Olá, tenho 20 anos, e quase todo dia tenho pensamentos obsessivos sobre algo que aconteceu de ruim n
Olá, tenho 20 anos, e quase todo dia tenho pensamentos obsessivos sobre algo que aconteceu de ruim no passado, por exemplo, coisas erradas que fiz. Toda vez que isso acontece, eu tento suprimir falando comigo mesmo, fazendo algum gesto com as mãos, caretas... Um exemplo é: vem o pensamento 'X', isso me causa um grande desconforto (TODOS os pensamentos que vem me causam muito desconforto), e pra suprimir o X, eu falo "Cala a boca", ou aperto as mãos. São pensamentos aleatórios, literalmente cada vez pode ser um diferente, tem dias que isso dura o dia inteiro, um atrás do outro, tem dia que é pouco. Pesquisei bastante, e quase todos os sintomas se parecem com os de TOC, e que só piora se a pessoa continuar fazendo os rituais (percebi que piorou bastante da metade de 2025 pra cá). Oq devo fazer? Qual profissional devo procurar? Eu ignorava, mas agora tá ficando cansativo e insuportável.
15 respostas
Olá! Obrigada por compartilhar sua experiência. O que você descreve envolve pensamentos repetitivos que causam muito desconforto e tentativas de alívio imediato, como gestos ou falas, o que acaba se tornando bastante cansativo ao longo do tempo. Independentemente de se encaixar ou não em um diagnóstico específico, o mais importante é reconhecer que isso está gerando sofrimento e precisa de cuidado. O primeiro passo é buscar um psicólogo, que possa te ajudar a compreender como esses pensamentos funcionam, o que os mantém e a desenvolver outras formas de lidar com eles, sem entrar nessa luta constante consigo mesmo. Se ao longo do acompanhamento surgir a necessidade, a avaliação com um psiquiatra pode ser indicada de forma complementar. Você não precisa lidar com isso sozinho. Com ajuda profissional, é possível reduzir esse sofrimento e encontrar mais equilíbrio no dia a dia.
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Olá bom dia. Sim, os sintomas que você relata são do TOC. Os profissionais recomendados são da área da psiquiatria, para o uso de medicação e psicologia para Terapia Comportamental, para trabalhar os pensamentos disfuncionais e rituais. Fico a disposição. Suzi Engelke - Psicóloga Clinica
Olá, fico feliz por ver sua coragem de buscar ajuda. É ótimo que você tenha buscado informações sobre essa parte dos rituais de alívio, é útil que você vá cortando essas checagens ao longo do tempo, pois isso só retroalimenta o ciclo da ansiedade. No que diz respeito a ruminação, é importante entender que esses pensamentos não são nada, você não deve ignorá-los, não deve se envolver e nem resolver. Os pensamentos podem estar em sua consciência, mas direcionar sua atenção a eles é escolha sua. Se você tentar exercitar isso, talvez consiga parar essa ruminação durante alguns minutos, mas ela é como uma habilidade, exige treino. Caso tenha interesse em saber mais, há um psicólogo estadunidense chamado Michael Greenberg, passou pela experiência de viver com TOC e acredita na recuperação completa. Independente disso ser possível ou não, aprender a direcionar sua atenção pode fazer diferença enorme. Caso você tenha gostado da minha resposta e tenha interesse em ingressar em um processo terapêutico direcionado a aprender a lidar melhor com esses pensamentos, estou disponível.
Olá! O que você descreve é compatível com um padrão de pensamentos intrusivos acompanhados de tentativas de neutralização (como falar frases, fazer gestos ou caretas). Na Terapia Cognitivo Comportamental, entendemos que pensamentos intrusivos são experiências comuns, mas se tornam mais intensos e frequentes quando a pessoa tenta suprimi-los ou neutralizá-los, pois isso acaba reforçando o ciclo de ansiedade. Quanto mais você tenta “controlar” ou expulsar o pensamento, mais ele tende a retornar, gerando desgaste emocional. O caminho mais eficaz é aprender a se relacionar de outra forma com esses pensamentos, reduzindo o valor e a ameaça que eles parecem ter. Um psicólogo com formação em TCC é o profissional mais indicado. Em alguns casos, também pode ser necessária avaliação psiquiátrica para apoio medicamentoso. Buscar ajuda é um passo importante, especialmente porque você já percebe impacto significativo na sua qualidade de vida.
