender suas necessidades de forma mais completa.

Se você sentir que isso tem impactado sua vida, buscar um profissional para uma avaliação pode te trazer mais clareza e direcionamento.

Estou à disposição. Se quiser, agende sua primeira consulta e vamos conversar.
Oi!

Alguns dos sintomas que você descreve se relacionam com outros diagnósticos, mas seria preciso uma avaliação aprofundada e direcionada para entender melhor e, assim, confirmar uma comorbidade.
Olá! O que você descreve pode, sim, estar relacionado à ansiedade social, principalmente o desconforto em interações, o estado de alerta e a evitação de ambientes mais intensos. Ao mesmo tempo, algumas características que você citou — como sensibilidade a estímulos (sons, cheiros, texturas), dificuldade com linguagem indireta e contato visual — também podem aparecer em outros perfis, como em condições do neurodesenvolvimento (por exemplo, no espectro autista leve). Isso não significa que seja o seu caso, mas pode valer uma investigação mais aprofundada. O ideal seria buscar um psicólogo (de preferência com experiência em avaliação) ou um neuropsicólogo, que pode fazer uma avaliação mais completa para entender melhor o que está por trás desses sinais. Independentemente do diagnóstico, tudo o que você está sentindo pode ser trabalhado em terapia, para que você se sinta mais confortável e segura nas situações do dia a dia.
O que você descreve pode estar, sim, relacionado ao transtorno de ansiedade social e ao transtorno de ansiedade de forma geral, mas o conjunto de sensibilidade a sons, cheiros, texturas, dificuldade com piadas indiretas e contato visual também pode sugerir a necessidade de uma avaliação mais ampla. Em alguns casos, esse perfil sensorial e social está associado a diferentes modos de funcionamento cognitivo e emocional, e entender isso melhora muito o autoconhecimento e a saúde mental. Um psicólogo pode realizar uma avaliação detalhada do seu histórico, observar padrões de pensamentos automáticos e comportamentos e, se achar necessário, encaminhar para um neuropsicólogo ou outros profissionais. Na terapia cognitivo comportamental (TCC), costumamos mapear situações sociais, gatilhos, formas de regulação emocional e estratégias concretas para reduzir sofrimento em ambientes movimentados. Esse processo terapêutico pode ser feito em atendimento psicológico por consulta online, o que facilita um acompanhamento contínuo e organizado.
Dr. Matheus Abade
Psicólogo
Belo Horizonte
Olá. Que bom que entrou em contato. A ansiedade é um sintoma, que aponta para algumas coisas, é importante investigar com um profissional qualificado o que a está causando.
 Tadeu Manfroni
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá, sua pergunta é bem descritiva dos seus sintomas emocionais e sensoriais. Esses sintomas são avaliados em escalas gradativas. Partem do nível mais baixo ou até inexistente para níveis mais altos e picos.
Dentre os sintomas sensoriais que você descreve não há uma relação direta com o Transtorno de Ansiedade Social. Porém, a TAS gera uma hipervigilância que pode alterar as formas como você sente o ambiente. Quando você descreve que desde a infância há dificuldades no relacionamento social sugere um estado crônico e persistente.
A melhor maneira de averiguar a coexistência desses sintomas, a intensidade deles e a relação com a TAS ou a outras psicopatologias é você falar com os profissionais que te acompanham e relatar essa dúvida. Pode ser sim que a TAS tenha indiretamente causado sintomas sensoriais, ou os órgãos sensoriais estão mais sensíveis por outra condição ainda não diagnosticada em seu organismo.
Caso você não tenha uma equipe de profissionais que te acompanham, procure um profissional da Saúde Mental (Psicologia ou Psiquiatria) e inicie esse processo de autoconhecimento.
Boa sorte!
Olá! Alguns dos aspectos que você descreve podem ocorrer no transtorno de ansiedade social, especialmente o desconforto em interações, estado de alerta em ambientes sociais e evitação de situações com muitas pessoas. No entanto, características como sensibilidade sensorial (sons, cheiros e texturas), dificuldade na compreensão de linguagem indireta ou nuances sociais, desconforto importante com contato visual e a presença desses sinais desde a infância também podem justificar uma investigação mais aprofundada do neurodesenvolvimento. Isso não significa necessariamente outro diagnóstico, mas indica que pode ser importante avaliar se existem características associadas além do quadro ansioso. Em muitos casos, condições do neurodesenvolvimento podem coexistir com ansiedade social, principalmente quando há histórico de dificuldades sociais persistentes desde a infância.

O mais indicado é buscar uma avaliação neuropsicológica além do acompanhamento com psiquiatra, para investigação clínica detalhada do seu funcionamento social, emocional, cognitivo e sensorial. A avaliação neuropsicológica pode auxiliar bastante nesse processo, ajudando a compreender melhor suas dificuldades, potencialidades e hipóteses diagnósticas.

