Quais perguntas podem ser feitas por familiares e amigos para ajudar a pessoa com Transtorno de Pers

4 respostas
Quais perguntas podem ser feitas por familiares e amigos para ajudar a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a resolver uma situação negativa ?
Dra. Léa Michaan
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Pergunte: você acredita que é amado? Que os outros te querem bem?
Você já tentou desse jeito e não deu certo; então, que outras maneiras você pode tentar resolver isso?
Percebe que está repetindo?
Tem como aprender com a experiência?
Pergunte a si mesmo: pra que esse pensamento que faz eu me sentir mal?
Como posso olhar pra essa situação de uma maneira melhor?
Será que os outros me perseguem mesmo ou sou eu que sou paranoico?
Como posso interpretar melhor isso?
Lembrar que “ O SOFRIMENTO É O OLHAR EQUIVOCADO”
Um abraço,
Lea

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Dra. Elenir Paro
Psicólogo, Psicanalista
Fortaleza
Familiares e amigos podem ajudar uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) fazendo perguntas que favoreçam a regulação emocional e ampliem a percepção da situação, sem julgamento ou invalidação.

Algumas perguntas úteis são:

• O que você está sentindo agora?
• O que nessa situação foi mais difícil para você?
• O que você precisa neste momento para se sentir mais segura(o)?
• Podemos pensar juntos em outras formas de lidar com isso?
• O que costuma te ajudar quando a emoção fica muito intensa?
• Você gostaria de apoio ou prefere um tempo para se acalmar?

Essas perguntas ajudam a reduzir a impulsividade, promovem escuta empática e colaboram para que a pessoa encontre respostas mais equilibradas para situações negativas.

Saiba mais em @elenirparo.psicologia
Familiares e amigos podem ajudar uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline a lidar com uma situação negativa fazendo perguntas que acolham o sentimento sem julgar ou pressionar, e que incentivem a reflexão sobre o que está acontecendo. Perguntar “O que você está sentindo agora?” permite que o sujeito reconheça e nomeie a emoção em vez de agir impulsivamente. Questionar “O que você gostaria que acontecesse nesta situação?” ajuda a diferenciar expectativa, desejo e medo. Também é útil perguntar “Como essa situação se conecta a experiências passadas que ainda doem?” para trazer consciência do que está sendo reativado emocionalmente. Perguntas como “O que você precisa agora para se sentir mais seguro ou amparado?” ou “Existe algo que podemos fazer juntos para tornar isso mais suportável?” favorecem o cuidado e a regulação afetiva. O objetivo dessas perguntas não é resolver o conflito pelos outros, mas criar espaço para que a pessoa reflita, se sinta ouvida e encontre formas de agir de maneira mais consciente e menos impulsiva.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma pergunta muito valiosa, porque a forma como familiares e amigos se posicionam pode fazer muita diferença na forma como a pessoa atravessa uma situação negativa. Mais do que “fazer a pessoa enxergar o erro” ou encontrar uma solução rápida, as perguntas que ajudam costumam ser aquelas que organizam a experiência emocional e diminuem a intensidade do momento.

Em geral, perguntas que convidam a pessoa a nomear o que está sentindo podem ser um bom ponto de partida. Algo que ajude a diferenciar o que aconteceu do que foi sentido, porque muitas vezes tudo aparece misturado. Também pode ser útil explorar o significado da situação, de forma cuidadosa, entendendo o que aquilo representou para ela, especialmente em termos de rejeição, abandono ou injustiça.

Outro tipo de pergunta que costuma ajudar é aquele que traz a pessoa para o presente. Perguntar o que ela precisa naquele momento, ou o que ajudaria a se sentir um pouco mais segura ou compreendida, pode reduzir a escalada emocional. Quando a intensidade diminui, o raciocínio tende a voltar gradualmente.

Também pode ser interessante ajudar na diferenciação entre camadas da experiência. O que foi fato e o que pode ter sido interpretação? Aquilo que aconteceu pertence só a esse momento ou parece algo que já foi vivido antes? Essas perguntas, quando feitas com cuidado, ajudam a ampliar a percepção sem invalidar a dor.

Talvez valha refletir: quando você conversa com essa pessoa, suas perguntas vêm mais de um lugar de curiosidade ou de tentativa de corrigir? Ela se sente mais acolhida ou mais pressionada quando você pergunta? E em quais momentos essas conversas parecem funcionar melhor?

Esse tipo de abordagem não resolve tudo imediatamente, mas cria um caminho mais seguro para que a situação possa ser compreendida e, aos poucos, elaborada. Caso precise, estou à disposição.

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