Olá, boa tarde. Muito bacana que tenha pesquisado sobre isso, facilita em buscar a ajuda necessária para seu sofrimento. Acredito que o principal a ser feito seja buscar ajuda profissional. Avalie se for possível buscar ajuda de um psicólogo e um psiquiatra. Desta forma o psicólogo te ajudará a lidar melhor com os rituais e com o sofrimento que eles buscam lidar (pensamentos); já o psiquiatra vai buscar diminuir a frequência e intensidade dos sintomas através da medicação. O ideal é isso. Para mais detalhes sobre como seria a psicoterapia e a psiquiatria, só esperando pela avaliação desses profissionais. Se puder te ajudar de mais alguma forma, não deixe de me avisar.
Olá, boa tarde. O que você descreve é muito compatível com um padrão obsessivo-compulsivo, especialmente quando há pensamentos intrusivos recorrentes que causam intenso desconforto e comportamentos mentais ou físicos usados para tentar neutralizá-los, como falar frases, fazer gestos ou caretas. Esses comportamentos funcionam como compulsões, mesmo sendo sutis ou internas, e a literatura mostra que, de fato, eles tendem a manter e intensificar o ciclo ao longo do tempo, exatamente como você percebeu. Do ponto de vista da psicologia baseada em evidências, não é o conteúdo do pensamento que define o TOC, mas a relação que a pessoa passa a ter com ele. Pensamentos sobre erros do passado, culpa ou moralidade são comuns no chamado TOC de conteúdo moral ou ruminação obsessiva. A tentativa constante de suprimir, corrigir ou “calar” o pensamento aumenta a frequência e o impacto emocional dele, algo bem documentado em estudos experimentais e meta-análises. O profissional mais indicado para você procurar é um psicólogo com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), com experiência em Exposição com Prevenção de Resposta (EPR). Esse é o tratamento de primeira linha para TOC segundo diretrizes da APA, NICE e revisões sistemáticas da Cochrane. A EPR não consiste em forçar pensamentos, mas em reduzir gradualmente os rituais e a tentativa de controle, ensinando o cérebro a tolerar o desconforto sem reagir a ele. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica pode ser indicada para avaliar a necessidade de medicação como complemento, mas a psicoterapia é central. É importante reforçar que você não precisa “aguentar mais um pouco” nem resolver isso sozinho. O fato de estar cansativo e insuportável é justamente um sinal adequado para buscar ajuda. Quanto antes o tratamento começa, melhores costumam ser os resultados. Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.
Olá. Penso que começar procurando ajuda profissional é um caminho razoável, para poder entender melhor o que está acontecendo. Psicólogos e psiquiátras são profissionais indicados. Abraço.
Quando você relata que praticamente todos os pensamentos geram desconforto e que, em alguns dias, isso ocupa o dia inteiro, podemos entender que vocÊ está travando uma luta constante com o passado, restando pouco espaço para presença, espontaneidade e descanso. Buscar um psicólogo é um passo muito importante, para que você possa falar desses pensamentos sem medo de julgamento. O acompanhamento psicológico possibilita compreender o sentido que eles têm na sua história, na sua relação com o passado e consigo mesmo. É importante também evitar lidar com isso apenas por meio de pesquisas na internet. Embora os diagnósticos possam ajudar a organizar, eles muitas vezes aumentam a ansiedade e a vigilância excessiva sobre si. Por fim, vale dizer que tentar “não pensar”, brigar com a própria mente ou se punir por ter pensamentos costuma intensificar o sofrimento. Em psicoterapia, o trabalho não é apagar pensamentos, mas transformar a relação que você estabelece com eles, para que não passem a dominar sua existência.
Olá, como vai? Você pode procurar por um psicólogo e um psiquiatra para te ajudarem a atravessar esse momento de sofrimento. Com a combinação dos tratamentos, a tendência do TOC é diminuir e você consegue aprender a controlar as necessidades dos rituais. Busque ajuda! Espero ter ajudado, fico à disposição!
Olá, tudo bem? Sinto muito por todos esses sentimentos intensos. Veja só, brigar com os próprios pensamentos realmente tende a agravar essas questões. Pois os pensamentos se transformam em diálogos internos, que arrastam o dia todo. Um profissional que pode te ajudar é o psicólogo. Eu sou psicólogo e trabalho com a terapia de aceitação e compromisso (ACT), a qual se destaca por seus tratamentos para lidar com pensamentos internos. Juntos, podemos aprender a como viver descolado de nossos próprios pensamentos.
Olá! Trabalho com base Psicanalítica e é o que eu sugiro que você procure. Uma análise pode te auxiliar com seus sintomas e pensamentos! Me coloco a disposição para marcarmos uma sessão!
Você pode iniciar pela terapia, buscando um psicólogo para ter um espaço de escuta onde possa falar livremente sobre esses pensamentos, sobre o desconforto que eles geram e sobre como você se sente quando tenta suprimi-los. A partir desse acompanhamento, caso seja necessário, o próprio psicólogo poderá indicar um encaminhamento para o psiquiatra. E mesmo que você opte por iniciar diretamente com o psiquiatra, é muito importante também buscar um psicólogo, pois o tratamento combinado costuma trazer melhores resultados, permitindo trabalhar tanto os sintomas quanto o sentido e o impacto desses pensamentos na sua vida. Esse cuidado pode ajudar a reduzir o que hoje parece insuportável.