Independentemente do diagnóstico, compreender a origem dessas dificuldades costuma ser um passo importante para direcionar intervenções mais adequadas e melhorar a qualidade de vida!
O que você descreve, ansiedade social, sensibilidade a estímulos, desconforto em interações e dificuldade com linguagem indireta, pode estar relacionado à própria ansiedade, mas também pode indicar um funcionamento mais específico que merece avaliação mais aprofundada.
Na prática, ansiedade social e outros perfis (como maior sensibilidade ou traços do espectro) podem se sobrepor, mas não são a mesma coisa. A diferença está em entender se essas dificuldades vêm mais de medo e tensão ou de um modo de processamento diferente desde sempre.
O mais importante não é se rotular, mas compreender como você funciona para direcionar melhor o cuidado.
A psicoterapia ajuda a diferenciar esses padrões, reduzir a ansiedade e trazer mais segurança nas interações.
Se isso te gera dúvida ou desconforto, posso te ajudar em sessão a investigar isso com mais clareza e te orientar de forma mais precisa. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Esses sinais podem estar relacionados à ansiedade social, porque muitas das situações que você descreve envolvem interação com outras pessoas ou ambientes mais estimulantes, o que pode gerar esse estado de alerta e desconforto. Ao mesmo tempo, como são experiências que vêm desde a infância e incluem também questões sensoriais e de comunicação, pode ser válido olhar para isso com mais atenção e, se fizer sentido, investigar de forma mais aprofundada com um profissional. O mais importante é considerar o quanto isso tem impactado a sua qualidade de vida, porque se está te causando sofrimento ou dificuldade, merece cuidado. O acompanhamento psicológico pode ajudar tanto no manejo da ansiedade quanto na compreensão mais ampla dessas características, e, se necessário, o próprio profissional pode te orientar sobre uma avaliação mais específica.
O que você descreve pode estar relacionado à ansiedade social, mas também a características do seu funcionamento, como sensibilidade a estímulos e forma de se relacionar, por isso pode ser importante investigar de forma mais aprofundada; esses sinais também podem aparecer em pessoas no espectro do autismo, especialmente em perfis mais leves, mas isso não significa um diagnóstico, apenas uma possibilidade a ser avaliada com cuidado.

A TCC pode ajudar bastante na parte prática, como lidar com a ansiedade nas interações e ampliar o repertório social. Mas, muitas vezes, existe também uma base mais profunda ligada à forma como o sistema nervoso responde a estímulos e situações sociais.

Integrar abordagens como o EMDR pode ajudar a trabalhar essa ativação e possíveis experiências associadas, reduzindo o estado de alerta e trazendo mais conforto nas interações. O mais importante é fazer uma avaliação cuidadosa e construir um caminho que faça sentido para você.
Olá, como vai?
Esses sinais que você cita podem estar relacionados a diversas situações como a neurodivergência ou a psicopatologia. A melhor opção, no seu caso, é entrar em contato com um psicólogo para conversar a respeito desses sinais e conversar a respeito deles. Se for necessário e se você quiser, pode se submeter a uma avaliação neuropsicológica.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá, boa tarde.

Recomendo que procure uma avaliação neuropsicológica para determinar isso, pois os pontos em que você abordou vão além do que a Fobia Social propicia.
Olá!
Obrigado por compartilhar as informações conosco.
As vezes recebemos alguns nomes ou "rótulos" que são comuns para todos, mas em cada pessoa as coisas acontecem de uma forma única, há uma história, contexto de vida familiar e outros fatores que fazem a diferença para compreender melhor. Respondendo sua pergunta: Pode ser sim que haja a necessidade de investigar mais a fundo sobre outras possibilidades de diagnósticos e o mais importante, buscando as melhores formas de como lidar com o que você sente, como cuidar do seu bem estar no meio social, compreender mais sobre si mesma, suas necessidades e cada vez mais aceitando e gostando da forma como você é.
Espero ter ajudado e fico À disposição =)
Olá. Sempre a recomendação será de você buscar um profissional qualificado para fins diagnósticos. Um psicólogo certamente poderá te ajudar muito. Perceba que muito do que você relata, expressa a sua percepção do mundo a sua volta e de si mesma. Portanto, é fundamental trabalhar isso, de maneira que fique consolidado que você tem sua personalidade própria e isso deve permanecer assim, inclusive sendo fortalecida a sua identidade; sendo necessário muitas das vezes apenas alguns pequenos ajustes no dia-a-dia. Mas em tudo isso seu psicólogo poderá te auxiliar.

Espero ter ajudado.
Tudo de bom!

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