Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode sentir que “não é ela mesma”?
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Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode sentir que “não é ela mesma”?
Que bom que você trouxe isso, porque essa sensação de “não ser eu mesmo” costuma ser muito marcante para quem vive o Transtorno de Personalidade Borderline.
Essa experiência geralmente está ligada à intensidade e à rapidez com que os estados emocionais mudam. Quando uma emoção mais forte aparece, ela pode reorganizar completamente a forma como a pessoa pensa, sente e percebe a si mesma. É como se, naquele momento, uma versão diferente assumisse o controle, com outra forma de ver o mundo, os outros e a própria identidade.
Existe também uma dificuldade maior de manter uma percepção contínua de si ao longo do tempo. Em vez de uma identidade mais estável, a sensação de “quem eu sou” pode depender muito do estado emocional atual. Quando a emoção muda, a percepção de si muda junto. Isso pode gerar estranhamento, como se faltasse uma linha que conectasse essas diferentes experiências internas.
Outro ponto importante é o nível de ativação emocional. Em momentos de maior intensidade, a capacidade de observar a si mesmo diminui, e a pessoa pode se sentir mais “tomada” pela emoção do que consciente dela. Depois que esse estado passa, surge a sensação de distância: “não parecia eu”, “não sei por que reagi assim”. Isso não significa que não seja parte dela, mas sim que essas partes ainda não estão bem integradas.
Em alguns casos, essa sensação também pode se aproximar de experiências de despersonalização, onde a pessoa sente uma certa desconexão de si mesma, como se estivesse meio distante ou observando a própria experiência de fora.
Fico curioso em como isso aparece para você. Já houve momentos em que você se sentiu muito diferente de si mesmo(a) dependendo do que estava sentindo? Quando a emoção muda, a forma como você se percebe também muda? E depois que passa, você consegue integrar aquilo ou fica uma sensação de estranhamento?
Essas perguntas ajudam a compreender melhor essa experiência interna. Caso precise, estou à disposição.
Essa experiência geralmente está ligada à intensidade e à rapidez com que os estados emocionais mudam. Quando uma emoção mais forte aparece, ela pode reorganizar completamente a forma como a pessoa pensa, sente e percebe a si mesma. É como se, naquele momento, uma versão diferente assumisse o controle, com outra forma de ver o mundo, os outros e a própria identidade.
Existe também uma dificuldade maior de manter uma percepção contínua de si ao longo do tempo. Em vez de uma identidade mais estável, a sensação de “quem eu sou” pode depender muito do estado emocional atual. Quando a emoção muda, a percepção de si muda junto. Isso pode gerar estranhamento, como se faltasse uma linha que conectasse essas diferentes experiências internas.
Outro ponto importante é o nível de ativação emocional. Em momentos de maior intensidade, a capacidade de observar a si mesmo diminui, e a pessoa pode se sentir mais “tomada” pela emoção do que consciente dela. Depois que esse estado passa, surge a sensação de distância: “não parecia eu”, “não sei por que reagi assim”. Isso não significa que não seja parte dela, mas sim que essas partes ainda não estão bem integradas.
Em alguns casos, essa sensação também pode se aproximar de experiências de despersonalização, onde a pessoa sente uma certa desconexão de si mesma, como se estivesse meio distante ou observando a própria experiência de fora.
Fico curioso em como isso aparece para você. Já houve momentos em que você se sentiu muito diferente de si mesmo(a) dependendo do que estava sentindo? Quando a emoção muda, a forma como você se percebe também muda? E depois que passa, você consegue integrar aquilo ou fica uma sensação de estranhamento?
Essas perguntas ajudam a compreender melhor essa experiência interna. Caso precise, estou à disposição.
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O DSM-5 TR traz a seguinte definição: "Perturbação da identidade: instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou do senso de si mesmo", trata-se de uma dissociação, geralmente prolongada, que alimenta uma identidade difusa em que a pessoa não tem respostas para o que eu gosto? o que eu valorizo? quem eu sou quando estou sozinho?. A despersonalização, desrealização acompanhados de dissociação
Oi, é um prazer te ter por aqui.
A pessoa com TPB pode sentir que "não é ela mesma" devido à instabilidade emocional intensa e à dificuldade em reconhecer sua identidade. O TPB é caracterizado por mudanças bruscas de humor, sentimentos de vazio e um medo acentuado de abandono. Essas experiências não são escolhas, mas mecanismos desenvolvidos para lidar com a dor emocional não processada. O medo de abandono e a sensação de vazio são frequentemente extremos e intensos, impactando profundamente a vida afetiva e social da pessoa.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
A pessoa com TPB pode sentir que "não é ela mesma" devido à instabilidade emocional intensa e à dificuldade em reconhecer sua identidade. O TPB é caracterizado por mudanças bruscas de humor, sentimentos de vazio e um medo acentuado de abandono. Essas experiências não são escolhas, mas mecanismos desenvolvidos para lidar com a dor emocional não processada. O medo de abandono e a sensação de vazio são frequentemente extremos e intensos, impactando profundamente a vida afetiva e social da pessoa.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
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Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
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