Olá, boa tarde, tudo bem? Pelo que você descreve, o que mais chama atenção não é o conteúdo dos pensamentos, mas a relação que você passou a ter com eles. Pensamentos intrusivos acontecem com muitas pessoas, mas quando vêm acompanhados de intenso desconforto e da necessidade de neutralizar, calar, corrigir ou “desfazer” com gestos e frases, entramos num funcionamento muito próximo do TOC. E faz sentido você perceber que quanto mais tenta suprimir, mais eles retornam — e isto não é falta de força, é o próprio ciclo obsessivo. O caminho mais indicado é procurar um psicólogo, de preferência com experiência em TOC. Não é algo que você precise enfrentar sozinho, e buscar ajuda agora é um sinal de cuidado com você mesmo!
Olá! Imagino o quanto deve estar sendo cansativo passar o dia tentando afastar pensamentos que aparecem sem a sua vontade. E é importante dizer: ter pensamentos intrusivos não significa que você concorda com eles, que deseja aquilo ou que eles definem quem você é. Pelo que você descreve, existe um ciclo: o pensamento aparece, gera muito desconforto e, para aliviar, você diz “cala a boca”, aperta as mãos ou faz algum gesto. Isso pode trazer um alívio rápido, mas o cérebro acaba aprendendo que aquele pensamento era perigoso e que o ritual foi necessário para neutralizá-lo. Assim, a tendência é que o ciclo se repita e fique mais cansativo. Esse padrão pode acontecer no TOC, inclusive por meio de compulsões mentais ou discretas, mas não é possível confirmar um diagnóstico apenas por uma descrição ou por pesquisas na internet. Também é necessário avaliar ansiedade, culpa, ruminação, tiques e outras possíveis explicações. O profissional mais indicado para começar é um psicólogo que tenha experiência com TOC e trabalhe com Terapia Cognitivo-Comportamental, especialmente com Exposição e Prevenção de Resposta, conhecida como ERP. O tratamento ajuda você a aprender, de forma gradual e acompanhada, a permitir que o pensamento esteja presente sem fazer o ritual para expulsá-lo. O objetivo não é concordar com o pensamento, mas deixar de tratá-lo como uma ameaça que precisa ser resolvida imediatamente. Um psiquiatra também pode ser importante para avaliar a necessidade de medicação, principalmente porque os sintomas estão ocupando grande parte do dia e causando sofrimento significativo. Psicoterapia e medicação podem ser usadas juntas quando necessário. Até conseguir atendimento, tente observar algumas perguntas: “O que temo que aconteça se eu não neutralizar esse pensamento?”, “O gesto resolve o problema ou só diminui a ansiedade por alguns minutos?” e “Quanto tempo da minha vida estou gastando tentando controlar algo que surgiu automaticamente?”. Não tente interromper todos os rituais de uma vez e sozinho, porque isso pode aumentar muito o desconforto. Esse trabalho costuma ser feito gradualmente, com orientação profissional. Também vale diminuir as pesquisas repetitivas sobre sintomas, pois elas podem virar outra forma de buscar certeza e aumentar a atenção sobre os pensamentos. Você não precisa continuar suportando isso sozinho. TOC e sintomas obsessivo-compulsivos têm tratamento, e perceber o ciclo que está acontecendo já é um passo importante. Caso surjam pensamentos de se machucar, de não querer mais viver ou você sinta que perdeu a capacidade de se manter seguro, procure imediatamente um serviço de urgência, o SAMU pelo 192 ou o CVV pelo 188.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A descrição que você traz, pensamentos intrusivos que geram angústia imediata seguidos de respostas motoras ou verbais ("Cala a boca", gestos) para anular o desconforto, é a manifestação clássica do ciclo obsessivo-compulsivo. As tentativas de suprimir o pensamento atuam como compulsões (rituais), que fornecem um alívio temporário, mas retroalimentam o circuito de ansiedade do cérebro, fazendo com que os pensamentos voltem cada vez mais frequentes e intensos. O profissional mais indicado para a avaliação diagnóstica precisa e elaboração do plano terapêutico é o médico psiquiatra, idealmente em conjunto com um psicólogo especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e focado em Exposição e Prevenção de Resposta (EPR). Quanto mais cedo você iniciar o tratamento adequado, mais rápido será possível interromper o avanço dos rituais e recuperar a sua qualidade de vida. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.




