Pais "bons" podem ser invalidantes? .

3 respostas
Pais "bons" podem ser invalidantes? .
Sim, pais considerados “bons” podem, sim, ser invalidantes, mesmo sem intenção de machucar. A invalidação não acontece apenas em contextos de negligência ou abuso explícito, mas também quando os pais, tentando proteger ou educar, acabam minimizando, corrigindo ou ignorando as emoções dos filhos.

Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o adulto ensina a criança a “não sentir” em vez de ajudá-la a entender o que sente, quando responde com soluções rápidas sem escuta emocional ou quando valoriza mais o comportamento adequado do que a experiência interna da criança. Muitas vezes, esses pais oferecem cuidado material, presença e amor, mas têm dificuldade em lidar com emoções intensas, próprias ou dos filhos.

É importante diferenciar intenção de impacto. Pais podem amar profundamente seus filhos e, ainda assim, invalidar sentimentos por falta de recursos emocionais, informação ou por repetirem padrões aprendidos. Reconhecer isso não serve para culpar, mas para abrir espaço para mudança, aprendizado e relações mais conscientes e reparadoras.

(Esta explicação tem caráter informativo e psicoeducativo e NÃO substitui uma avaliação ou acompanhamento com um profissional de saúde mental, que é fundamental para compreender cada caso de forma individualizada e adequada.)

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Sim, pais considerados “bons” também podem ser invalidantes em algumas situações. Isso pode acontecer mesmo quando há cuidado, proteção e boas intenções, mas falta espaço para reconhecer e acolher as emoções, limites e percepções dos filhos. Muitas vezes a invalidação não é intencional, surge de tentativas de ensinar, corrigir ou proteger, mas ainda assim pode fazer com que a criança aprenda a duvidar do que sente ou a não se expressar. Ou seja, não é preciso que os pais sejam negligentes ou abusivos para que ocorram experiências invalidantes; elas podem aparecer de forma sutil no cotidiano das relações.
Sim, e isso costuma ser difícil de aceitar. Pais podem ser amorosos, presentes, provedores e ainda assim invalidantes emocionalmente. Isso acontece quando o cuidado está focado apenas no comportamento ou no desempenho, mas não no mundo emocional da criança. Muitos pais invalidam porque também nunca aprenderam a reconhecer emoções, e não porque não amam seus filhos.

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