Por que a organização excessiva é considerada uma doença?

6 respostas
Por que a organização excessiva é considerada uma doença?
 Betânia Tassis
Psicólogo, Psicanalista, Sexólogo
Rio de Janeiro
A organização, em si, não é uma doença. Ser organizado pode ser uma qualidade, uma preferência pessoal ou até uma estratégia saudável de vida. O que faz a diferença, no caso do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), não é o quanto a pessoa organiza, mas o porquê e como isso acontece.

No TOC, a organização excessiva costuma estar ligada a ansiedade intensa, medo de que algo ruim aconteça ou a uma sensação constante de que “não está certo ainda”. A pessoa não organiza porque gosta ou porque facilita a vida, mas porque sente um alívio momentâneo da angústia ao cumprir aquele ritual. E esse alívio nunca dura, a necessidade volta, geralmente mais forte.

Outro ponto importante é que, no TOC, esses comportamentos:
• tomam muito tempo,
• geram sofrimento,
• interferem na rotina, nos relacionamentos ou no trabalho,
• e dão à pessoa a sensação de perda de controle sobre o próprio comportamento.

Ou seja, o problema não é gostar de ordem, limpeza ou simetria, mas quando isso deixa de ser uma escolha e passa a ser uma obrigação interna, movida por medo, culpa ou ansiedade.

Espero ter ajudado.
Meu nome é Betânia Tassis, eu sou psicóloga clínica.

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Dr. Eduardo Galindo
Psicólogo, Sexólogo
Cuiabá
Boa noite!

A organização excessiva é vista como um sintoma; ela só se torna um transtorno quando prejudica o bem-estar e a qualidade de vida, devido às limitações que a condição impõe ao sujeito.

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A organização excessiva é considerada patológica quando deixa de ser funcional e passa a causar sofrimento, ansiedade intensa, perda de tempo e prejuízo na vida diária. No TOC, a organização não gera satisfação, mas alívio temporário da angústia.
A organização excessiva, por si só, não é considerada uma doença. Ser organizado pode inclusive ser algo funcional e positivo. O que muda é quando essa necessidade de organização deixa de ser uma escolha e passa a ser vivida como uma obrigação rígida, que gera ansiedade, sofrimento e prejuízo na qualidade de vida e no bem-estar da pessoa. Em alguns casos, esse padrão pode estar relacionado ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), em que a organização, a simetria ou o controle surgem como tentativas de aliviar uma angústia interna, mas acabam aprisionando o indivíduo em rituais e exigências difíceis de sustentar. Nesses contextos, a organização não traz tranquilidade, ela consome energia, tempo e afeta relações, trabalho e descanso. Quando há sofrimento envolvido, é importante buscar ajuda profissional, e o tratamento costuma ser mais eficaz quando há um acompanhamento conjunto entre psicólogo e psiquiatra, cuidando tanto dos aspectos emocionais quanto, quando necessário, dos sintomas de forma medicamentosa.
 Marcel Pessey
Psicólogo, Psicopedagogo
Recife
Olá, vou tentar te responder, dentro do que entendi. Não seria a organização em si que vira “doença” e sim quando ela deixa de ser um recurso e passa a ser uma exigência. Você não escolhe se organizar, você sente que precisa controlar tudo para conseguir ficar em paz, aí entram os sinais que a clínica usa como "régua" (Sofrimento, prejuízo e perda de liberdade) porque essa organização excessiva começa a roubar tempo, descanso e relações, aumenta a ansiedade quando algo sai do plano e pode aparecer como sintoma em quadros como TOC (Rituais/checagens para aliviar angústia) ou como um padrão perfeccionista e controlador. Em termos práticos, a pergunta chave é se a tua organização te serve ou se você está servindo a ela.
Olá, tudo bem? Veja só, todo comportamento que apresentamos ocorre por ele ter sido eficiente em um momento de nossa história. Contudo, situações extremas acabam gerando comportamentos exagerados. De forma que eles podem acabar gerando mais prejuízo do que beneficio ao longo da vida do individuo, por isso são nomeados de transtornos mentais. A organização excessiva é um transtorno que impõe vários prejuízos como auto cobranças exageradas, dificuldades de socialização, no trabalho e em projetos pessoais. De inicio, esses malefícios parecem valer a pena frente a alguns benefícios como uma casa organizado ou um trabalho perfeito. Mas a medida que o transtornos se agrava, os malefícios se intensificam e benefícios reduzem.

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