Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um dos diagnósticos mais confundidos com di
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Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um dos diagnósticos mais confundidos com dissimulação?
Oi, é um prazer te ter por aqui.
O TPB é frequentemente confundido com dissimulação devido à sua natureza de instabilidade emocional intensa e comportamental. As pessoas com TPB podem apresentar comportamentos que parecem manipulação, como tentativas desesperadas de regular emoções insuportáveis, mas esses comportamentos são tentativas de lidar com o sofrimento agudo e não são uma forma de manipulação. A terapia comportamental dialética (DBT) é o tratamento padrão-ouro para o TPB, combinando técnicas de terapia cognitivo-comportamental (TCC) com mindfulness e habilidades de regulação emocional.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
O TPB é frequentemente confundido com dissimulação devido à sua natureza de instabilidade emocional intensa e comportamental. As pessoas com TPB podem apresentar comportamentos que parecem manipulação, como tentativas desesperadas de regular emoções insuportáveis, mas esses comportamentos são tentativas de lidar com o sofrimento agudo e não são uma forma de manipulação. A terapia comportamental dialética (DBT) é o tratamento padrão-ouro para o TPB, combinando técnicas de terapia cognitivo-comportamental (TCC) com mindfulness e habilidades de regulação emocional.
Atenciosamente,
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Que bom que você trouxe essa reflexão, porque ela toca em um ponto muito sensível na forma como o Transtorno de Personalidade Borderline costuma ser percebido.
O TPB é frequentemente confundido com dissimulação porque os comportamentos podem mudar rapidamente e, para quem observa de fora, isso pode parecer incoerência ou até falta de verdade. A pessoa pode demonstrar afeto intenso em um momento e, pouco tempo depois, reagir com irritação ou afastamento. Essa oscilação, quando não é compreendida, pode ser interpretada como “teatro” ou estratégia, quando na realidade está muito mais ligada a uma instabilidade emocional genuína.
Outro fator importante é a intensidade com que as emoções são vividas. No TPB, pequenas variações no ambiente, especialmente nas relações, podem ser percebidas como sinais fortes de ameaça ou rejeição. O cérebro reage de forma rápida, quase automática, reorganizando pensamentos, sentimentos e comportamentos. Isso faz com que a pessoa realmente sinta aquilo que expressa em cada momento, mesmo que pareça contraditório depois.
Além disso, existe uma dificuldade em integrar diferentes experiências emocionais ao mesmo tempo. Em vez de sentir “gosto dessa pessoa, mas estou frustrado com ela”, pode surgir uma alternância mais brusca entre idealização e decepção. Para quem está de fora, isso pode parecer encenação. Para quem vive, é uma experiência emocional muito concreta e intensa.
Talvez valha se perguntar: quando você observa essas mudanças, elas parecem frias e planejadas ou carregadas de emoção e urgência? O que acontece logo antes dessas mudanças? Existe algum padrão relacionado a medo de perder alguém, de não ser valorizado ou de ser rejeitado?
Na prática clínica, o cuidado é justamente sair do julgamento e tentar compreender a função desses comportamentos. Quando isso é feito, o olhar muda bastante, e o que antes parecia dissimulação passa a ser entendido como uma forma, ainda que difícil, de lidar com emoções muito intensas.
Caso precise, estou à disposição.
O TPB é frequentemente confundido com dissimulação porque os comportamentos podem mudar rapidamente e, para quem observa de fora, isso pode parecer incoerência ou até falta de verdade. A pessoa pode demonstrar afeto intenso em um momento e, pouco tempo depois, reagir com irritação ou afastamento. Essa oscilação, quando não é compreendida, pode ser interpretada como “teatro” ou estratégia, quando na realidade está muito mais ligada a uma instabilidade emocional genuína.
Outro fator importante é a intensidade com que as emoções são vividas. No TPB, pequenas variações no ambiente, especialmente nas relações, podem ser percebidas como sinais fortes de ameaça ou rejeição. O cérebro reage de forma rápida, quase automática, reorganizando pensamentos, sentimentos e comportamentos. Isso faz com que a pessoa realmente sinta aquilo que expressa em cada momento, mesmo que pareça contraditório depois.
Além disso, existe uma dificuldade em integrar diferentes experiências emocionais ao mesmo tempo. Em vez de sentir “gosto dessa pessoa, mas estou frustrado com ela”, pode surgir uma alternância mais brusca entre idealização e decepção. Para quem está de fora, isso pode parecer encenação. Para quem vive, é uma experiência emocional muito concreta e intensa.
Talvez valha se perguntar: quando você observa essas mudanças, elas parecem frias e planejadas ou carregadas de emoção e urgência? O que acontece logo antes dessas mudanças? Existe algum padrão relacionado a medo de perder alguém, de não ser valorizado ou de ser rejeitado?
Na prática clínica, o cuidado é justamente sair do julgamento e tentar compreender a função desses comportamentos. Quando isso é feito, o olhar muda bastante, e o que antes parecia dissimulação passa a ser entendido como uma forma, ainda que difícil, de lidar com emoções muito intensas.
Caso precise, estou à disposição.
No Transtorno de Personalidade Borderline, esse diagnóstico é frequentemente confundido com dissimulação porque as mudanças rápidas na emoção, na autoimagem e na forma de se relacionar podem parecer inconsistentes ou “estratégicas” para quem observa de fora, quando na verdade refletem uma instabilidade interna real e não uma intenção deliberada de enganar, sendo vividas pelo próprio sujeito como autênticas em cada momento.
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