Por que a organização excessiva é considerada uma doença?

2 respostas
Por que a organização excessiva é considerada uma doença?
 Betânia Tassis
Psicólogo, Psicanalista, Sexólogo
Rio de Janeiro
A organização, em si, não é uma doença. Ser organizado pode ser uma qualidade, uma preferência pessoal ou até uma estratégia saudável de vida. O que faz a diferença, no caso do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), não é o quanto a pessoa organiza, mas o porquê e como isso acontece.

No TOC, a organização excessiva costuma estar ligada a ansiedade intensa, medo de que algo ruim aconteça ou a uma sensação constante de que “não está certo ainda”. A pessoa não organiza porque gosta ou porque facilita a vida, mas porque sente um alívio momentâneo da angústia ao cumprir aquele ritual. E esse alívio nunca dura, a necessidade volta, geralmente mais forte.

Outro ponto importante é que, no TOC, esses comportamentos:
• tomam muito tempo,
• geram sofrimento,
• interferem na rotina, nos relacionamentos ou no trabalho,
• e dão à pessoa a sensação de perda de controle sobre o próprio comportamento.

Ou seja, o problema não é gostar de ordem, limpeza ou simetria, mas quando isso deixa de ser uma escolha e passa a ser uma obrigação interna, movida por medo, culpa ou ansiedade.

Espero ter ajudado.
Meu nome é Betânia Tassis, eu sou psicóloga clínica.

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A organização excessiva é vista como um sintoma; ela só se torna um transtorno quando prejudica o bem-estar e a qualidade de vida, devido às limitações que a condição impõe ao sujeito.

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