Porque a primeira opção de tratamento do tdah é com tarja preta? A classe dos antidepressivos não te
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Porque a primeira opção de tratamento do tdah é com tarja preta? A classe dos antidepressivos não tem uma boa resposta de início? Até porque as reações adversas e risco de dependência são menores.
Porque as medicações como metilfenidato e lisdexanfetamina funcionam melhor que antidepressivos, no tratamento do TDAH. E a escolha se faz pela ação e não pelas reações adversas. Não adianta nada ter uma medicação com menos reações adversas, se não funciona suficientemente bem. Além disto, na maioria das pessoas, as medicações são muito seguras. O potencial de abuso é baixo, mais presente em pessoas que já abusavam de estimulantes. E outros riscos, como o desenvolvimento de episódios de mania em pessoas com transtorno bipolar, existem também com os antidepressivos tricíclicos, que seriam bastante eficazes em TDAH. Além disto, os antidepressivos tricíclicos são em geral muito menos bem tolerados. Mas, nos EUA, por exemplo, uma indicação frequente e também eficaz, é a atomoxetina, que não teria "tarja preta", no Brasil, pois não tem potencial de abuso.
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Ola, quando falamos de primeira opção temos sempre que avaliar qual é o perfil do nosso paciente. Por isso, o primeiro passo para o tratamento do TDAH é avaliar o paciente como o todo, avaliar as necessidades, momentos de vida que ele se encontra, assim como outras comorbidades clínicas e psiquiátricas (depressão, ansiedade, TOC...). Na verdade segundo os estudos a primeira opção de tratamento (e isso serve basicamente para case todos) é psicoterapia voltada para o TDAH. Ja quando falamos de medicações especificas para o TDAH a primeira opção pode sim ser os psicoestimulantes (tarja-preta), contudo hoje ja temos estudos e em alguns países outras medicações como a atomoxetina (não é tarja preta), está sendo proposta como primeira opção medicamentosa, e o legal é que esse ano ja temos essa medicação disponível aqui no Brasil.
Ótima pergunta, e faz todo sentido essa dúvida.
Os estimulantes acabam sendo primeira linha no TDAH não por serem “mais fortes”, mas porque são os que têm melhor efeito direto nos sintomas centrais do transtorno. Eles atuam justamente nos circuitos de atenção, motivação e controle de impulsos, principalmente via dopamina e noradrenalina, que são as vias mais envolvidas no TDAH.
Na prática, isso se traduz em resposta mais rápida e mais consistente. Muitas pessoas já percebem melhora nos primeiros dias, especialmente em foco, organização mental e capacidade de iniciar e concluir tarefas.
Os antidepressivos, apesar de ajudarem em ansiedade e humor, não têm o mesmo impacto nesses sintomas nucleares do TDAH. Alguns até podem ajudar parcialmente, principalmente quando há comorbidades, mas não costumam ser suficientes como tratamento principal.
Sobre a questão da “tarja preta”, entendo a preocupação. Existe, sim, potencial de uso inadequado, por isso o controle é mais rigoroso. Mas, quando bem indicado e acompanhado, o risco de dependência em pacientes com TDAH é baixo. Inclusive, tratar adequadamente o TDAH tende a reduzir comportamentos de risco, não aumentar.
E claro, existem exceções. Em alguns casos, principalmente quando há ansiedade importante, histórico de intolerância ou outras condições associadas, podemos começar com não estimulantes ou até associar estratégias diferentes.
Então não é uma escolha baseada só em potência ou risco, mas em eficácia específica para o que o TDAH realmente afeta.
Se quiser, posso te explicar em quais situações a gente opta por não estimulantes logo de início também.
Os estimulantes acabam sendo primeira linha no TDAH não por serem “mais fortes”, mas porque são os que têm melhor efeito direto nos sintomas centrais do transtorno. Eles atuam justamente nos circuitos de atenção, motivação e controle de impulsos, principalmente via dopamina e noradrenalina, que são as vias mais envolvidas no TDAH.
Na prática, isso se traduz em resposta mais rápida e mais consistente. Muitas pessoas já percebem melhora nos primeiros dias, especialmente em foco, organização mental e capacidade de iniciar e concluir tarefas.
Os antidepressivos, apesar de ajudarem em ansiedade e humor, não têm o mesmo impacto nesses sintomas nucleares do TDAH. Alguns até podem ajudar parcialmente, principalmente quando há comorbidades, mas não costumam ser suficientes como tratamento principal.
Sobre a questão da “tarja preta”, entendo a preocupação. Existe, sim, potencial de uso inadequado, por isso o controle é mais rigoroso. Mas, quando bem indicado e acompanhado, o risco de dependência em pacientes com TDAH é baixo. Inclusive, tratar adequadamente o TDAH tende a reduzir comportamentos de risco, não aumentar.
E claro, existem exceções. Em alguns casos, principalmente quando há ansiedade importante, histórico de intolerância ou outras condições associadas, podemos começar com não estimulantes ou até associar estratégias diferentes.
Então não é uma escolha baseada só em potência ou risco, mas em eficácia específica para o que o TDAH realmente afeta.
Se quiser, posso te explicar em quais situações a gente opta por não estimulantes logo de início também.
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